<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110</id><updated>2011-10-03T05:25:52.426-07:00</updated><category term='Capítulo 29'/><category term='Capítulo 09'/><category term='Capítulo 11'/><category term='Capítulo 05'/><category term='Capítulo 26'/><category term='Capítulo 13'/><category term='Capítulo 03'/><category term='Capítulo 07'/><category term='Capítulo 14'/><category term='Capítulo 23'/><category term='Capítulo 02'/><category term='Capítulo 21'/><category term='Capítulo 28'/><category term='Capitulo 00'/><category term='Capítulo 18'/><category term='Capítulo 27'/><category term='Capítulo 12'/><category term='Capítulo 01 e meio'/><category term='Capítulo 15'/><category term='Capítulo 04'/><category term='Capítulo 06'/><category term='Capítulo 20'/><category term='Capítulo 10'/><category term='Capítulo 22'/><category term='Capítulo 17'/><category term='Capitulo 01'/><category term='Capítulo 19'/><category term='Capítulo 08'/><title type='text'>Fogo e Gelo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935063061053455952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-3964791812658579971</id><published>2010-03-01T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T10:49:28.238-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 29'/><title type='text'>Capítulo 29</title><content type='html'>Na cabeça de Matthew de Aldearan, a despeito das aulas terem sido convenientemente arranjadas para possibilitar um contato mais próximo entre os dois, ensinar esgrima para Mira Barlow começara a se tornar uma tortura pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não somente do jeito com o qual ele já estava gradualmente se acostumando: sentir o seu cheiro tão próximo, o corpo quente o abraçando, aquele sorriso que ele sabia ser apenas dele, tudo isso o deixava com os sensos zonzos, desejando por algo que ele ainda não poderia ter. Era a parte boa – e ruim – de estar junto daquela moça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no entanto, ele tinha mais uma preocupação a acrescentar em sua lista. Lady Barlow resolvera que, já que tinha o privilégio e a intimidade de namorar o professor, estava preparada para aprender o treinamento avançado. Talvez até estivesse, pensava o homem consigo mesmo, mas lhe doía cada fibra do corpo na hora de atacar sua aluna e prometida. Como conseguiria ensiná-la? Sabia que até agora ela fora uma boa aluna e, então, provavelmente não se machucaria, mas a incerteza o deixava sem dormir à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento, evitara contatos com as espadas. Os dois tinham estudado muita teoria, muita anatomia, e ele até começara a explicar-lhe os feitiços não verbais que poderiam ser utilizados durante uma luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Mira estava começando a ficar impaciente e perguntar-se porque ele não a estava ensinando a 'lutar de verdade'. Matthew desviou os olhos ao responder que ela ainda precisava de muitas horas nos livros antes de treinar os ensinamentos avançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew – ela chamou espreguiçando-se depois de passar uma hora lendo um terrível tratado sobre o corpo humano. – Podemos treinar só um pouquinho hoje? Sinto que vou enferrujar se não lutarmos mais. Prometo que volto a estudar assim que tu mandares!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O professor tirou os olhos dos estudos que estava corrigindo para encarar os de sua menina. Ela estava cansada, queria um pouco de exercício, e, Deus, ele sabia que O Tratado Sobre Órgãos e Humores era insuportavelmente entediante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está certo. – ele respondeu, não resistindo aos olhares de sua pupila e menina. Onde isso o levaria?, perguntou-se. Começava a ficar cada vez mais difícil resistir a qualquer apelo que ela fizesse a ele.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem deu um pequeno pulo da cadeira para o chão, fazendo a saia do vestido levantasse um pouco. Aquilo bastou para que o professor ficasse inflamado e com a imaginação levando-o à lugares não-tão-distantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se apressou a buscar sua espada, pendurada pela bainha num gancho ao lado da porta. Ele esperou pacientemente, descansando a mão em cima de sua própria arma, presa em sua cintura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou pronta, professor. – a jovem deu o sinal para que eles começassem a treinar, assim que terminou de ajeitar. – Me diga o que fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como seus lábios se comprimiram e o olhar desejoso que ela lhe lançou anuviaram a mente do mestre, que, por alguns instantes, só pode pensar em uma única coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem rapidamente se recompôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos começar com o saque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina não esperou que ele dissesse mais nada, apresentou-se com um primeiro golpe que aproveitava a força de saída da bainha. O professor acenou com a cabeça positivamente e defendeu-se com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a senhorita ainda me diz que estavas enferrujando... – ele brincou. – Qualquer moleque teria morrido ao ser atacado dessa forma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela sorriu ao ouvir a brincadeira dele e também com uma ponta de orgulho de si. Não estava gostando de estudar tanta teoria, mas aproveitava para tirar o máximo daquilo, inclusive ler como deve-se sacar a espada empenhando a força e velocidade certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Achas que devemos treinar somente com as espadas de madeira? – Mira perguntou ao ver que ele teria se machucado se realmente tivesse acertado a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sugestão vindo dela foi uma benção aos ouvidos do homem. Assim não iria se preocupar tanto em machucá-la, apesar de saber que as batidas dos bastões poderiam deixar marcar bem fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lançou no ar a espada de Mira e sorriu ao vê-la pega-la corretamente, como se fosse uma espada de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então aproveitaremos sua força e iremos treinar exatamente isso. Quero que me ataque constantemente e empregando o máximo da sua força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso maldoso pousou no rosto de Mira que pensou quantas garotas poderiam ter a oportunidade de ouvir seu prometido dando permissão para bater nele. A frente dela, Matthew viu o rosto angelical de sua menina mudar parecia que tinha pensamentos maliciosos e mandou sua mente se calar antes que fizesse algo que a deixasse constrangida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma hora de desvios por parte de Matthew, eles pararam ao ver à hora. Já estava tarde e ela deveria ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero ir... – Ela respondeu. Estava agitada e feliz com o que estavam fazendo. Sempre se sentia como ela mesma quando estava com ele, sem se preocupar com mesuras e sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir aquilo foi um balsamo para Matthew que se aproximou e segurou o rosto de sua menina em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não te preocupas. Não irei a lugar nenhum, me veras novamente amanhã, te esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudesse terminar de falar, o homem foi surpreendido por um beijo cálido. Sua resposta foi imediata fechando seu braço em torno do corpo de sua prometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O toque de lábios se aprofundou e ele a sentiu aproximar seu corpo do dele, procurando diminuir qualquer possibilidade de distância. As mãos dela se entrelaçaram nos cabelos negros de Matthew possessivamente. Assustado para onde aquilo poderia levar ele a soltou de supetão, fazendo com que a ruiva quase perdesse o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não deves fazer isso. – Ele falou sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou para o chão envergonhada, não controlara seus próprios impulsos. Estava tão enérgica depois do treinamento que não pensou, somente deixou seu corpo a guiar como estivera fazendo na última hora. Ela sentiu seu rosto arder com o que estava passando em sua mente. Não sabia por que estava agindo daquele modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber como se explicar, a ruiva somente virou e andou rapidamente para a porta. Sua mente procurava várias palavras, mas nada que pensava poderia falar com ele. Ali ela sentiu que realmente havia diferença entre homens e mulheres. Para eles era mais fácil entender o que se passava com seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que alcançasse a maçaneta da porta Mira sentiu seu corpo ser virado e dois olhos verdes esmeraldas a olhavam preocupados. Ela tentou soltar seu punho, mas pode perceber que ele não estava disposto a deixá-la ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ias sair assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes achava que seu rosto estava avermelhado de vergonha, agora ela tinha certeza que deveria estar no mesmo tom de seu cabelo. Ela abriu a boca tentando procurar o que falar, mas nada saiu. Seus olhos desviaram novamente para o chão, não tinha coragem de encará-lo. E se ele achasse que ela estava se oferecendo? Que era uma mulher da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor... – Ela falou baixinho tentando soltar novamente seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew entendeu o que ela pensava. Conseguiu segurar o sorriso ao pensar que ela era linda quando se preocupava com o que ele ia pensar dela, ainda mais quando era ele o bêbado e com o braço falho.  Mesmo assim não sabia o que poderia fazer, nunca estivera em uma situação dessas. Porém precisava ter certeza de uma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de sair, prometa-me que irá voltar amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira somente balançou a cabeça, confirmando, e sentiu seu braço ser solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira! – ouviu a voz chamar ao longe e Matthew temeu seu momento imprudente. A menina voltou ao seu lado. – Eu te amo. – disse baixinho. – E nada mais importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer ela correu para seu quarto desejando que sua mãe chegasse logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentem!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miiiiiil desculpas!!! Fevereiro foi meu inferno astral, só isso explica a total bagunça, correria e tal!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que este capítulo que eu amei escrever ajude a compensar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-3964791812658579971?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/3964791812658579971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=3964791812658579971&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3964791812658579971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3964791812658579971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2010/03/capitulo-29.html' title='Capítulo 29'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-8085504963593671529</id><published>2010-02-08T08:16:00.000-08:00</published><updated>2010-02-08T08:18:02.952-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 28'/><title type='text'>Capítulo 28</title><content type='html'>A caravana vitoriosa havia retornado há quase uma semana a Hogwarts e, após muita festa e comemoração, os estudantes estavam de volta a sua rotina de estudo. Os alunos e alunas que ficaram fora por uma semana ganharam permissão para ficar após o horário estudando na biblioteca e solicitar ajuda aos professores para repor as aulas perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma semana que aluna e professor não se falavam, somente trocavam olhares. Matthew havia decidido ser mais discreto com o treinamento de sua pupila e não marcou nenhum encontro para aquela semana onde havia muitas pessoas entrando em sua sala para parabenizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que ele quisesse mandar todos as favas e ficar somente com ela, ele havia decidido que deveria, acima de tudo, zelar pela honra de sua futura mulher. Por mais que uma pequenina voz maldosa falasse que ela deveria ficar com alguém de sua idade, as palavras dela dizendo que queria a ele eram mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido em pensamento, sonhando sobre as duas vezes que sentiu os lábios de sua Mira sobre os seus, Matthew se aprumou de supetão ao ouvir o bater em sua porta. O professor fora solicitado a dar aulas aos alunos que tinham duvidas em Historia e por isso devia ficar em seu gabinete a disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entreis! – Ele falou rispidamente, devia manter sempre a voz de um educador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a surpresa do professor quem entrou na sala foi uma aluna com longos cabelos vermelhos e olhos negros brilhantes. Porém o que mais chamou a atenção do homem foi o sorriso que Mira o dirigia ao entrar e fechar a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentiu seu coração bater fortemente e pode observar pela respiração dela que Mira sentia o mesmo. Receoso como agir, ele não se levantou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisava vê-lo. – Ela olhou para seus pés ao falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar na sala Mira estava na duvida se o deveria fazer ou não, mas aquela semana sem falar nada com Matthew havia sido muito difícil. Com a força da lembrança dele dizendo o quanto a amava, ela decidiu que deveria mostrar a ele que também sentia o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir o que Mira falou, Matthew não se conteve e em poucos passos estava ao lado de sua garota. Ele levantou o rosto dela, queria ver o que pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a viagem não falaram mais nada sobre o que havia acontecido, mas ao se ver refletido novamente naqueles olhos negros que tanto amava ele sentiu como estivessem juntos desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, fale novamente... – Ele manteve os dois olhos conectados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a intensidade do olhar que ele a dirigia Mira sentiu seu rosto esquentar. A ruiva sabia que ele tinha esse efeito sobre ela, algo que ela não conseguia controlar. Sem conseguir desviar o rosto, ela respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew, eu senti a tua falta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro beijo deles fora um encostar de lábios. Para ela fora seu primeiro beijo, com a pessoa que ela escolhera para ser a única. Para ele foi o sentir do calor daquela que amava e também desejar sentir mais. Porém, naquele momento, onde o mundo parava novamente para eles, os rostos foram se aproximando, um buscando os lábios do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos braços de Matthew envolveu Mira, a puxando para mais perto. Para a surpresa dele sentiu os lábios dela se abrirem levemente, pedindo que aprofundasse o beijo. Ela o esperava, precisava que o guiasse. Sedento por aquele contato desde que a vira pela primeira vez, ele a beijou apaixonadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minutos se passaram, mas para o casal foram apenas segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sentiu o calor do seu corpo aumentar, pedindo mais. Procurando em sua mente um pouco de sanidade, ele deixou seu rosto se afastar um pouco do de Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também senti saudades. – Ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto de Mira estava vermelho, o que contrastava fortemente com a pele branca dela. Porem não era vergonha o que sentia, mas um calor que vinha acompanhado de fortes batidas em seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu antes de falar, queria muito saber algo que certamente nenhuma dama nunca deveria perguntar. Porém contava com o fato do seu relacionamento ser diferente e, também, queria que ele soubesse o que estava subentendido na pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como... Quero dizer... Eu queria saber se... Bom, tu és mais experiente... Então... Gostaste do meu beijo? – Mira deu um meio sorriso ao ver que conseguira terminar a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem foi pego de surpresa pelo o que ouviu. Suspeitava que sua Mira nunca havia beijado, mas ouvir que ela o escolhera era único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva sentiu a mão dele aninhar seu rosto e viu nele um sorriso bobo. Ela sentia que a cada dia conseguia fazê-lo acreditar o quanto ela o amava e que não queria trocá-lo por ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Beijaste como uma deusa. – Ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois, sem conseguir se conter, viram seus rostos se aproximarem novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente foi Matthew que quebrou o beijo. Ao contrario de Mira, ele tinha mais experiência e, também, mais desejos. Ele viu nos olhos dela um questionamento sobre o motivo dele estar afastando seu corpo do dela e sentiu um calor acolhedor ao ver a inocência dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qualquer aluno pode chegar aqui. Ao menos, por enquanto, devemos disfarçar. – Ele falou sentando em sua cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva sentou na cadeira à frente e abriu seu livro. Tinha muito que perguntar e muito que falar. Durante toda aquela semana ela se perguntou se deveria contar ou não sobre a origem de seu pai, que era trouxa, e principalmente contar que era uma mestiça. Havia decidido ao menos mostrar a ele que o amava e se tivesse que disfarçar para poder ficar mais tempo com ele, estudaria todo o livro. Porem ela estava lá com um objetivo e deveria continuar a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou para ela com carinho, amava quando ela o chamava pelo seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei como agir... Nunca senti nada por ninguém até você entrar em minha vida...&lt;br /&gt;Sei que não deverias vir atrás de ti e menos ainda expor meus medos, mas... – Ela olhou para ele procurando respostas. – Acredito que somos diferentes, nosso relacionamento sempre foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela procurou as palavras, estava com medo. E se ele não a aceitasse? Se a achasse vulgar e atirada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem segurar a vontade de poder ficar a sós com ela, ele se levantou e trancou sua porta. Que achassem que estava dormindo durante o dia, não se importava. Com um movimento de sua varinha o som ficou contido para dentro da sala. Matthew sentou ao lado de sua Mira e segurou a mão dela. Naquele momento deveria somente estar com ela, para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pergunte o que quiseres, sem receios, que irei responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um leve suspiro ela sentiu que poderia abrir seu coração naquele momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-8085504963593671529?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/8085504963593671529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=8085504963593671529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8085504963593671529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8085504963593671529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2010/02/capitulo-28.html' title='Capítulo 28'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-6342910520585411975</id><published>2010-01-26T06:15:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T06:17:29.150-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 27'/><title type='text'>Capítulo 27</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Mira POV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subi na carruagem com um ar ligeiramente desesperado. Seriam dois dias para voltar até Hogwarts e o tamanho do transporte não havia aumentado nem, tampouco, a quantidade de passageiros havia diminuído: seriamos três moças e uma velha espaçosa, - pensei eu maldosamente – dividindo um espaço extremamente diminuto. Uma de nós teria que ir ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria suspirar, mas temi que as outras denotassem por esse suspiro um quê de apaixonada; como eu realmente estava, aliás. Não sei bem porque, mas todas as meninas têm um senso sobrenatural para perceber quando uma de nós está caída de amores por um rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não queria perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vários motivos: porque eu sou uma pessoa discreta, porque perguntas e brincadeirinhas me incomodam, porque minhas colegas podem ser ótimas pessoas, mas são indiscretas e logo a notícia de que “finalmente fisgaram o coração de Mira Barlow” correria pela escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, no entanto, eu não queria perguntas porque a pessoa por quem eu estava apaixonada era também meu professor de História Antiga e de Esgrima (em aulas secretas das quais ninguém poderia saber.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me pedira para chamá-lo de Matthew e o nome dele soou tão... tão certo na minha boca. Não era, claro, como se eu nunca o houvesse chamado assim, mas... é diferente se ele pede, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato da carruagem lotada me fez pensar com saudade na ida com ele, montados no mesmo cavalo, a égua Eva. É claro que, na época, aquilo me irritou, pois estávamos brigados, mas agora... eu daria quase qualquer coisa para estar junto com ele e fora dessa maldita condução apertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui conter o suspiro dessa vez e Lyra me olhou com um jeito estranho. Ela estava no banco ao lado da professora Hostilia, que roncava em seus ouvidos. As outras duas meninas que viajavam com a gente estavam distraídas e somente ela me percebeu suspirando no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem? – ela perguntou baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sufocante. – eu respondi silabicamente, também baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela murmurou um desculpe, mas eu sabia que ela iria trocar comigo de qualquer jeito quando fizéssemos a primeira parada, então, ela não tinha nada do que se desculpar. As outras duas, por outro lado, poderiam se oferecer para fazer parte do rodízio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a professora dormindo, não pudemos conversar em voz alta, o que me deixou com tempo livre demais para pensar na vida e nos acontecimentos recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa que eu e Matthew tivéramos aquela manhã me deixara inquieta. Quando ele começou a falar, a princípio, pensei que não estivesse apaixonado por mim e aquilo me partiu o coração. Achei que era um desafio que ele havia conseguido vencer, mas depois, no entanto, percebi que ele estava tentando me fazer enxergar outras opções. Como ele poderia não ver que eu estava apaixonada por ele e que não iria querer outro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma moça se apaixona, ela o faz para valer. Assim foi com minha mãe, assim foi comigo. Não iria simplesmente mudar de idéia porque ele se achava um partido ruim para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan, O Esgrimista, RUIM para mim? Meu tio provavelmente teria um ataque se soubesse. Ele mandaria soltar fogos e meu dote seria enorme, porque o meu noivo seria um grande nome dos nossos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que não iria me pedir em casamento enquanto eu não estivesse certa. Eu estou... só preciso fazer com que ele entenda isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porem ele não pode pedir minha mão ainda, apesar deu ter transbordado de felicidade em saber que ele tinha isso em mente. Antes ele precisa saber, saber quem são meus pais, que sou uma... Mestiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra me doeu a mente, o que ele acharia quando soubesse que meu pai é um trouxa? Seu amor por mim era forte o suficiente para aceitar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que na verdade quem precisa se preocupar se o sentimento do outro não irá mudar sou eu. Eu carrego um segredo que ele não sabe... Um segredo que muito consideram uma desgraça, ainda mais se pensar em filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração se apertou ao pensar que ele poderia não me aceitar. Se ele tinha tantas duvidas sobre o que eu sentia por ele, será que ele poderia ter alguma duvida sobre o que sente por mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava perdida em meus pensamentos quando a carruagem parou e eu estranhei. Não havia se passado mais do que algumas horas, não deveríamos ter parado ainda. Levantei a cabeça e então me coloquei de modo a ver o que estava acontecendo, junto com as outras meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que eram ladrões de comitivas e eles acuavam o grupo. Estavam em quinze e nós estávamos com menos, mas um pouco melhor preparados do que eles. Matthew olhou para onde estávamos e me viu à janela. E sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendi direito no instante em que aconteceu, mas quando me dei conta, metade dos ladrões estava nocauteado no chão! E somente Matthew havia se movido, o resto dos alunos estava ocupado em manter o resto dos bandidos sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração acelerou e subiu à boca. No que ele estava pensando? Pelo menos poderia ter deixado os meninos ajudarem-no, em vez de atacar sozinho. Homens! Sempre em busca da glória! Aquilo me deixou com raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vi que Matthew se aproximava da carruagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aconteceu um pequeno incidente, miladys. Não vos preocupeis, os ladrões já foram contidos e as autoridades já foram acionadas. Devem estar vindo para cá, mas nós partiremos antes que elas cheguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele sorria, olhando fixamente para mim, e eu podia ver o orgulho naqueles olhos verdes dele. Parecia... não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a viagem recomeçou e eu podia ouvir os alunos alvoroçados lá fora, discutindo a impressionante performance de seu mestre, murmurando sobre o quão facilmente ele dominou o grupo de bandidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quase podia imaginá-lo sorrindo, sem que ninguém mais visse, orgulhoso de ter se feito útil, não um inválido, como ele mesmo se descrevia. Matthew, você definitivamente não é um inválido! Eu tinha vontade de gritar para ele, de sacudi-lo para a verdade, mas ele diria que eu o vejo com olhos bons demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos por bastante tempo com paradas ocasionais para esticar as pernas até que paramos na estalagem para passar a noite. Eu saí da carruagem e fui levar Scadufax até o estábulo junto com alguns outros alunos quando ouvimos alguma coisa rosnar na floresta ao nosso redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- FENRIRS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo mundo parecia saber exatamente do que se tratava, menos eu, a única garota. Talvez por esse motivo que um dos rapazes, Troy, eu acho, me disse para sair correndo e chamar o mestre de esgrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes e fui, enquanto eles ficavam alvoroçados, alguns desembainhando suas espadas. Meu coração bateu forte queria ficar a ajudar, mas Matthew precisava ser avisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até onde me lembrava ser o balcão da estalagem, procurando entender a situação, ouvindo rosnares ao meu redor. O que seria aquilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor! – Eu ia chama-lo de Matthew, mas consegui me refrear em tempo. – Alguma coisa está acontecendo lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fenrirs. – ele falou e eu confirmei com a cabeça. – Preciso ir. Onde? Me mostre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No estábulo, mas quando estava voltando ouvi os rosnados no caminho também. – Eu avisei e o segui quando ele correu para o lugar, apesar dele ter me mandado ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cuidado. – Eu pedi, baixinho, esperando que ele me ouvisse, mas ele apenas saiu correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu bom senso me mandava voltar para dentro da estalagem, mas, intimamente, eu queria saber o que iria acontecer e o que eram aqueles fenrirs que estavam falando. Meu desejo de saber o que eram fez meu medo dos rosnados diminuir e meu corpo seguir no caminho contrario de onde deveria seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um frio na espinha me bateu quando eu ouvi os rosnados e eu corri para onde o resto do grupo estava. Precisava ver tudo o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu vi, na borda da floresta, uma espécie de matilha de lobos. Não sabia se podia descrevê-los assim: parecia-me uma mistura de lobo e urso, mas muito maior do que deveriam ser. Como eu nunca vi nada parecido com aquilo? Eram ferozes e pareciam que seguiam somente o instinto de atacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estava na frente do grupo, levando todas as investidas dos fenrirs, que pareciam extremamente fortes e agressivos. Aquilo me fez querer mata-lo: ele não podia se jogar nos golpes assim! Desejei poder pegar minha espada e me juntar a ele, protegeria suas costas com minha vida se necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instintivamente me abaixei e peguei uma espada caída perto de mim. Uma briga dentro de mim se formou, queria ir, mas poderiam me perguntar onde aprendi a lutar. Decidi que assistiria, mas se algo acontecesse com Matthew eu não responderia mais por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha durou mais alguns momentos, com todos os rapazes atacando os bichos até que eles decidissem recuar para a floresta novamente. Então, estava tudo calmo e eu estava lutando para desacelerar meus batimentos cardíacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás bem? – eu senti alguém me perguntar e vi que era Jake, com a mão no meu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente coloquei a espada em minhas mãos atrás das minhas vestes, procurando onde esconde-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... estou. – respondi para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dei dois passos devagar para trás esperando chegar à parede onde eu vira antes alguns sacos. Vesgo estava com boas intenções e eu não sabia se me preocupava com ele perto ou esconder o que tinha em minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É por isso que moças não devem ir para a guerra. – Ele falou e pegou gentilmente no meu braço. – Eu te levo até a estalagem, vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não iria contestar, pois com esse movimento consegui virar meu corpo, colocando a espada entre as saias e a escondi. Foi quando ouvi uma voz um pouco mais grossa falando com meu amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não me arrisco a deixar Lady Barlow andando sozinha com um rapaz com sua fama numa noite dessas, senhor Vesgo. – Matthew disse com uma reprovação moderada na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu nunca faria nada à Mira, digo, Lady Barlow, professor. – ele disse, na forma mais galante indignada que ele conseguiu colocar. – O senhor sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O resto da sociedade não. – ele retrucou. – Descanse em paz: eu levarei milady até seus aposentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Vesgo bateu uma espécie de continência acompanhado de um “Sim, senhor” e seguiu na nossa frente, junto com o resto dos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás bem? – Matthew repetiu a pergunta de Jake e eu fiquei pensando por alguns instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perguntava o que dera no meu professor de esgrima, usualmente tão tático e estrategista, para ficar se jogando na frente de todas as ameaças que apareceram durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que.... será... será que ele...? Não ele. Mas talvez... hmm... eu engoli seco e fechei os olhos, lançando minha pergunta sem pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew... Tu estavas se pendurando de cabeça para baixo numa árvore só para me impressionar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu senti meu rosto ficando vermelho, vermelho, vermelho. Isso mesmo, Mira, você tinha que perguntar. Só porque ele disse que te ama não significa agora que o mundo dele gira ao redor de você. Problemas de ego sérios aqui, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – ele disse numa voz um pouco engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parei por um instante e de repente, eu só conseguia sorrir. Meu lábios estavam aberto em um grande sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele suspirou e quando viu que os meninos estavam bem afastados, me puxou e me abraçou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – ele falou. – Bom, por outros motivos também, Mira, mas, eu percebi que, bom, fiz algumas coisas estúpidas e idiotas, como lutar contra fenrirs sozinho, porque... eu quero que você pense que eu sou grande e forte o suficiente para lutar por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou por um instante e eu só conseguia sorrir, sorrir o mais aberto que eu conseguia, porque... porque sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, você... está impressionada? – ele perguntou, e eu conseguia ouvi-lo sorrir, porque, bom, você sabe quando alguém está sorrindo só pelo jeito como ela fala, mesmo que não consiga ver e eu estava sorrindo também e dando risadinhas como uma menina apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu (risadinhas) estou. – E olhei para baixo, ainda vermelha e sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que ótimo. – ele disse e largamos o abraço, para que ele me desse a mão por alguns instantes. – E não aches que não percebi a besteiras que ias fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estanquei alguns segundos antes de conseguir andar novamente. Não queria que brigássemos e eu sabia que estava errada. Estávamos sendo sinceros com nossos sentimentos e com ele eu não precisava ficar mais presa em modos e etiquetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não conhecia aqueles bichos e fiquei preocupada. Não conseguiria ficar parada vendo que algo poderia acontecer a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando voltarmos terá que ter uma aula somente sobre obediência ao líder e saber quando deves ou não pensar em se machucar por minha causa. – Ele falou com um sorriso bobo no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Continuaremos com nossas aulas? – Falei sentindo meu coração bater com força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro... – Ele parou alguns segundos antes de me perguntar. – A não ser que não querias mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorri internamente, eu o conhecia o suficiente para perceber que sua preocupação era comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como disse antes, confio em ti. – Apertei a mão dele com força, aproveitando os últimos segundos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda estava sorrindo feito boba apaixonada quando entrei no quarto e eu tenho certeza que Lyra me viu. Ela sorriu para mim com aquele ar de quem compartilha um segredo e eu sorrio de volta, como quem confirma, enquanto minha cabeça grita para mim "Ótimo jeito de esconder uma paixão, hein, Mira?" e eu a ignoro solenemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-6342910520585411975?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/6342910520585411975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=6342910520585411975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/6342910520585411975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/6342910520585411975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2010/01/capitulo-27.html' title='Capítulo 27'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-3054972949965796961</id><published>2010-01-19T09:43:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T09:59:57.939-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 26'/><title type='text'>Capítulo 26</title><content type='html'>Voltamos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia tentar mudar o layout antes de uma nova postagem, porém isso faria demorar mais ainda voltar a colocar um novo capítulo e achei que iriam querer me matar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga minha muito talentosa fez um desenho maravilhoso e perfeito da Mira e do Matthew. Coloquei ao lado para quem quiser ver e também ao final do post. Dani, ficou perfeito!! *__*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho que querem mais um novo capítulo do que palavras minhas ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Não esqueçam nosso comentário :D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Matthew POV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando eu acordei naquela manhã, eu fiquei pensando em tudo que havia acontecido conosco nos dias anteriores. O ciúme tolo que eu tive do jovem Vesgo, que procurava minha (e sim, agora posso chama-la corretamente de minha!) Mira para aconselhá-lo sobre outra. Os desencontros. As discussões. E o beijo naquela rua escura sob a luz do luar, a caminho da estalagem, após um fatídico baile, na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soava quase como um sonho, mas eu sabia que não, não era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela é tudo que eu sempre quis: é a mulher perfeita para me acompanhar durante a estrada. No entanto, à luz da manhã, eu começava a ter minhas dúvidas. Será que ela sabia exatamente o que estava fazendo? Ou estava apenas seguindo um capricho de um coração de menina? Ela realmente gostava de mim? Ela sequer dissera aquilo, mas eu, como um apaixonado, já me fizera acreditar que, sim, ela me amava tanto quanto eu a amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu amava Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quando exatamente aquilo aconteceu, mas a realização do fato me deixou estatelado na cama, pensando no quão profundo meus sentimentos eram por ela e no quanto ela poderia simplesmente esmigalhar meu coração se, depois desse beijo, ela dissesse o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia, é claro, difama-la e obriga-la a ficar comigo do mesmo jeito, mas eu a amava verdadeiramente, como o amor é aos olhos do Senhor, e quero que ela seja minha porque assim o quer, não porque assim eu a obrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu coração apertou-se com a possibilidade da noite anterior ter sido um erro. Um erro. Será? Para mim, um erro, com certeza. E ela... bom, eu sou Matthew de Aldearan, o grande esgrimista de meu tempo, a quem acompanhará o anjo Miguel no dia do julgamento, como seu braço esquerdo. Ou assim, eu penso e acredito com toda a fé que me cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tenho 26 anos de idade e meu braço direito me deixou praticamente um inválido. Se não fossem a bondade e admiração que me tem os mestres de Hogwarts, eu seria pouco mais que um ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela merece mais do que isso. Ela merece alguém jovem. Alguém para ser feliz com ela durante mais tempo do que eu serei. Alguém que traga honra, orgulho e glória e que ela possa vê-lo conquistar todas essas coisas. Não alguém que viva de um passado que ela não conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira Barlow merece alguém que seja tolamente apaixonado, que fique de cabeça para baixo pendurado numa árvore para que ela ria, que pule de um telhado alto para que pense que é corajoso e que cometa atos estúpidos para que ela se preocupe e depois venha lhe curar as feridas, percebendo-se assim, apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou velho demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz da manhã é cruel aos meus olhos. A noite me aninhou confortavelmente no sonho de viver o resto de minha vida com ela, mas a claridade me diz que eu devo deixa-la entender muito bem o que está escolhendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não posso pedir sua mão em casamento, não até que ela tenha certeza absoluta do que está preterindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem outros. Talvez não tão bons quanto eu, mas, certamente, ótimos e jovens. Não é, também, como se a sociedade fosse achar muito estranho que ela case-se com um homem mais velho. Acontece o tempo todo, mas, geralmente, a noiva dificilmente está feliz com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se apaixonar por um homem mais velho? Aí está um grande perigo e um motivo para mal falarem minha menina. Eu poderia suportar aquilo? Não sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando todos se levantaram, eu fui até o ponto de encontro onde nos reuniríamos antes da partida. Ao vê-la, novamente, perdi o fôlego: ela estava estonteante e seu sorriso, que eu sabia que ela o dava generosamente apenas para mim, me deixou sem ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, professor. – cumprimentou-me minha colega de corpo docente, Hostilia Gryffindor, e eu retribui respeitosamente seu aceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava dar um jeito de conversar com Mira. Não sei por quanto tempo eu conseguiria sobreviver a ilusão. Se ela fosse me rejeitar, que fosse o mais breve possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não notei que as pessoas ao meu redor estavam conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow, acho que deverias pedir ao professor Aldearan para ajudá-la em sua tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hm, professor, eu preciso de ajuda. Não posso, hm, não consigo, hm, Scadufax, hm... – Mira tentou falar, olhando para mim, encabulada. Percebi que ela estava tentando esconder que estava vermelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que a jovem quer dizer, professor, - Ajudou Hostilia, vendo que sua aluna estava encabulada ao falar com um homem, e aprovando sua atitude retraída – é que está com problemas com a montaria dela e gostaria que o senhor fosse ajudá-la a trazer o cavalo para o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. – Eu falei sem entender nada. Scadufax? Desobedecer sua dona? Até parece. Era mais fácil Mira obedecer Hostilia Gryffindor. Aquilo me deixou um pouco perplexo e eu fiz sinal para que a jovem me seguisse. – Trocken, assuma o comando das preparações para partida. Irei resolver o problema e volto assim que puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos do rapaz brilharam. Ele era um bom moço. Um rapaz promissor, de futuro brilhante na carreira como esgrimista. Ele era mais do que excelente, era, provavelmente, meu melhor pupilo. Junto com Mira, que, estava ao meu lado, tentando não me encarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ficamos distantes o suficiente do grupo e fora de seu campo de visão, eu preparei-me para conversar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi isso? – eu perguntei, com a eloqüência fugindo-me mais do que o comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Queria de falar a sós com ti e precisei arrumar uma desculpa. – Ela disse, sorrindo timidamente. – Foi o melhor que pude pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fez bem. Precisamos mesmo conversar. – Eu disse, um pouco nervoso e sentindo minha mão tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é hora para me falharem, nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fales primeiro, professor. – ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus, me chame pelo nome. – eu retruquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela sorriu um pouquinho mais e meu coração se iluminou por um instante, até eu lembrar do que falaria para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew. – ela falou devagar, saboreando a palavra. Soava muito melhor nos lábios dela do que nos de qualquer uma das mulheres com quem eu já havia me deitado. Talvez... não, não iria pensar naquilo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que gostarias de conversar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu contei para ela todos os pensamentos que tivera naquela manhã. De como ela deveria ficar com algum outro rapaz jovem, de como eu temia que ela não soubesse o tamanho da escolha que estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você merece um rapaz que seja tolamente apaixonado por você. Alguém que faça besteiras para lhe impressionar e espere que você ache que ele é corajoso. E eu não sou assim, eu sou velho demais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu terminei de falar com mais alguns dos fatos que havia decidido expor a ela e deixei que ela pensasse por um instante antes de lhe perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, o que tens a dizer? – E minhas mãos fecharam-se ao meu lado, com medo do que ela iria responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira respirou muito fundo. Deus, eu espero que ela não diga que não pode ficar comigo. Por outro lado, eu gostaria que dissesse que sim. Ou não. Não, definitivamente não. Minha força de vontade não era tão forte assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew... – ela começou, e sua voz estava com dor. – Não estás apaixonado por mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu virei o rosto surpreso e vi que o corpo dela se curvava um pouco, como se protegesse de algo que estava por vir. E percebi o quanto doeu para ela dizer aquilo, e eu me senti o maior estúpido do mundo por causar-lhe tanta dor. Eu queria abraça-la com força e beija-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que eu estou. – eu respondi, me contendo para não chama-la de tola. – É lógico que estou. Como eu não poderia estar? Eu... tenho sentimentos muito fortes por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso foi como eu tentei dizer a ela que a amava, mas de forma a não parecer apressado e idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se sentes isso por que queres que eu escolha outra pessoa? – Eu via nos olhos dela que não havia acreditado totalmente no que falei sobre o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero ficar com ti, Mira. É o que mais desejo no mundo desde que eu te vi pela primeira vez. Eu só não sei se tu sabes o que isso significa. Eu sou velho. Eu sou praticamente inválido. Sou um homem com muitos inimigos e poucos amigos. Eu não sou jovem ou bonito. Mas eu preciso que sejas feliz. Mesmo que não seja comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mentira, Mira. Eu quero que você seja feliz, mas eu quero mais do que tudo que você seja feliz comigo. Respirei fundo e continuei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisas me responder agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei-me para ela quando chegamos no estábulo e me coloquei na frente de seu cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho sentimentos muito fortes por ti, Matthew, para me importar com tudo isso que falaste. – Ela falou segurando uma das minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a abracei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu sempre poderás mudar de idéia, não preciso da sua resposta agora. Eu... posso esperar. – Eu disse, suspirando. – Até lá, eu gostaria de ter sua companhia ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela virou a cabeça para cima e ficou me observando com aqueles olhos insondáveis. Então, quando eu menos esperava, ela levantou na ponta dos pés e me plantou um beijo leve nos lábios. Aquilo me pôs a ferver e eu novamente senti o quanto estava apaixonado. Meu coração disparou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amo-te, Mira Barlow. – eu disse, baixinho, sem pensar, o que eu queria dizer a ela todo o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Shh. Eu prefiro não ouvir agora. Quando tu tiveres certeza... – eu disse e a beijei de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conversa, levamos Scadufax para o resto do grupo e eu tive que me lembrar de soltar sua mão ao chegarmos no campo visível. E quando ela se afastou, feliz, para a companhia de suas amigas, eu senti frio, como nunca havia sentido antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque ela era fogo, como aqueles cabelos ruivos, e eu era gelo, mas eu nunca tinha percebido isso até que ela chegasse perto o suficiente para me derreter por completo. Apenas para ela, apenas por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s212.photobucket.com/albums/cc60/jujub-chan/fogo%20e%20gelo/?action=view&amp;current=MiraeMatthew.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i212.photobucket.com/albums/cc60/jujub-chan/fogo%20e%20gelo/MiraeMatthew.jpg" border="0" alt="Photobucket"align="center"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-3054972949965796961?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/3054972949965796961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=3054972949965796961&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3054972949965796961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3054972949965796961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2010/01/capitulo-26.html' title='Capítulo 26'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i212.photobucket.com/albums/cc60/jujub-chan/fogo%20e%20gelo/th_MiraeMatthew.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-8615113759455619745</id><published>2009-12-14T05:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T05:44:53.096-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 25</title><content type='html'>A noite estava clara e a lua cheia brilhava como se estivesse se preparando para aquele momento há tempos. A rua estava vazia, assim como quase todo o vilarejo. Todos estavam presentes no grande baile de encerramento das competições, onde a Escola de Magia de Hogwarts era parabenizada pelos prêmios recebidos, pelos seus alunos e, naquele ano, suas alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o caminho contrario das pessoas da vila, dois vultos andavam para longe do castelo. Desde que saíram do baile não trocaram uma palavra, o que mostrava que os dois estavam claramente nervosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira virou para Matthew e abriu a boca para falar, contar o que realmente tinha acontecido no torneio de bordado, que Vesgo gostava na verdade de outra e pedia conselhos a ela. Porem ao ver o rosto sério do homem ao seu lado ela congelou. Sentiu o seu rosto arder ao pensar o quão lindo ele estava e que, pela primeira vez, desejava sentir os lábios dele sobre os dela. Sem saber o que fazer, ela desviou os olhos para o caminho e fechou suas mãos na barra da manga do vestido, nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew virou para Mira e pensou se deveria falar ou não o quanto se sentiu incomodado ao vê-la perto de outro homem, mesmo sendo um rapazote. Porem ao ver o reflexo da lua no rosto angelical da jovem ele perdeu a fala. Os lábios entreabertos eram convidativos e os olhos negros espelhavam a alma de sua dona. Ele desviou os olhos para o caminho, procurando o que exatamente fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao virar os olhos novamente ele a viu segurando a manga do vestido e percebeu que ela o esperava. Respondendo ao pedido silencioso de Mira, Matthew decidiu que ele deveria ser o primeiro a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não gosto como aquele Vesgo olha para ti e menos ainda como a trata. – Sem perceber, ele falou mais alto do que pretendia. – Ele não deveria nunca pegar tua mão e menos ainda abraçá-la. Isto já esta passando dos limites e, como teu professor, devo avisá-la que poderás ficar com a sua honra manchada já este rapaz é um notório mulherengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar de falar Matthew percebeu que acabou desabafando tudo o que pensou nos últimos dois dias, ou quase tudo, pois faltou dizer que o rapazote não poderia ousar tocar na pele da sua menina dos olhos. Ele não pretendia ser rude, mas acabou sendo mais forte do que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Mira se fecharam um pouco, fazendo com que ela diminuísse o ritmo da caminhada, já estavam quase chegando. Ela acertara que tudo aquilo tinha incomodado, e muito, Matthew. Devia uma explicação a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sinto muito por tudo aquilo. Como eu tentei falar ontem, não era o que parecia. Vesgo se empolga com pequenas coisas e, as vezes, esquece que sou uma dama. – Porem algo que Matthew falou a incomodou muito e ela teve que responder. – Mas como meu professor não deves ser preocupar com minha honra, pois ele gosta de Lyra e eu tenho sentimentos por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew começou a ficar preocupado que seus batimentos cardíacos ficassem perceptivelmente audíveis para a sua acompanhante. Assim que a ruiva respondeu que não precisava se preocupar com Jake, sentiu se acalmar, mas apenas por alguns instantes, porque, logo em seguida, a notícia de que ela tinha sentimentos por outro o deixou novamente inquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de História Antiga e de Esgrima era, no geral, um diamante bruto. Seu primeiro impulso, o qual ele, para sua própria surpresa, até, refreou, era de perguntar a ela quem era o objeto de seu interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ponta de esperança insistia em torcer para que, obviamente, fosse ele. No entanto, a realidade de que ele era muito mais velho, um famoso alcoólatra e, aliás, seu professor, insistia que ele mantivesse a sanidade e a situação sob controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, juntou toda sua força de vontade para insistir num tom quase paternal e disse-lhe apenas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Folgo em saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina ao seu lado se encolheu um pouco ao ouvir as palavras. Matthew teve a sensação de que não era bem isso que ela esperava que ele dissesse e ele se apressou em continuar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não estava certo se conseguiria me impedir de desmembrar aquele moleque se comentários maldosos e irreais começassem a surgir sobre tua pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um calor reconfortante preencheu o coração da jovem ao ouvir aquilo. Ele sentia algo, ela tinha certeza. Mira queria que ele soubesse que tinha sentimentos recíprocos, mas nunca esteve naquela posição, não sabia como falar e menos ainda o que podia falar. Ela esperou que ele entendesse que a pessoa que falou antes era o próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou para o rosto de Matthew que caminhava olhando para frente. Suas feições mais serenas do que há poucos minutos atrás mostravam a maturidade já alcançada há anos pelo mestre de esgrima. Desejando ser sincera, mesmo podendo estar errada, ela falou o que sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando te vi sentado na taverna com uma mulher da vida, com cabelos parecidos com os meus o atendendo, eu senti algo parecido. – Mira olhou para baixo, nervosa. Sentia medo de ser direta demais. – Sentiste ciúmes de mim com Vesgo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew inspirou profundamente antes de pensar em sequer responder. Aquilo soava como música para seus ouvidos. "Eu senti algo parecido.". Sim, ela sentia alguma coisa por ele. Ela, uma jovem mulher, uma jovem e belíssima moça, sentira ciúmes dele com uma mulher qualquer. Uma mulher com a qual ele não se deitara porque pensava somente nela. Ele sentiu o coração novamente acelerar e dessa vez ele podia jurar que ela estava ouvindo. Passaram-se alguns segundos até que ele saísse do transe onde mergulhara e lembrar-se que ela aguardava uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Eu senti. - ele atropelou-se com as palavras. Não soavam completas do modo como ele as disse. Queria acrescentar que todas as vezes que vira os dois juntos, ele sentira vontade de assassinar o rapaz vesgo. Queria dizer que o pensamento dela estar apaixonada por um jovem tolo como aquele o deixara insone e ainda mais rancoroso do que o habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ele percebeu que ele nunca havia contado para ela que ficara na taverna com uma mulher ruiva demais se insinuando para ele. E aquilo o verdadeiramente intrigou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como soubeste que eu estava na taverna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta gelou Mira que parou de andar repentinamente. Ao comentar que sentira ciúmes dele, o objetivo era ouvi-lo dizer que sentira o mesmo, não explicar o havia feito naquele dia. Um medo subiu pela garganta da jovem, ele iria ralhar que nunca deveria ter se aproximado de um lugar daqueles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nervosa, ela segurou suas mãos que ganharam vida própria e se mexiam. Não queria mentir, estavam ali para serem sinceros um com o outro, mas... E se ele a considerasse inapropriada para ele após aquilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... Eu... – Ela olhou para o chão, não iria conseguir falar. Naquele dia ela saiu de praticamente todas as regras de etiquetas para uma jovem dama. - Vi que havias ficado nervoso ao final do torneio de bordado e ... eu.... te procurei. Primeiro procurei na hospedaria, mas depois o achei na taverna... – A voz dela morreu ao final, por mais que quisesse saber o que acontecera, homens não deviam satisfações de suas noites...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew suspirou novamente. Não sabia agora o que dizer à jovem ao seu lado. Fez com que ela virasse para ele. Não conseguia clarear seus pensamentos. Por um lado, estava surpreso com o que ela havia lhe dito, o que significava, basicamente, que ela tinha quebrado todas as regras formais e corrido um risco absurdo apenas para vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte do "regras formais" não lhe interessava muito, mas o "risco absurdo", o deixara extremamente agoniado, sendo apenas um pouco suavizado por "apenas para vê-lo". Ele não conseguia encará-la de frente. Não sabia nem o que fazer com as mãos e quando resolveu falar, sua voz estava um pouco fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabes que o que fez foi extremamente errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma pergunta, mas uma afirmação. Matthew não subestimava a moça que estava à sua frente. Ele inspirou e esperou que ela dissesse algo, movesse a cabeça, qualquer coisa que afirmasse que ainda estava sendo ouvido, que aquilo ainda era uma conversa, e não só dois nervosos sem saber o que fazer com os sentimentos que tinham em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. - ela disse, baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira baixou a cabeça, sem pensar, apenas extremamente envergonhada. Aquela era a pura verdade. Era errado, mas ela fez por ele. Ela poderia ter sido pega, poderia ter sido abordada por alguém com intenções pouco nobres, poderia ter dado tudo errado, mas ela tinha que encontrar Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-la tão constrangida, tão aparentemente frágil, Matthew não levou em conta que estava no meio da rua, que alguém poderia vê-los. Ele apenas passou os braços ao redor da ruiva, sem pensar se aquilo a surpreenderia, sem pensar se aquilo era o que ela queria. Ele a puxou para perto e sentiu o perfume que vinha do cabelo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca mais faça nada parecido apenas para me ver. - ele disse, baixinho, perto do ouvido dela. - Eu prometo que não vou sair mais das tuas vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sentiu os braços de Mira o envolver e pode sentir que o coração dela batia tão forte quanto o seu. Ela sentiu todo o seu corpo se aquecer, misturando felicidade com nervosismo. Estava apaixonada por aquele homem que prometia ficar ao seu lado. Não se importava mais com regras, somente em ser sincera e deixar com que ele a guiasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela afastou um pouco o corpo, queria ver o rosto dele. Sabia que deveria estar com a face vermelha, mas não se importava se ele a visse assim. Ao se ver refletida naqueles olhos verdes profundos ela não pode conter seu coração que parecia querer explodir. Levou sua mão até o rosto dele, passando a palma levemente na maçã do rosto de Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecendo o resto do mundo, ele se perdeu naqueles olhos que amava. Estavam tão perto quanto desejou vê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tens certeza do que queres? – Ele falou suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Irei obedecer às regras que tu achares que devo obedecer. Deixarei que me guies. - Ela respondeu abrindo toda a guarda que criou em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia um sonho estranho e irreal onde ele finalmente a tinha em seus braços. Como ele sempre sonhou. As últimas palavras dela "Deixarei que me guies", ecoavam na cabeça dele. "Eu preciso fazer isso direito. Eu não vou estragar tudo.", ele afirmou para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, delicadamente, ele levou a palma da mão ao rosto dela. Sentiu um choque elétrico perpassar sua espinha e retirou com cuidado os fios de cabelo de sua face. Então, o mais gentil que pode, pra não assustá-la, para aproveitar ao máximo o momento, ele a beijou. Não foi um beijo profundo, mas apenas um leve encostar de lábios, o suficiente para que eles percebessem o quão apaixonados estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PessoALL,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente muuuuito obrigada pelos comentários!! Aguardo novos sobre este capítulo em especial ;D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com esse final “Serão felizes até o capítulo que vem...” irei fazer uma pausa de feriados. A programação normal retorna dia 11 de janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijocas a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-8615113759455619745?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/8615113759455619745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=8615113759455619745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8615113759455619745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8615113759455619745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/12/capitulo-25.html' title='Capítulo 25'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-5364370399829501746</id><published>2009-12-07T07:04:00.001-08:00</published><updated>2009-12-07T07:04:53.511-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 24</title><content type='html'>O baile de comemoração do torneio inter-escolar havia começado já há algum tempo e Matthew de Aldearan, professor de História Antiga e de Esgrima da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, estava extremamente impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festividade era aberta para todos os participantes das escolas concorrentes, tanto meninos quanto meninas, professores e alunos. Portanto, era conveniente que, na frente do resto da sociedade, o professor deveria beber um pouco menos do que gostaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele realmente gostaria de entornar todas as garrafas de firewhisky presentes no local. Uma atrás da outra e sem parar para respirar. Ainda não tinha se recuperado do golpe de ver sua pretendida nos braços do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava isolado dos professores e dos alunos, ao lado da mesa de banquete com as bebidas. Mesmo que tentasse se convencer do contrário, procurava entre as várias moças bonitas em seus vestidos mais belos, o cabelo ruivo vultoso de Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois de alguns minutos de incansável busca, a avistou entrando junto com as outras damas de Hogwarts. Estava deslumbrante e a comitiva de rapazes que vinha atrás dela deixava isso muito claro. O professor, mais atento do que de costume aos comentários entre os jovens, identificava com clareza quais referiam-se à Mira e sentia seu sangue ferver de ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia música tocada por uma série de instrumentistas renomados. Gaile, o Bardo, estava entre eles, e era particularmente conhecido por entoar canções sobre os amores perdidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastou muito para que uma das mais famosas de seu repertório fosse cantada. Menos tempo ainda levou para que os casais começassem a se formar e Matthew sentisse uma urgência de mover-se do espaço onde estava, roubar a mão daquela menina especial que era sua aluna, e dançar com ela até que chegasse o momento de beija-la. Depois, sumiriam os dois para sempre na noite, para ficar juntos até que o amanhecer os alcançasse numa confortável cama de casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento levou Matthew a esse final e ele o agradou imensamente. O álcool corria por seu sangue e ele estava quase esquecendo que era um professor, o que talvez causasse comentários pouco gentis sobre o que ele estava fazendo ao dançar com uma aluna sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sua sorte e, ao mesmo tempo, tremenda raiva, ele foi cortado por um jovem de olhos ligeiramente fora do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me daria a honra desta dança, Lady Barlow? – ele disse, a galanteando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira, sem saber muito bem o que responder e com o olhar fixo em seu professor de História Antiga, foi levada graciosamente para o meio do salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro pensamento que a ruiva teve ao ver os dois homens se aproximando dela, um, com um olhar febril no rosto e o outro, com um sorriso franco, aberto, amigável, a única coisa que lhe passava pela cabeça era algo como “De novo, não...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque enquanto o primeiro homem, que, aliás, também era seu professor e, aliás, também lhe dava aulas escondidas e proibidas de esgrima, era a pessoa com quem ela mais desejaria valsar e aninhar-se nos braços; o outro, esse um rapaz de mesma idade que ela e lindos olhos vesgos, era um de seus melhores amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era a primeira vez que a situação acontecia. Nas últimas duas vezes que encontrara Matthew de Aldearan (e que ele soubesse disso), Jake Vesgo estava presente e numa situação sempre perto de constrangedora. Numa das ocasiões, ele a levantava nos braços em comemoração a um torneio e na outra, vinha gritando a plenos pulmões que precisava falar com ela urgentemente e parabenizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em ambos os casos, ela pudera notar um brilho nos olhos verdes de seu professor que ela reconhecia como sendo uma mescla de fúria e ciúmria e cios os casos, ela pudera notar um brilho nos olhos verdes de seu professor que ela reconhecia como sendo uma mescla de fes - ou era isso que ela se levava a crer. Os dois mal tinham se falado após os dois incidentes e aquela era uma oportunidade que ela (e provavelmente ele, pelo modo decidido como andara até a ruiva) esperavam ter para esclarecer as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o jovem Jake de Malvoisin havia de interferir na situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou tão feliz, Mira! - ele tagarelava enquanto dançavam. - Não vai acreditar que Lyra está cada vez mais cedendo aos meus intentos. Ela é, sem dúvida, a mais adorável moça de todo este mundo! Não posso descrever o que nela me fascina mais. Seus olhos, seu sorriso, o modo como mexe em seu cabelo... ela é, sem contestação, perfeita em todos os sentidos possíveis e imagináveis! Sem ofensas, querida Mira, você sabe que a admiro muito também. O que me lembra que fiquei impressionado com sua performance no torneio de montaria hoje. Sim, sim, sem precedentes na história de Hogwarts ou dessa Competição: uma moça, tão bela, por sinal, ganhar uma contenda tão importante? Impressionante, estupefante, devo ressaltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira estava próxima de um estado catatônico ouvindo seu amigo falar sobre os mais diferentes assuntos no espaço de uma dança. A menina sabia que não deveria interrompê-lo ou os passos que faziam, pois poderia ser considerado de extrema grosseria e ela não gostaria de magoá-lo. Entretanto, não conseguia tirar os olhos de Matthew, que a tudo observava, novamente em seu ponto ao lado da mesa de bebidas. Ele parecia prestes a explodir um copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pausa da musica, antes que o rapaz pudesse pedir a próxima dança, Mira se desculpou que estava com sede. Com uma leve reverencia ela se afastou do jovem amigo e olhou para seu professor, esperando que ele viesse até ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer com tantas pessoas em volta, a ruiva pedia silenciosamente que algo acontecesse para que pudesse conversar com ele. Por mais que quisesse andar até ele chamá-lo para dançar, Mira sabia que iriam comentar sobre ele ser professor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudesse decidir, ela sentiu uma mão em seu braço virando seu corpo em direção ao dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá até uma amiga e fale que não está passando bem.  Eu irei oferecer-me pra acompanhá-la até a estalagem. Assim que estivermos fora da vista dessa gente toda, conversaremos. – Matthew sussurrou e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa com o que acabara de acontecer, Mira não pode conter um leve sorriso no rosto. Ele a vira se afastar de Vesgo,  ele também queria conversar. Mais do que pudesse perceber, ela sentira falta de falar com Matthew nos últimos dias e esperava que ele pensasse o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo exatamente o que ele falou, Mira sentou ao lado de Lyra e fez um rosto de leve dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Irei retornar a estalagem e descansar. Acho que comi algo que não estava bom... – Mira colocou a mão no estomago rezando para que não perguntasse mais. Não era uma boa mentirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não deves ir sozinha, ainda mais se não estas bem. Eu... – A outra respondeu, mas foi interrompida antes que completasse a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não te preocupe, eu já estava me retirando. Irei levá-la. – Matthew estava parado ao lado das duas garotas. – Deves aproveitar o baile que esta ainda começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem assentiu sem saber ao certo o que fazer, pois era claro que o seu professor estivera bebendo nas ultimas horas. E se sua amiga estava se sentindo mal, ele não teria condições de ajudá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver que Lyra estava pensativa sobre que decisão tomar, Mira levantou e acalmou a amiga. Falou que estava bem o suficiente para andar aquele pequeno pedaço de chão até a hospedagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discretamente os dois saíram do salão em direção a rua. Se iriam para a hospedaria, Mira não poderia afirmar, mas confiava em Matthew o suficiente para se deixar levar por ele aonde quisesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-5364370399829501746?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/5364370399829501746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=5364370399829501746&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/5364370399829501746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/5364370399829501746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/12/capitulo-24.html' title='Capítulo 24'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-666997647114027133</id><published>2009-11-30T11:33:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T11:35:54.012-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 23'/><title type='text'>Capítulo 23</title><content type='html'>Mira dormira cedo no dia anterior, não queria encontrar com ninguém. Não queria explicar seus olhos vermelhos e menos ainda porque chorou. Não queria encontrar com seu amigo que, sem querer, causou aquela confusão. Principalmente, não queria encontrar com seu professor, o homem a quem no dia anterior estava bebendo, servido por uma mulher da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poção que tomou era forte e a lufana dormiu rapidamente e sem sonhos. Tinha que estar descansada para a competição de montaria que teria. Eram competições mistas e já sabia o que muitos falavam dela. Ela tinha um ego forte e queria mostrar para os outros alunos que ela poderia competir como igual. Porem, para o azar de Mira, sua mente não estava focada na competição e sim nos olhos verdes de Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva percebeu que ele não desceu para tomar café e deduziu que ele chegou tarde na noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira? Vamos! Tu és uma das primeiras a competir hoje. – Lyra colocou a mão no ombro da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim... Scadufax? – Ela olhou para a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já foi levado para ser preparado para a competição. O que houve, pareces ter esquecido tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem piscou tentando acordar precisava manter sua mente focada e naquele momento era para pensar na competição e não no homem que dormia. Antes de sair da hospedagem Mira olhou em volta esperando que o visse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não irá, ele não irá...”, pensou ao se dirigir até a pista separada para a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã daquele dia era para competições mistas e a tarde para as finais masculinas. Ao final do dia teriam um baile, encerrando oficialmente as competições. A primeira competição era para a qual a ruiva terminava de arrumar seu cavalo, pedindo para colocarem uma sela normal. Se iria competir, seria igualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou novamente para a área separada para os espectadores procurando Matthew. Por mais que tentasse, sua mente não conseguia se desligar dele. Mira sentiu seus olhos umedeceram e não acreditou no que acontecia. Era um dos momentos mais importantes para provar que poderia ser tão boa, ou até melhor, do que rapazes e tudo o que sentia é que precisava da aprovação de um único homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir seu nome ser chamado, Mira despertou e montou em seu cavalo. Era hora de competir e se dirigiu até a linha de largada. Olhou em volta e viu que havia somente mais uma garota e as duas ouviam piadas e eram olhadas pelos outros competidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela suspirou e percebeu que aquilo não importava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bandeira de largada foi balançada e, para surpresa dos alunos de Hogwarts, Mira não estava entre as primeiras. Alguns, dessa vez para a surpresa da ruiva, torceram para ela, tentando animá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou para o local onde estava o pessoal de Hogwarts e sentiu um calor no seu peito ao ver Matthew de Aldearan lá. Ele a olhava seriamente e ela conhecia aquele olhar. Ele a reprovava e sabia o motivo, não estava se esforçando para vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhando nova força a lufana mudou sua postura e começou a alcançar os primeiros competidores da corrida. Agora Mira tinha um motivo importante, ele iria sentir orgulho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virada na competição espantou a muitos. A jovem que no começo parecia sem chances de ganhar agora disputava o primeiro lugar. Matthew não conseguiu segurar um pequeno sorriso de orgulho ao vê-la competir com tanto afinco. No inicio ele se preocupou ao vê-la, pois estava abatida, mas depois que seus olhos se cruzaram ela ganhou nova vida. Ele não conteve o pensamento que isso somente aconteceu quando ela o viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gritos dos alunos de Hogwarts mostraram que ganhavam mais uma medalha de outro, sua competidora ficou em primeiro lugar. A professora Hostila olhou intrigada para as pessoas que comemoravam. Continuava a achar inapropriado aquele tipo de competição, mas não pode deixar de perceber que algo estava mudando na nova geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de parar o cavalo Mira procurou o rosto de Matthew e sorriu ao ver que ele não saiu. Ele estava orgulhoso dela, tinha certeza. Ficou feliz ao perceber que já conhecia algumas das reações dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensou em aproveitar aquele momento e conversar com ele, explicar o que aconteceu no dia anterior, mas ao ver a quantidade de pessoas em volta Mira se conteve. E se confrontassem ele sobre ela, não podia dizer sobre suas aulas de esgrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer deixar acontecer algum outro engano como na comemoração da vitória anterior, Mira seguiu com o cavalo até a baia de onde seria levado de volta ao seu estábulo. A multidão se acotovelou para lhe dar os parabéns. Todos os alunos de Hogwarts ali presentes, principalmente a comitiva masculina, estavam surpresos com o fato dela ter ganho e, mais surpresos ainda, com o fato de se orgulharem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sorriu a todos que vinham abraçá-la, beijar sua mão e lhe congratular. Depois, pediu licença, alegando que estava extremamente cansada e que por isso a competição fora tão acirrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se liberar das pessoas ao seu redor e receber os recatos parabéns da professora Hostilia, ela procurou Matthew. Ele ainda não viera procurá-la ou cumprimenta-la. Não estava em algum lugar visível e só depois de alguma caminhada é que a ruiva o encontrou, parado ao lado do estábulo, conversando com, justamente, Scadufax que, para sua surpresa, fitava-lhe quieto.&lt;br /&gt;- Matthew? – ela o chamou em voz alta e aproximou-se dele com a cabeça um pouco baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns pela prova de hoje, Lady Barlow. – ela sentiu os olhos dele faiscando com uma mistura de orgulho e restrição. – Eu creio que seja melhor me retirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez menção de sair andando em direção à estalagem, mas Mira o segurou pelo braço, retirando-o rapidamente depois de fazer isso. Um rubor lhe passou pelo rosto e ele a encarou firmemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe alguma coisa que queiras me dizer, Lady Barlow? – ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare com “Lady Barlow”.- ela disse baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sentiu seu coração suavizar e o sangue esquentar nas veias. A reclamação, mesmo que baixa, dela demonstrava que ela gostaria que houvesse alguma intimidade entre os dois. A intimidade que eles costumavam ter em sala de aula, ou sentados em lugares sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira. – ele disse, saboreando o nome. – O que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela gostaria de dizer tudo o que sofrera na noite anterior ao vê-lo sentado na taverna com uma mulher da vida o atendendo. Ela queria dizer que Vesgo era um idiota e que ele entendera tudo errado ao vê-la levantada nos seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... não... ontem... foi tudo um mal entendido. – ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- MIRA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém mais a chamava de Mira. Matthew reconheceu a voz do seu aluno de olhos tortos no momento em que o ouviu gritar o nome dela. O sangue novamente ferveu e ele a encarou seriamente antes de dizer baixinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguém precisa explicar isso a ele, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que Mira virou-se para encarar o aluno que vinha dos fundos correndo para abraça-la e comemorar sua vitória na competição mista (“Meu Deus, que orgulho. Quem poderia imaginar!”, pensava Jake enquanto procurava a ruiva para levanta-la novamente), Matthew de Aldearan sumiu para dentro da estalagem onde, mais uma vez, buscou o consolo da garrafa de uísque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva ficou parada e o rapaz veio repetir a cena do dia anterior. Ela não reagiu como antes e só depois de várias vezes perguntada por ele, respondeu que estava cansada e que só viera ver como seu cavalo estava. Jake a entendeu perfeitamente e, cavalheiro que era, levou-a até a porta de seu quarto onde, depois de lembra-la para vir torcer por ele na competição de Arco e Flecha, a deixou, desolada com seu desespero em esclarecer os vários mal-entendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;*****&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;PessoALL,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei aqui para agradecer os comentários!! Isso me deixou tão feliz que já escrevi mais três capítulos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-666997647114027133?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/666997647114027133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=666997647114027133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/666997647114027133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/666997647114027133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/11/capitulo-23.html' title='Capítulo 23'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1205810897054188526</id><published>2009-11-23T10:37:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T10:40:39.382-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 22'/><title type='text'>Capítulo 22</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Mira POV&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O rosto dele estava transtornado, isso ficou muito claro para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o inicio da competição eu o procurei nas arquibancadas, mas para minha infelicidade ele não estava lá. Como tem o hábito de beber muito achei que em comemoração ao primeiro dia de prêmios ele deveria ter chegado pela manhã após ficar a noite em tavernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas bordando e quando ganhei, para minha grande surpresa, eu o procurei para comemorar comigo. Eu poderia mostrar para a professora que não era masculinizada como ela dizia e para ele, eu queria ver o orgulho, pois também realizei uma competição bem... feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgado ainda pelo fato d’eu ter falado que o ajudaria a conquistar o coração de minha amiga Vesgo me levantou no ar, comemorando. Foi quando consegui finalmente achá-lo e, para minha surpresa, ele estava vermelho, o rosto fechado. E por que ele não estaria, era outro homem que me levantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia que passava eu percebia que meus sentimentos por Matthew de Aldearan eram mais fortes do que eu imaginava que uma jovem como eu poderia sentir. Sei que além da idade, ele é meu professor, mas acho que ele também me vê com outros olhos. Assim eu espero e por isso estou aqui na rua. Mal eu me vi livre das atenções sai correndo procurando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um erro deixar Vesgo se aproximar tanto, mas eu não o tinha visto chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar se falariam ou não, aproveitei que a estalagem estava vazia e fui até o quarto dele. Bati com muita força, mas não houve resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga! Não acredito no que estou fazendo, damas não devem ir atrás dos homens... E se ele me achar desfrutável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando o que minha mente tenta me amedrontar, sigo para o lugar mais provável de achá-lo, o lugar onde eu não gostaria de encontrá-lo. A taverna da vila não fica na rua principal. Serei discreta, não podem me ver andar para um lugar daqueles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a vila é pequenina, chego em poucos minutos e, para minha sorte, consigo ver quase tudo sem precisar entrar. É um lugar feio e vejo que há somente homens lá dentro. Não entendo o que eles podem estar fazendo tão cedo em um local desses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o vejo, está sentado em uma mesa ao canto. A garrafa a sua frente está pela metade. É por minha causa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto como se meu coração ficasse pequeno ao vê-lo assim. Como dizer a ele que eu queria muito poder tirá-lo de lá, dizer que ele não precisa mais dessas bebidas. Que se estiver cansado eu posso fazer uma massagem para que relaxe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou nervosa e não sei o que fazer. Não sei se devo chamá-lo. Seria errado, existem muitos professores de outras escolas por aqui e ele é um esgrimista famoso, eu acabaria expondo-o. Devo me segurar e esperar por outro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho uma ultima vez antes de sair e para minha surpresa vejo quem esta atendendo a ele. Ela... É uma mulher e pelos trajes, ou falta deles, voluptuosa e oferecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para baixo, não quero ver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor... Sair...&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew POV&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ele a levantou nos braços e, naquele gesto, tomou o que eu já dava certo como meu. Ela sorria para ele. Estava feliz por ter ganho aquela estúpida competição que eu a encorajei para participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bordado. Eu perdi duas horas da minha vida para assisti-la bordando para uma banca de juízes ineptos e com uma paciência infinitamente maior do que a minha. E lá estava ela, erguida nos braços de outro homem. Senti-me um tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda a encarei por alguns segundos, decidindo-me o que iria fazer, controlando-me para não me atirar naquele maldito moleque vesgo e arranca-la de seus braços indignos. Deliberei que um homem apaixonado é sobretudo um imbecil e decidi que nada cura um coração magoado como a bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode confiar em pessoas para faze-lo tão feliz quando numa boa garrafa de whisky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava para arredar o pé dali quando senti que ela me olhava. Voltei-me para ela por um único instante e deixei-me perder naquele rosto angelical e cabelo de fogo. Um riso do rapaz que a segurava me fez lembrar que ela não era minha para assim encarar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei as costas e fui embora. Passei na estalagem para apanhar moedas o suficiente para me manter alcoolizado a noite inteira. Segui para o bar sem realmente pensar, deixando que meus sentidos divagassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a queria tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui atendido sem demora na taverna. Minha fama definitivamente me precedia: mandaram apenas o seu melhor estoque de bebidas e eu o apreciei sem moderação. Ansiava, principalmente pelo esquecimento e pelo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atendente era bonita. Usava quase nenhuma vestimenta, o que me levava a pensar que ela tinha um trabalho duplo ali. Vi quando ela se ofereceu para mim, mas como um espectador que vê tudo acontecer de muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que todos ao meu redor imaginaram, mas sem pensar duas vezes, eu recusei seus serviços. Não poderia ter ficado com qualquer mulher naquela noite, especialmente uma ruiva. Não, a única ruiva, a única mulher que eu realmente queria naquela noite – e, honestamente, no resto de minha vida – tinha ficado para trás. Nos braços de um moleque novo, indigno e vesgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1205810897054188526?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1205810897054188526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1205810897054188526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1205810897054188526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1205810897054188526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/11/capitulo-22.html' title='Capítulo 22'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1297280428849599072</id><published>2009-11-16T06:07:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T06:13:24.024-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 21'/><title type='text'>Capítulo 21</title><content type='html'>Metade da manhã passara e o homem encostado ao portal, que indicava onde estava acontecendo às competições do torneio, estava impaciente. Ele dormira mal e estava com uma leve ressaca, além do sabor da sua última garrafa ainda na boca. Apesar dos males físicos que o afligiam, não era isso que dominava a mente de Matthew de Aldearan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre de esgrima estava na dúvida se entrava e assista as competições femininas ou não. Apesar do que falara aos seus alunos na noite anterior, o único motivo que o faria perder seu precioso tempo era estar perto da sua ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Se é que eu posso continuar a chamá-la de minha...”&lt;/em&gt;, ele pensou. &lt;em&gt;“Recomponha-se homem. Não ouse achar que aquele moleque seria algo próximo de um concorrente ao coração de sua futura mulher.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir a convocação das competidoras de bordado um impulso, ele diria que fora praticamente um empurrão, fez com que o professor andasse até o local onde fora anunciado. Não tivera dificuldade em achar o local e também a ruiva que era o seu alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew andou decidido que Mira o visse e soubesse que ele estava lá para apoiá-la. Iria alimentar o ego dela se soubesse que entrara para assistir competições femininas naquela manhã somente por ela. Ele viu que os olhos dela corriam pela arquibancada e sorriu matreiramente ao pensar que ela o procurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que ele pudesse pensar em comemorar algo ele ouviu uma voz masculina, que não era a própria, ousar chamar sua Mira e desejar-lhe boa sorte. E, para a surpresa maior de Matthew, ela sorrira de volta a ele, ousando agradecer aquele exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poderiam dizer que naquela hora um demônio quase dominara o corpo dele, pois sentiu seu sangue esquentar e subir a sua cabeça. Se Matthew não fosse tão controlado teria ido no mesmo tomar satisfações daquele menino que estava tentando tomar algo que ele já estava considerando seu, o coração de sua ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não! Não sou um moleque que faz cena de ciúmes! Não irei me rebaixar a tanto!”&lt;/em&gt;, ele pensou &lt;em&gt;“Muito menos irei desistir sem lutar!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controlando a vontade de quebrar a cara de Vesgo, Matthew sentou um pouco mais afastado e observou a competição, afinal, tinha falado para seus alunos estarem lá, tinha que ser o exemplo. Ou era isso que ele repetia para si mesmo enquanto admirava a concentração de Mira. Sua ruiva estava linda, parecendo uma verdadeira dama sentada daquele modo, comportada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a primeira meia hora, o homem se viu impaciente. Se perguntava por que aquilo demorava tanto, como uma mulher suportava ficar tanto tempo parada olhando para um pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Entendo porque ela deseja tanto aprender esgrima, isso me parece insuportável. Apesar de que é realmente necessário”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas saíram para experimentar as receitas da competição de culinária que já estavam prontas e com o forte cheiro no ambiente. Matthew observou que até mesmo as competidoras levantaram o olhar para o local onde ocorria a outra contenda. A arquibancada esvaziou-se quase completamente. O professor passou os olhos pelos bancos, esperando que talvez o outro, menos paciente, mais moleque, menos digno da beleza de sua ruiva, tivesse se cansado e ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarou o rapaz com um pouco de ferocidade e depois voltou seu olhar para Mira, que ainda estava absorta em seu bordado. Ao que parecia, começava a tomar forma. Matthew estava impaciente e queria, mais do que tudo, expulsar o seu rival, enquanto arrancava a menina dali e a levava para qualquer outro lugar, onde não tivesse que responder por seus atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Competição lenta, não é mesmo, professor? – perguntou uma voz atrás de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem tomou um susto ao olhar para trás e perguntou-se por um instante como o Vesgo movera-se tão rápido. Trincou os dentes. Não queria falar com ele, mas ao mesmo tempo, sabia que não deveria ser rude com um de seus alunos mais aplicados. Precisava se lembrar disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmph. – ele respondeu, sem conseguir se decidir sobre o que fazer. Fechou a mão para não virar um soco na cara dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, eu sei. Estou torcendo para que termine logo. Não imaginei que fosse ser tão demorado. – ele tornou a falar, sem perceber que incomodava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os minutos se passaram e Matthew manteve-se calado. O rapaz se levantou e foi até a barraca onde o concurso de culinária ocorria. O professor suspirou de alivio. Quase perdera o controle no breve intercurso que tiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo continuou transcorrendo e após o que pareceram alguns séculos, um sino alto soou para todos. As meninas pararam imediatamente seus trabalhos, algumas dando um último ponto, mas sem desrespeitar as normas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantaram e ficaram respeitosamente de cabeça baixa, enquanto os juízes avaliavam seus trabalhos com olhares inquisidores. Matthew se sentiu estranhamente ansioso pelo resultado, de uma forma que não imaginava que ficaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma moça baixinha e gorducha deu seu veredicto e um homem alto e de cabelos negros, que o professor reconheceu como Anton Milosevicht, da escola de magia russa, anunciou em voz alta a colocação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em terceiro lugar, Nina Haiggen, da escola de magia e bruxaria de Магия.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão que debandara das arquibancadas, começara a voltar. Todos se aproximavam para ouvir os resultados. Era o que importava de verdade naquela competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em segundo lugar, Lady Agatha de Pluie, da escola de Magia e Bruxaria de Beauxbatons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra salva de palmas foi ouvida, e uma menina de cabelos louro claro agradeceu de forma cândida e se retirou do palco. As outras três competidoras tremiam de expectativa para o primeiro lugar. Era tudo ou nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o primeiro lugar, com louvor, é agraciado para Lady Mira Barlow, da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma série de palmas e urros e cânticos vitoriosos seguiu-se a esse anúncio. A menina ruiva levantou e, de tão pálida que estava, parecia que iria desmaiar. Mas era só orgulho por ter conseguido cumprir uma função que nem sabia se desempenharia direito. Sentia que aquela vitória desceria difícil na garganta de professora Gryffindor, que sempre a desencorajara como mulher. Esperava que o tratamento entre as duas fosse um pouco melhor depois do que acontecera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew levantou-se com um sorriso enorme estampado na face. Estava radiante que sua ruiva fosse encantadora e levasse o primeiro prêmio até nas coisas mais enfadonhas. Era uma vencedora por natureza. Digna dele.  Precisava vê-la e deixar claro o quanto estava orgulhoso. Em seu coração, queria levanta-la nos braços e gira-la no ar. Depois, daria um beijo nela e ela retribuiria. Não haveria comemoração melhor do que aquela. Sabia que aquilo aconteceria apenas em sua mente, mas em realidade, era uma excelente desculpa para abraçar legalmente sua protegida e parabenizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comissão inteira da escola de Hogwarts estava em volta, ou tentando chegar, na nova vencedora da escola. Matthew tentava usar sua autoridade como professor para abrir caminho, mas a passagem entre a arquibancada e o pátio era estreita. O professor ficava impaciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira! Eu sabia que você conseguiria! – uma voz familiar se sobressaiu na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake Vesgo levantou a menina para o alto e a ergueu acima da altura do rosto. Estava tão feliz de sua amiga poder-se mostrar orgulhosa com uma medalha só dela que poderia beija-la no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sentiu o rosto queimar de ciúmes. Considerava-se um tolo e, pior, um tolo lento. Alguém que estava sempre atrás de um moleque defeituoso que chegara primeiro num coração ruivo. Não queria ficar ali olhando para aquela cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira o encarou por um instante, e ele viu que o rosto dela ficara rubro como imaginava que o dele estaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vesgo, me põe no chão. O que a Lyra vai achar disso? – ela disse para o amigo, que imediatamente a deixou segura com os pés na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe, Mira. Só fiquei muito feliz por você. – ele disse, com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina não estava mais ouvindo. Tentava chegar ao professor, mas era tarde. Ele não estava em lugar algum que ela visse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PessoALL,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei tãão feliz com os comentários deixados no quadro!! Obrigada!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem bom que estão gostando da história. Ainda temos muitos capítulos escritos para colocar aqui toda a semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçam de indicar aos seus amigos e amigas! Cada comentário é um grande  sorriso meu (grande meeesmo, como uma idiota sorrindo) e impulso que recebo para continuar a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1297280428849599072?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1297280428849599072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1297280428849599072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1297280428849599072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1297280428849599072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/11/capitulo-21.html' title='Capítulo 21'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1176643138466509345</id><published>2009-11-09T09:52:00.001-08:00</published><updated>2009-11-09T09:54:57.630-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 20'/><title type='text'>Capítulo 20</title><content type='html'>A noite já havia caído há tempos e os alunos mais novos já estavam completamente embriagados com a quantidade de vinho que a taverna oferecera em honra à sua vitória. Fora um bom negócio feito, pensava o estalajadeiro, que ganhava mil moedas de ouro para cada dia em que Hogwarts faturasse mais medalhas. Era um bom modo dos organizadores da competição incentivarem que os convidados fossem bem tratados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do vinho, o homem gordo e satisfeito com seu saco de moedas que tinia preso ao seu cinturão, mandara servir uísque ao professor responsável e fizera um jantar especial para belas damas que acompanhavam a instituição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor acabara com sua segunda garrafa da bebida de produção local e matutava se pediria a terceira. Por um lado, sua vontade de beber ainda não fora saciada: estava com a cabeça cheia do fragmento de conversa que ouvira da boca de Jake de Malvoisin e Mira Barlow. O menino Vesgo estava lá, entre os veteranos, e apesar de ser conhecido como um bebedor inveterado, era de se espantar que não estivesse com um copo na mão e uma garota no colo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não estaria com uma moça no colo. Não quando ele tinha a possibilidade de ter a mais perfeita ruiva já nascida na Terra, não. Ele se guardaria para ela, que dormia tranquilamente no andar de cima. Não iria traí-la na cara dura, com ela a tão poucos metros, sendo que sua afeição o conquistava de tal forma que ele se declarara “apaixonado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sabia que nem toda a bebida do mundo poderia tirar o amargo que estava sentindo em sua boca agora, mas ele se sentia muito tentado a arriscar sua chance de que isso, por algum milagre, pudesse acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto... tinha a vã esperança de que talvez, por algum outro milagre muito maior, pudesse encontrar sua aluna Lady Mira Barlow, sentada na ante-sala que separava o corredor dos quartos de dormir. Não seria a primeira vez que encontrariam-se em tal situação e ele fervorosamente esperava que não fosse a última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que não deveria alimentar essas esperanças, mas sentiria-se ainda menos merecedor dos afetos da moça, se por acaso ela o estivesse esperando e ele estivesse completamente bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas garrafas de uísque não era pouca coisa, no entanto, era menos do que três e ele decidiu que não beberia. Em vez disso, mandaria levar para o quarto mais tarde, se assim fosse necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou sem cambalear. Duas garrafas não seriam suficiente para o derrubar e ele respirou fundo o ar da taverna para acordar um pouco mais. Olhou ao seu redor e viu que seus alunos o observavam também, um pouco surpresos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda não são nem três horas da manhã, professor. – disse cautelosamente Charles Trocken, da Grifinória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O professor tem a obrigação de dar o exemplo, sr. Trocken. Seria muito bom se vocês também não se demorassem nessa sala e tomassem algum descanso. Sei que amanhã são as competições femininas, mas é importante apoiar a escola em qualquer situação. Ficaria muito satisfeito se os visse na torcida. – ele respondeu, forçando-se a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais palavras, ele encaminhou-se para fora da sala. Os alunos ficaram o encarando, estupefatos, e logo uma procissão o seguiu para seus respectivos quartos. O respeito que tinham pelo professor de Esgrima e História da Magia era impressionante. Ninguém queria faltar às competições do dia seguinte depois do que havia sido lhe dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew certificou-se de ter visto todos os seus alunos passarem para o andar de cima e sentou-se na ante-sala dos dormitórios com um ar de cansaço no rosto. Ela não o havia esperado. Não que ela tivesse que faze-lo, mas sabia que havia alimentado uma esperança tola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor decidiu se recolher e procurar a garrafa que enviara ao seu quarto, ela seria sua única companhia naquela noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia de competições femininas foi iniciado com provas que eram consideradas por muitos as únicas que deveriam acontecer. Provas delicadas como as damas que as disputavam, disputas onde elas não teriam que fazer nenhuma força fora o de mexer a panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As provas de culinária, canto e bordado foram simultâneas, pois todos estavam cientes do tempo que a primeira tomaria. E a segunda seria para estimular as outras competidoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grifyndor teve receio que Lyra não ganhasse após ouvir a voz da aluna que representava a escola espanhola. A corvinal estava nervosa e, além de andar de um lado para o outro, ficou apertando as mãos até deixá-las muito vermelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem cá... – Mira puxou levemente a outra para um canto. – Te acalme, tua voz é linda. Sabes que es considerada um anjo quando nos brinda com uma canção. Não te preocupes e pare de se machucar ou a professora acabará falando algo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando fundo, Lyra segurou as mãos de Mira nas suas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consigo... Ouviste as outras, eu não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu es a melhor, não duvides! – A ruiva falou com mais imposição em sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira abriu a boca para continuar, mas ouviu seu nome ser chamado para a competição de bordado. Ela segurou as mãos da outra com força tentando passar segurança e saiu em direção ao local indicado para as competidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho a ruiva olhou para a arquibancada e percebera que estava um pouco vazia. Ela já esperava, pois não achava que competições tipicamente femininas teriam algum atrativo para os rapazes que estava na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém não era qualquer torcedor que os olhos negros dela procuravam. Desde a noite anterior Mira praticamente não vira mais seu professor de esgrima. Ela dormira cedo, pois precisava estar preparada e alerta, principalmente para a competição de esgrima que aconteceria mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela achava que ele não iria ficar a manhã toda assistindo competições que até ela achava lentas, e às vezes sonolentas, mas intimamente queria vê-lo sorrindo e desejando boa sorte, mesmo que fosse para bordar algo. Queria poder afirmar que não ver Matthew lá não a afetava, mas estaria mentindo para si mesma. Mira sentiu falta de senti-lo perto, estes dois últimos dias fez com que estivessem juntos muito tempo e ela gostou, e muito, disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirando ela chegou ao local indicado e sentou na cadeira separada com o brasão de Hogwarts. Olhou mais uma vez em volta e aceitou que ele não viria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Provavelmente bebera demais na noite passada, comemorando...”, Mira tentou justificar para si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira! Boa sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi gritado por uma voz masculina que a ruiva sabia que não pertencia ao homem que desejava ouvir. Jake de Malvosin acenara a distancia para a amiga. Ele ainda comemorava intimamente a decisão que tomara e a ajuda que sabia que receberia em relação à jovem que amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sorriu para o amigo e olhou a sua volta procurando Matthew. Aceitando que ele não iria, ela se preparou para o inicio da disputa. Bordado ou não, a lufana tinha a obrigação de ganhar e manter a honra de Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi a todos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de bastante tempo, uma atualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu coloquei no post anterior o que me levou à essa grande ausência foi o meu casamento. Foi tudo lindo, maravilhoso e perfeito!!! *_*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, agora voltaremos a programação normal de posts todas às segundas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueçam dos comentários. O nosso grande pagamento é saber que alguém gosta do que escrevemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1176643138466509345?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1176643138466509345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1176643138466509345&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1176643138466509345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1176643138466509345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/11/capitulo-20.html' title='Capítulo 20'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-3705571649018247753</id><published>2009-10-20T06:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T06:41:19.393-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 19'/><title type='text'>Capítulo 19</title><content type='html'>&lt;br&gt;Um dia de competições passara e Hogwarts fora a escola que mais ganhara medalhas naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram somente competições masculinas e, para orgulho de seu professor, os alunos de Hogwarts eram os melhores em montaria, esgrima e arco-e-flecha de principiantes. No dia seguinte seriam as garotas, no terceiro dia os rapazes mais experientes e no quarto e último dia as competições mistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia ainda não tinha raiado e todos os alunos junto com seu professor estavam na posta da casa separada para a Escola de Magia de Hogwarts comemorando. As três garotas e a professora Hostila pararam na porta para participar daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles competiram muito bem. O Arthur derrotou todos em arco-e-flecha, mesmo estando somente no 2º ano. – Lyra falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não se comprara com o Vesgo, mas ele realmente fora muito bem para um iniciante. – Mira falou para as colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jovens, não é de bom tom garotas ficarem analisando os homens em provas das quais não entendem e menos ainda achar que podem falar de igual para igual. Fiquem com uma boa postura para darmos os parabéns aos alunos. – A rígida professora ralhou com elas ao vê-los se aproximar. – Parabéns professor, seus rapazes mostraram a força de Hogwarts hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan estava orgulhoso. Ele sabia que fora um pequeno começo, o pior seria dali a dois dias, mas ele estava confiante que seus alunos seriam os melhores. Aquilo fora só uma pequena demonstração do que ele ensinara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma reverencia, ele falou com as mulheres na porta da hospedaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professora, miladys... Espero que amanhã possamos celebrar a vitória de nossas alunas. - O professor falou olhando diretamente para Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não poderia demonstrar que na verdade desejava levantar Mira em seus braços e somente com ela comemorar de um jeito que nenhum dos dois nunca mais esquecesse. Mas se para ao menos ficar um pouco ao lado daquela que seria sua futura mulher ele precisava ir até Hostila Gryffindor, que fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva sorriu em resposta a ele. Mira sentiu seu coração se aquecer ao vê-lo tão feliz. Ela já não conseguia esconder que tinha sentimentos maiores do que o simples elo de professor-aluna por Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quanto a isso... – respondeu a professora Gryffindor assim que Aldearan se afastava pensativo. – É bom que conversemos às sós, minhas caras. Nunca imaginei que teria que ensina-las a se portar em uma competição, mas já que aqui estamos, vamos precisar que se comportem como verdadeiras damas que são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira suspirou baixo quando a mulher virou as costas com um pedido para segui-la. A menina sabia que essa aula era especialmente para ela. Lyra era claramente uma moça educada e fina: evidenciava-se pelo seu jeito de andar elegante e sua delicadeza de movimentos. Mary podia não ter a mesma facilidade natural da outra, mas certamente não era tão destrambelhada quanto a ruiva e, além de tudo, era uma aluna aplicada das aulas de etiqueta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única que poderia causar algum desgosto no coração de professora Hostilia era, certamente, Mira. Era mais do que claro as intenções dela: deixar bem explícito o que a menina poderia ou não fazer e que não causaria embaraço ao nome da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três foram com um olhar pesaroso até o quarto da mestra, onde havia mais espaço para ficarem. Enquanto entravam, ela corrigiu a postura e o modo de andar delas, com um sorriso reprovador na face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É bom esticar mais as costas, srta. É preciso encolher a barriga e respirar mais devagar, lady Barlow. – dizia enquanto apontava os erros. – Sigam o exemplo da srta. Lyra, cuja postura é um exemplo para todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira rangeu os dentes sem fazer barulho, forçando-se a não ser grossa com sua superiora várias vezes durante as três tediosas horas que se seguiram com explicações sobre a postura correta ao montar num cavalo ou a graciosidade com que o florete feminino deveria ser brandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva suspirava de vez em quando. Era bom que não precisava prestar atenção às aulas sobre espadas que a professora parecia dedicar à Mary. “Florete feminino? Alguém usa isso? Faça-me o favor. Não é nem ao menos afiado!”, ela pensava consigo mesmo. Sorriu para si mesmo porque, graças ao bom Merlin, não havia como ela instruí-la a montaria no cavalo, já que não havia nenhum disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pararam quando o jantar foi anunciado e, para a sorte das alunas, Hostilia não era uma mulher que negava jantar, apesar da preocupação com a forma esbelta. Desceram com uma cara de alívio estampada no rosto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes a esperavam ao pé da escada. Sir Jake de Malvoisin, o Vesgo, aguardava ansiosamente o fim da aula das meninas. Gostaria de conversar em particular com Mira e por isso, usara a desculpa de escoltar as damas durante o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida Lady Barlow... – ele exclamou finalmente quando a ruiva surgiu para o jantar. A menina se surpreendeu com um sorriso no rosto ao ver o amigo. Gostava de Jake, apesar dele ser incoveniente em vários momentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sir Vesgo, que prazer. – ela respondeu, também formalmente, mas calorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan passou naquele momento a caminho para sala onde seria servido o jantar e ergueu a sobrancelha ao ver sua ruivinha dando o braço ao galanteador Vesgo, o melhor arqueiro que tinham. “Não devo me desconcertar agora”, pensou consigo mesmo, mas sem surtir muito efeito, lançando um olhar para a aluna, que não o notou. Isto o perturbou, vê-la entretida com o colega de classe a ponto de não responder seu chamado silencioso, que ela sempre tão atentamente percebia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não entendo o que tantas moças vêem nele. É claro, ele é um conquistador nato, mas também, não entendo nada de beleza para julga-lo. Ele não me parece o tipo atraente. Quero dizer, o defeito natural de seus olhos não a incomoda? Bom, é claro que não. Mira é boa demais para deixar um pequeno inconveniente como esse atrapalhar seu coração, se é isso que ele deseja.”, pensava enquanto se encaminhava para o jantar, acompanhando o par de alunos à sua frente, enquanto seus instintos estavam tentados a arrancar o braço delicado de sua menina daquele fedelho. ‘Ele é um fedelho, seu tolo. Você realmente crê que ele possa tirar a afeição dela de você, um homem formado e ...”, sua cabeça ia longe, quando sentiu seu braço ruim e amargurou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um inútil, é isso o que você é, Matthew de Aldearan. Você não consegue mais ganhar um torneio e Jake de Malvoisin ainda vai longe com seu arco e flecha. Ele vai conseguir muita fama e honra. E você? Vai morrer professor de História Antiga e treinando outros para lutar em seu lugar, sem nunca mais conseguir fazer algo por você mesmo.”, censurou-se. “Se ela escolhesse Jake, não seria uma má escolha, eu acho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor poderia arrebentar o seu aluno Jake em pedaços e depois joga-lo aos cães por apenas encostar na sua prometida, mas sabia que não deveria se sentir assim. Sua cabeça estava latejando de ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É claro que pode ser por outro motivo que eles estão juntos. Talvez Vesgo esteja nervoso e conversando com Mira. Como ela é menina, tem mais sensibilidade com essas coisas. Talvez Mira esteja nervosa e por isso, pedindo conselhos a Vesgo. Mas ela poderia pedir conselhos a mim, claro. Por que não está fazendo isso?”, ele voltou a se perguntar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava tirar a dúvida de sua cabeça, precisava escutar pelo menos do que os dois estavam falando. Era rude, mas no amor e na guerra valia tudo. Ele precisava saber se Jake Vesgo era seu rival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um rival. Um aluno como meu rival. Nunca esperaria isso. Não é de se espantar no entanto. Quem não se encantaria por ela?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, Mira, você vai me ajudar, não vai? – o Vesgo repetiu pela décima vez esperando a confirmação de sua amiga em seu plano infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não conseguiu captar o conteúdo daquela frase. Estava ainda muito longe, precisava chegar mais perto. Os dois estavam falando muito baixo para seu gosto. O sentimento que queimava seu coração falou mais alto do que sua honra e ele deu mais dois passos para perto do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Jake, eu não sei se vai dar certo... mas você é uma excelente pessoa e tem bom coração. Se está apaixonado como diz mesmo, então eu não me oponho. Você tem minha palavra de que farei tudo que estiver ao meu alcance para dar certo. – ela disse, primeiro em dúvida e depois com um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é mesmo a mais perfeita dama de todos os tempos, miLady Barlow! – ele retribuiu com a voz animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew decidiu que não queria ouvir mais. Precisava pensar e precisava por a cabeça em ordem, Não planejava desistir tão cedo, mas aquelas palavras com certeza mudavam todos os seus planos. Andou rápido e ultrapassou os dois, com uma carranca.&lt;br /&gt;- Ora, obrigada pelo elogio, Sir. Jake. – Mira respondeu, ruborizada. – Não vou contar para Lyra, pode deixar. Se você quer mesmo conquista-la, é bom não deixa-la saber que você andou lisonjeando a sua amiga por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que eu quis dizer a mais perfeita dama de todos os tempos, depois dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram e lá na frente, Matthew sentiu seu ego rugir de ódio e seu coração desfalecer de ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingrid e leitores do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço mil desculpas porque no mês de outubro não atualizei o blog. O motivo é que irei me casar no sábado (uhuuuuu) e este mês eu não consegui organizar o tempo direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem deste capítulo ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-3705571649018247753?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/3705571649018247753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=3705571649018247753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3705571649018247753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3705571649018247753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/10/capitulo-19.html' title='Capítulo 19'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-8009564785199764043</id><published>2009-09-28T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T06:25:48.731-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 18'/><title type='text'>Capítulo 18</title><content type='html'>Mira olhou em volta no seu quarto e viu suas outras colegas de quarto arrumando seus pertences. Ela nem acreditava que estava ali, no primeiro intercolegial misto que aconteceria na Europa. Somente duas alunas além dela aceitaram, apesar dos diretores terem se responsabilizado pessoalmente pela segurança das meninas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas tinham menos de 15 minutos para arrumar seus pertences e descer para se encontrar com a professora Hostila Griffyndor, responsável por elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhor andarmos logo ou a professora pode acabar nos castigando por fazê-la esperar. Isso seria algo indelicado de nossa parte. – Lyra, a aluna da Corvinal falou imitando o rosto da professora, o que fez as outras duas rirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras concordaram e rapidamente desceram as escadas da hospedaria se aprumando ao chegarem à sala, tinham que entrar andando calmamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma mesa estava a professora responsável por elas conversando com Matthew de Aldearan, responsável pelos rapazes. Na frente deles alguns pergaminhos estavam abertos e eles claramente falavam sobre o que estava ali e pelos símbolos podia-se perceber que era sobre o Torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três jovens pararam ao lado da professora e nada falaram, não poderiam interrompê-la. Um leve sorriso surgiu nos lábios de Matthew ao ver Mira ali, quieta e bem comportada. A vontade da lufana em competir era tão grande que aceitara acatar todas as ordens da rígida professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tuas alunas chegaram. – Ele falou para a professora. – Como o assunto é de interesse delas, acho que deveríamos compartilhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, concordo. – Griffyndor virou o rosto para as garotas. - Se aproximem e ouçam, falarei somente uma vez. Na metade das competições femininas estamos sem representante, pois, como sabem, as outras alunas não quiseram vi. – A professora omitiu o fato que para ela nenhuma garota deveria ter ido. – Então estávamos vendo se vós gostaríeis de competir em outra atividade além da que fostes inscritas antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor virou o pergaminho com as competições em que eram permitidas garotas. Mira iria competir em montaria, que teria a final mista; Lyra em canto e Mary em culinária, estas duas competições eram exclusivas para mulheres. Elas poderiam competir entre si, se quisessem, além de se inscrever em esgrima, bordado e arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom... Admito que gosto de praticar arco e flecha... – Lyra falou olhando para baixo, sabia que a professora a olhava reprovando a conduta. – Eu iria gostar de competir nessa modalidade, mesmo sendo mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora somente crispou os lábios olhando com desgosto para a jovem que iria competir em arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu Hostila, foi como eu disse. – O professor de esgrima falou. – Elas sabem o que podem competir, mesmo que não sejam tão boas quantos nossos garotos. Estão cientes que irão mostrar que mulheres não podem competir em pé de igualdade com nenhum homem, principalmente os treinados por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três olharam atravessado para o professor. Ele praticamente falara que elas não tinham chance contra algum rapaz.  Algo que as três podiam afirmar que tinham em comum era que elas queriam competir como iguais. Mesmo que não tinham tido coragem de escolher uma competição mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu até poderia tentar esgrima. - Mary falou. – Mas acho que Mira seria a melhor de nós nisso. Eu já a vi treinar nos jardins com aquela sonserina que ganhou em Hogwarts...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dos presentes se voltaram para a ruiva que se viu tendo que responder a idéia da colega. Internamente ela admitia que pensara justamente em competir naquela modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom eu... - Mira começou a falar, mas foi interrompida por Matthew.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devido ao corte que tivera no braço anteriormente, Lady Barlow não poderá competir em esgrima. Estar competindo em montaria já esta sendo uma exceção, os dois já é algo fora de cogitação. - O mestre de esgrima falou seriamente para a professora a sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou para Matthew tentando entender o que ele estava fazendo, mas em nenhum momento ele virou o rosto para ela. Não querendo contradizê-lo ela afirmou o que ele falara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Além disso, eu estava pensando em competir em bordado, se for possível. – A ruiva falou baixo. – Eu não devo forçar meu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está decidido então que cada uma irá competir em outra modalidade. – O professor falou ao se levantar. – Não há mais o que eu deva fazer aqui. Milady devo acompanhá-la a enfermaria do Torneio para confirmarmos se estais em condições de competir. Siga-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de voz utilizado por Matthew não dava margem a discussões ou dúvidas, nem da professora, nem das alunas e menos ainda da ruiva que andou rapidamente atrás do homem. Sabendo que era observada enquanto estivesse na hospedaria, Mira andou alguns passos atrás do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos metros de distância, perto de onde seriam as competições, estava a pequena casa onde ficava a enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew evitou olhar no rosto da aluna enquanto estavam em público, mas assim que ficaram fora do alcance de visão da professora Hostilia e de outros, ele a pegou pelo braço e a puxou para a primeira sala vazia que encontrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não a deixei competir para seu próprio bem. - Ele disse. Matthew sabia que não poderia ficar ali muito tempo. - Não é bom que a vejam com uma habilidade tão grande em lutas que não são próprias para mulheres. Esses torneios femininos são uma falácia, feita para ocupar a mente das moças rebeldes que os pais não souberam controlar. Nenhuma ali sabe o que está fazendo – apenas ficam brandindo pedaços de ferro por aí. Tu, pelo contrário, és a minha menina-dos-olhos. Não quero que descubram o que fiz com você ... ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira corou ao ouvi-lo chamando-a de menina dos olhos. Havia um quê de afeto no que ele dizia. Ele sorriu ao vê-la enrubescer e ficou feliz pelo fato de que havia algo nele que a deixava desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu até pensei em competir, mas depois mudei de idéia. Achei que era muito cedo pra ficar expondo o que aprendi e machucar alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew ia interrompê-la naquele instante, pois desde sempre a havia ensinado: essa coisa de esgrima esportiva era uma falácia. Se aprendia a usar a espada era para machucar alguém: seja em auto-defesa, em defesa da honra ou em proteção a algum desamparado. Não havia esgrima amigável. Ia lembrá-la disso quando a ouviu completar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... que não tivesse a menor chance de se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É justo”, ele pensou. Sua garota era uma moça justa, correta, especial. Seu ego inflou de orgulho ao saber que não estava transportando seus conhecimentos para a mente errada. Ela tinha um potencial enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Folgo ao saber que assim pensavas. - Ele falou, em tom de aprovação. - É bom agora passarmos verdadeiramente na enfermaria, ou podem pensar que estamos metidos em alguma coisa imprópria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira notou que era a segunda vez que ele sugeria algo assim – A primeira fora naquele dia da clareira na floresta, quando conversaram como iguais. Até parecia que ele traía sua mente, revelando que gostaria que algo impróprio acontecesse. Mas provavelmente não, talvez o professor só estivesse salvaguardando sua honra. Era um homem direito – até certo ponto onde ela preferia enxergar. – e talvez por isso o admirasse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiram os dois para a enfermaria e enquanto ele preparava-se para deixá-la aos cuidados de uma moça de olhos muito tontos ouviu-se dizendo com um tom irônico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E espero que me traga muito orgulho na sua competição de bordado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo então, ele fechou a porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-8009564785199764043?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/8009564785199764043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=8009564785199764043&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8009564785199764043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8009564785199764043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/09/capitulo-18.html' title='Capítulo 18'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1551943744819417360</id><published>2009-09-15T13:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T13:08:04.375-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 17'/><title type='text'>Capítulo 17</title><content type='html'>Apesar de a caravana ter saído mais tarde do que o esperado por ele, estavam quase dentro do horário esperado. Matthew apressara a todos e em alguns momentos do caminho eles correram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã passara rapidamente, inclusive para o Mestre de Esgrima que liderava a todos até Sheffield. Ele achou que iria aproveitar cada minuto que estivesse perto de Mira, que estava em seu cavalo, mas percebeu que se enganara. O que ele não esperava era que a garota nem se encostava a ele. Fora nos momentos em que o cavalo correu ela não se segurara no professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos pararam para almoçar e o professor estendeu a mão para ajudar a ruiva a descer do cavalo. Ele reparou que Mira não olhou para ele, fazendo tudo friamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, irei me juntar às outras alunas. - Com uma mesura extremamente formal ela falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não houve resposta do professor, Mira assentiu com a cabeça e se afastou. Dentro dela estava uma confusão de sentimentos, estava chateada como fora tratada e principalmente magoada por Matthew gritar com ela. Esse último sentimento fez com que, durante a manhã toda, refletisse porque reagia assim às ações dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu orgulho não a deixava falar com ele, nem tocá-lo ela queria. Não tivera opção em alguns momentos, mas sempre que possível se afastara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso não passou despercebido do homem que olhou a garota se afastar dele, andando até a carruagem. Matthew se perguntou se exagerara mais cedo, pois nunca a vira assim. Ele já brigara com ela antes, já aumentara seu tom de voz do mesmo modo, mas sempre estavam somente os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após pouco tempo o professor falou que era para recolhessem tudo, tinham pouco tempo e Obedientemente, todos rapidamente se levantaram e Mira viu que teria que ir novamente com seu professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de quando se afastou, ela fitou diretamente os olhos de Matthew enquanto se aproximava. Sabia que errara antes, mas o que ele fizera com ela não fora certo. Demonstrando o que sentia, com o rosto cerrado e os lábios sérios, ela parou ao lado dele, como uma aluna obediente deveria fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passaram várias horas até que chegassem e em nenhum momento ela falou nada, nem quando, nas raras vezes Matthew lhe dirigia a palavra. A resposta era somente um olhar frio vindo daqueles olhos negros que ele tanto amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes do raiar do sol chegaram à cidade escolhida para abrigar o torneio inter-colegial. Fora separada uma hospedaria para cada escola e o brasão na porta indicava em qual casa os alunos de Hogwarts deveriam ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Matthew de Aldearan à frente de todos, a caravana se dirigiu até a porta da hospedaria. Ao descer do cavalo o professor se espantou ao ver que daquela vez Mira nem aguardara sua ajuda para descer e já andava para longe dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se pegou pensando no que poderia dizer pra ela. Já havia tentado estabelecer uma conversa durante a viagem, mas ela não havia demonstrado interesse e aquilo começava a zangá-lo e, pior, desesperá-lo. Precisava resolver essa situação antes que perdesse de vez o controle sobre ela e pusesse tudo a perder. Queria ouvir Mira falando doce com ele novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo ela se afastar para entrar na hospedaria, ele fez algo que não esperava. Matthew depois diria que foi reflexo do seu corpo. Ele segurou o braço dela e fez com que ficasse atrás das outras alunas. Os rapazes se afastaram, pois acharam que ele daria um novo sermão na lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desça depois para conversarmos. – Ele falou baixo. Ao ver que não havia reação dela ele complementou. – Por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira soltou seu braço e com uma reverência se afastou deixando um homem agoniado esperando sua resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xxxxxx&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era tão tarde assim, mas era o suficiente para que uma dama não devesse sair da cama. Mira ficara acordada esperando que suas companheiras de quarto adormecessem para que pudesse sair sem chamar atenção. Depois do que acontecera na noite anterior, achou que uma ou outra acabaria a seguindo caso saísse com qualquer desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva confirmou que as outras duas garotas estavam dormindo e se arrumou para sair. Apesar de estar com Matthew de Aldearan atravessado em sua garganta, Mira ficou querendo, e admitia que muito, saber o que ele queria falar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciosamente ela desceu e procurou Matthew. Ele estava como ela estivera na noite anterior, sentado em uma poltrona, observando o fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira não precisou falar nada, mal entrou na sala ele virou o rosto. Uma expressão de alivio e alegria se misturaram quando ele percebeu que ela atendera ao seu pedido. Ele a observou sentar em uma cadeira mais afastada, calada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew levantou da cadeira desconfortável. Seu nervosismo já o obrigara a tomar um copo de uísque antes de descer para o salão da hospedaria e sabia que ficara com cheiro de bebida no corpo, mas não teria coragem de se sujeitar ao que faria sem uma ajuda adicional da bebida. Entendia perfeitamente seu pai e sua mãe agora que se encontrava quase um cativo daquela menina que mal era ainda uma mulher de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto frio dela o gelava por dentro e ele engasgou por um segundo antes de começar a falar, decididamente atrapalhado com as palavras, quase sem jeito, brusco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Notei que seu comportamento mudou desde hoje de manhã até à noite. Achei que me sentiria melhor tendo-a por perto e que mostraria que não guardo rancor do que aconteceu na estalagem, mas não havia calculado que talvez tu pudesses ter se sentido magoada com o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respirou fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não pretendia ter sido tão rude com ti, mas fiquei extremamente possesso com o que aconteceu. Várias coisas me passaram pela cabeça e mil preocupações me gelaram o sangue quando descobri que não era só uma dama sumida (não que eu não fosse me preocupar com elas, veja bem, são minhas alunas e damas também), mas tu em especial. Creio que me senti mais responsável do que o normal. – Matthew fez uma pausa. - Mesmo com tuas habilidades proeminentes de esgrima, vejo que não me sentia pronto para deixá-la à mercê de somente elas. Até porque não comecei a te trabalhar contra inimigos em número - e um bandoleiro nunca está sozinho... Mas enfim, vejo que estou me enrolando e me explicando demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tremeu um pouco de agitação e deu as costas pra ela, se apoiando na mobília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo isso não desculpa minha rudeza na hora de me dirigir à ti mais cedo. Um cavalheiro de verdade controla suas emoções e nunca destrata uma dama e vejo que hoje nenhum de nós cumpriu à risca seu papel. - ele disse - Não deveria ter gritado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sentou, percebendo que era muito mais difícil do que ele pensava falar apenas "desculpas", que era seu plano original. Até agora havia evitado olhar para a moça, mas naquele momento ele resolveu fitá-la e seus olhos imploraram uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir as palavras que Matthew falou, Mira se sentiu desarmada. Ainda estava sim, com um pequeno ressentimento, mas não conseguiria de modo algum o destratar. Principalmente quando ele se expunha daquele modo para ela. A cada novo dia ele a surpreendia e falar que errara anteriormente era, sim, inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias o modo dos dois se tratarem mudara e Mira percebera que seus sentimentos pelo que deveria ser só seu professor eram diferentes que uma simples admiração. Mais cedo ela ficara mais chateada porque fora ele a gritar com ela, pois se fosse outro qualquer não a atingiria do modo que acontecera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto da ruiva se acalmou e ela deu um leve sorriso para ele antes de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estavas somente preocupado comigo? – Ela falou suavemente. – Eu queria ter te avisado mais cedo aonde ias, mas tu estavas dormindo. Não quis incomodar. – A ruiva se lembrara que ficou alguns minutos a admirar Matthew dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira se conteve, sentiu um impulso de se levantar e sentar mais perto dele. Queria fitar os olhos dele e perguntar se ele sentia o que ela descobria que estava sentindo. Se ele também tinha a vontade de sentir se o calor das mãos dele aqueceria as mãos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Admito que estava magoada com o modo que me trataste. Eu somente queria não ter que viajar sentada no chão da carruagem durante outro dia todo, mas entendo agora tua preocupação para comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew deixou escapar um leve suspiro, estava aliviado. Ele não conseguiria falar mais do que havia falado e ao mesmo tempo iria ficar louco se não tivesse uma resposta favorável da moça. Levantou-se e hesitou, pensando se deveria se sentar ao lado dela. Não queria se empolgar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva sentiu seu coração bater forte ao vê-lo se aproximar, sentiu seu rosto esquentar e seu estomago gelar. Mas ao contrário de outras garotas que abaixariam o rosto, ela o observava esperando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava preocupado, não poderia me dar ao luxo de perder uma esgrimista tão boa quanto você. - e ele sorriu pensando que fizera um cumprimento que a deixaria orgulhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir o que ele falara no final, Mira sentiu uma pontada de tristeza desconhecida em seu coração. Era para ter se sentido feliz e orgulhosa com o elogio, mas não era esse o tipo de preocupação que desejava que ele sentisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esgrimista? - Mira não conseguiu esconder a angústia ao ouvir aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha menina-dos-olhos, pra falar a verdade - Ele complementou e reparou que ela não evitava o olhar dele. Percebeu que talvez estivesse correndo as coisas, mas a adrenalina tomava conta das veias dele e ele queria ver até onde ele poderia chegar naquela noite. - Tenho orgulho de quem tu és. Não só na esgrima, mas como realmente és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi tomada por um rubor e Matthew sentiu-se recompensado internamente. Adorava vê-la corar, especialmente com o que ele dizia - e dessa vez ele sabia que havia tocado um ponto fraco. Duvidava que a moça tivesse esquecido o discurso absurdo de professora Gryffindor e inflara seu ego ali, falando a verdade: gostava dela como a mulher que era. Sorriu para a jovem e olhou para a janela, notou que as estrelas já estavam adiantadas. O primeiro dia do torneio não tardaria a raiar. Deveriam dormir e isso porque ele ainda deveria tomar um bom banho antes de deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É tarde. - ele disse. - Deixe-me que dessa vez, eu vou acompanhá-la até lá em cima. Não quero correr riscos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira riu ao ouvir aquilo. Ela assentiu e se levantou esperando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez uma mesura e a deixou subir na frente, roçando levemente sua mão na cintura dela quando ela passou. Seu pensamento se inflamou e ele se sentiu tentado a pegá-la no colo e levá-la para seu quarto, mas controlou-se. Antes de deixá-la na segurança de seu quarto, tomou de assalto sua mão e depositou um beijo nela que o fez tremer por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite. É bom que descanse bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E virou-se para ir embora, sem reparar que ela ainda continuava à porta o observando sair, com a mão parada no mesmo lugar, enquanto ele pensava apenas naquele toque macio e no cheiro docinho que vinha dela...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1551943744819417360?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1551943744819417360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1551943744819417360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1551943744819417360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1551943744819417360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/09/apesar-de-caravana-ter-saido-mais-tarde.html' title='Capítulo 17'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-7814358812775137871</id><published>2009-08-24T19:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T19:24:04.250-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 16</title><content type='html'>Acordou na manhã seguinte com uma leve ressaca. A cabeça doía e ele precisava reunir aqueles pestes para irem logo pra porcaria do torneio e acabar com tudo isso. Matthew ficava extremamente irritado quando seu corpo dava sinais de não estar acostumado com a quantidade (enorme) de bebida que ele tomava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor? – um dos rapazes perguntou um tanto quanto receoso – Uma das moças foi reportada pelas companheiras como desaparecida. Ninguém a viu desde a noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor passou os olhos pela turma de homens que ele ajudava a formar e tentou identificar um possível culpado para descontar o ódio de ter sido atrasado. Queria chegar rápido ao local do torneio pra poder descansar antes de encontrar com os outros homens-de-arma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem Smith? – ele retrucou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow, sir. – ele respondeu quase como se pedindo desculpas pela moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito de Matthew inflou de uma mistura de raiva e preocupação. O que teria acontecido com sua protegida? Então ele não a vira subindo as escadas para seus aposentos? O que ela teria feito? Alguém a teria raptado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu correndo para dentro da estalagem e foi buscar professora Hostilia. Ela estava com as outras duas moças, sentadas no sofá da sala de convivência da hospedagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual de vós foste a última a ver Lady Barlow? – perguntou ele quase cuspindo ao falar a ultima palavra. – Respondam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três entreolharam-se assustadas. Até mesmo a professora mão-de-ferro parecia assustada com o professor de ressaca, monstruoso em sua raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu. – disse Lyra, a corvinal. – Subimos juntas para o quarto e eu estava prestes a dormir quando ela disse que iria buscar água para tomar, pois tinha sede. Eu ia atrás dela, mas já estava completamente vestida para dormir e temi que algum homem me visse assim. Como havia uma bandeja com uma jarra de água no corredor ao lado do quarto da professora, presumi que ela voltaria logo. Devo ter adormecido, pois não me lembro de ouvi-la voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew ouviu-a atentamente e sua mente presumiu que nesse momento, a lufana deveria ter ido lá para o salão. Logo, o último a encontrá-la fora ele próprio, entretanto recordava-se quase com certeza de que a vira subindo as escadas de volta ao quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mandem vasculhar todos os quartos da estalagem. – O professor voltou-se para um rapaz que trabalhava no local que estava por perto. – E torça para que ela não tenha sido encontrada no quarto de algum outro hóspede aventureiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos cruzaram os dedos, enquanto o professor subia, ele mesmo, para revirar o lugar inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;******&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira terminou de escovar Scadufax e pela posição do sol no céu, viu que o dia já havia nascido há algum tempo e que ela provavelmente perdera a hora ao cuidar de seu corcel. Este último relinchou de contentamento ao ver-se livre das escovas protetoras que ele tanto não gostava. O cavalo não podia negar que era confortante ver-se sem os nós que infestavam seu pêlo, mas ao mesmo tempo, detestava a sensação das cerdas passeando por seu pelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem, por outro lado, achava relaxante cuidar de seu companheiro e fora justamente por essa propriedade que ela desistira de tentar algum sono reparador, passara por seu professor de História Antiga adormecido e viera até o estábulo olhar por Scadufax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver que o dia já corria, se preocupou com o horário, afinal, Matthew havia dito que partiriam cedo, bem cedo. Arrumou seu material e correu pelos fundos para tentar alcançar o quarto sem ser vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira! Finalmente! Onde tu estavas? – ouviu uma voz atrás de si e virou para reconhecer Jake de Malvoisin, o Vesgo, na porta do estábulo. – Puta merda, que susto que nos deste. Está todo mundo te procurando, achamos que alguém havia lhe feito algum mal. Graças a Deus, estas bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vesgo correu até a menina e deu-lhe um abraço. O rapaz não tinha muitos pudores com as damas, especialmente aquelas a quem ele considerava amigo. A principio, ele gostara da idéia de que moças pudessem competir com os homens no torneio inter-escolar, para que elas pudessem humilhar alguns idiotas, mas assim que vira sua amiga desaparecida, desejou que elas nunca mais tivessem que fazer uma viagem tão longa com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou bem, Vesgo. Eu só acordei cedo para vir cuidar de minha montaria. - Ela falou meio sem graça com o abraço do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não tens idéia do quanto preocupou todo mundo. – Ele olhou para a garota. - Nossa. Estas toda suja de pêlo de cavalo e barro. Lady Gryffindor vai querer te arrancar a pele e ela não é a única... Sei que o professor Aldearan está de mau humor hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois andaram lado a lado, enquanto um Vesgo aliviado falava sem parar sobre o quanto ele nunca mais a deixaria desacompanhada naquele torneio. Ele era um bom amigo, pensou Mira, angustiada com a recepção que teria ao aparecer naquele estado para o resto do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, eu a achei! – gritou subitamente o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew virou para o lugar da onde tinha vindo o grito e uma onda de alívio misturada com nervoso invadiu seu ser. Por um lado, ele queria abraçá-la e enchê-la de beijos e carinhos, dizendo que ela nunca sairia do seu lado enquanto ele vivesse. Já tivera um gosto de preocupação por ela ter sumido uma vez e não planejava passar por isso de novo. Por outro lado, ele queria quebrar o pescoço daquela desgraçada por fazê-lo se preocupar e passar vergonha na frente de outros alunos e garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ONDE a senhorita estava? – ele perguntou vociferando com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor Aldearan, eu fui até o estábulo preparar a minha montaria para o torneio. Eu havia pensado em montá-la hoje até a cidade para acostumá-la com o ritmo de corrida e fui checá-la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- DESACOMPANHADA? SEM AVISAR NINGUÉM? SEM QUE UM HOMEM A ESCOLTASSE? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina baixou a cabeça, nervosa por tais palavras e ao mesmo tempo pesarosa porque sabia que havia preocupado e atrasado a todos. Matthew se descontrolou e extravasou toda a raiva que estava sentindo desde o começo daquela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E se alguém a tivesse feito mal? E se tivesse sido seqüestrada por bandoleiros? Se houvessem manchado tua honra? – Ele segurou o braço dela com força - O QUE LHE PASSOU PELA CABEÇA QUANDO SAIU DA ESTALAGEM ANTES DO SOL NASCER?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira mordeu os lábios, segurando as lagrimas. “Não vou chorar, esse desgraçado não vai me fazer chorar.”, ela pensou consigo mesmo e não conseguiu responder à pergunta. O professor percebeu que ela não conseguia falar e virou-lhe as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já perdemos tempo demais. Vamos embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele afastou-se e foi selar seu cavalo, enquanto todos os outros se apressavam a arrumar suas montarias e trazer suas bagagens para seus respectivos lugares. Mira olhou o resto das pessoas e viu uma das moças se aproximando com a professora Hostilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai meu Deus, lá vem.”, ela pensou com um arrepio cruzando-lhe a espinha. A professora mirou-a de cima abaixo e a menina preparou-se para receber uma reprimenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se eu não estivesse tão debilitada por causa de minha poção, a senhorita haveria de ouvir umas lições. – disse a mulher enquanto apoiava-se levemente na aluna que a ajudava – Milady Stevenson, leve-me até a carruagem. E tu, - e apontou para Mira - limpe-se com puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corvinal assentiu e cambaleando um pouco, foi cumprir a ordem da mestra, enquanto a lufana corria para dentro e pegava suas coisas, sacando um lenço de dentro das vestes e já se espanando pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estava prestes a subir no cavalo quando foi interrompido por uma moça, extremamente tímida de falar com um dos professores mais respeitados da escola, que disse com voz baixinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é? – ele respondeu rispidamente, para depois acrescentar um rigoroso – milady.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fale!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos um pequeno problema com nossa carruagem. - ela terminou e baixou a cabeça, como sempre fazia quando estava na presença dele. - A professora Hostilia está dormindo e não há espaço para todas nós. Para virmos, uma de nós ficou sentada no chão o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou para refletir. Sua vontade era dizer que elas que se apertassem, mas sabia que seria muito rude e desrespeitoso com elas. Mas que porcaria de problema também! Sua testa franziu ao ver Mira se aproximando, esbaforida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu poderia ir montada em Scadufax e já prepara-lo para a prova... professor. – ela disse, acrescentado a última palavra com desgosto. - Era minha idéia inicial quando fui cuidar dele e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero ouvir tuas desculpas, Milady. – ele disse – E tampouco posso deixá-la montar sozinha num cavalo enquanto estivermos numa estrada. Tenho outras coisas com as quais me preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou aquilo e pôs-se a pensar. Deixa-la montar estava fora de cogitação, iria ser uma fonte a mais de nervosismo. Tinha que arrumar um modo de resolver aquele problema que havia surgido numa hora inoportuna. Talvez se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom. – ele começou. – Façamos o seguinte então. Não posso deixar milady montar sozinha, mas certamente não te incomodarás se for na minha montaria. Não vou deixá-la tampouco com um dos rapazes, como modo de não gerar qualquer dúvida sobre sua honra, mas creio que não teremos problema se montares comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia o agradava cada vez mais a partir do momento em que pensara nela. Mira estava um tanto quanto chocada com o que fora proposto. Detestara ter sido exposta naquela bronca que ele lhe dera e nem pudera se explicar e agora, detestaria ainda mais ter que conviver com ele - bem próxima - durante o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está decidido. – ele falou, abrindo um meio sorriso. – Milady, volte para sua carruagem e Lady Barlow, venha comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva andou ao lado do professor o tempo todo com a cabeça baixa e os punhos cerrados, sinal que estava fazendo algo a contragosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew subiu no cavalo e sem que dissessem uma palavra estendeu sua mão, a colocando montada junto dele. Com um levantar de mãos todos saíram para aquele último dia de viagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-7814358812775137871?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/7814358812775137871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=7814358812775137871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/7814358812775137871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/7814358812775137871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/08/capitulo-16.html' title='Capítulo 16'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-3049815057952113584</id><published>2009-08-11T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T07:44:23.549-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 15'/><title type='text'>Capítulo 15</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A viagem durante o dia foi calma, tantos para os alunos quanto para os professores. Hostila dormira a dia todo, sob efeito de sua poção e em nenhum momento incomodara as garotas com seus comentários. Em compensação as três meninas se ajeitaram para sentar em um lugar onde normalmente ficariam duas. Isso não seria um grande incomodo se a viagem não fosse corrida, com pausa somente para duas refeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada na hospedaria onde ficariam pelo pernoite foi bem recebida principalmente pelas garotas que queria esticar as pernas e sair do aperto que era a condução delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o jantar a professora Hostila estava bem acordada e criticou os modos e a arrumação de Mira à mesa. Durante a viagem a ruiva ficara sentada no chão da carruagem para deixar as outras mais confortáveis, além dela mesma, mas isso a levou a ficar com dor na coluna e um rosto extremamente cansado. Para a professora, ela não poderia se apresentar para o jantar com aquele rosto e deveria ao menos tentar disfarçar arrumando o cabelo corretamente, mesmo não tendo ninguém à mesa além das garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes tinham um horário mais flexível e não tinham a obrigatoriedade de ficar na hospedaria, nem para o jantar. Eles tinham toda uma vila para conhecer e se divertir, somente deveriam estar inteiros para a continuação da viagem no dia seguinte. O mesmo valia para o professor que era responsável por eles, que saíra para comer com seus alunos, mas decidira voltar mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na hospedagem Matthew viu que ainda havia alguém na parte separada para descanso, perto da lareira. Viu que era uma mulher e pelo horário sabia que somente Mira teria a coragem para estar ali, sozinha. Coragem ou insensatez, ele diria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava sentada em uma cadeira, olhando fixamente para o fogo. Segurava suas longas madeixas na frente, enquanto suas mão mexiam, arrumando e desarrumando uma trança. Seus olhos, apesar de fixos, estavam longe, junto com sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew se perguntou se ela o aguardava ou se algo a perturbava. Ele se lembrou que bebera antes de voltar, não esperava encontrar ninguém, muito menos ela. Ele não devia explicações de seus atos e nem estava fora de sua consciência, mas algo no fato de estar com cheiro de bebida e sentar ao lado daquela linda mulher o incomodava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira virou o rosto, sentindo que tinha alguém parado atrás. Ouvira passos de alguém entrar e prestou atenção que o mesmo não continuara. Ao ver Matthew parado ali ela se perguntou por que ele não se aproximava. Ao pensar isso a ruiva percebeu que não estava ali somente porque ficara incomodada com o que ouvira de sua professora durante o jantar, mas o estava esperando. Queria conversar com alguém, queria conversar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se ver alvo dos olhos negros de Mira, ele decidiu que iria ate a sala, mas um pouco afastado dela. Ele sentou em um banco e olhou para ela. Naquele momento que o mestre de esgrima viu aquele rosto angelical iluminado pelas chamas da lareira ele despertou e junto todo o seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professora Griffyndor falou que eu sou bruta... – Mira falou olhando as chamas. As palavras usadas por sua professora a atingiu mais do que queria admitir. – Que sou um homem escondido dentro de um vestido e por isso iria competir em montaria. Que nunca terei um marido, pois nenhum homem aceitaria uma meia mulher masculinizada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internamente ele sorriu ao ver que ela estava esperando por ele, mas sentiu uma pontada de tristeza ao ver o olhar dela, perdido. Não se lembrava quando foi a vez que a vira assim, principalmente por palavras vindas de uma professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabes minha opinião sobre mulheres tentarem ser iguais a homens, do mesmo modo que sei a tua. Mas posso afirmar que mesmo a vendo manejar muito bem uma espada, nunca, em nenhum momento, a vi como um homem... – “e nunca a veria”, ele completou mentalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela virou a cabeça e observou bem o rosto de Matthew. Pode sentir pelo cheiro dele, provavelmente estava em uma taverna e se perguntou se lá ele estava acompanhado ou não. Esse segundo pensamento a incomodou de um modo que não imaginava possível e a ruiva se viu perguntando o por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada Matthew, era o que eu precisava ouvir. – Ela falou desfazendo mais uma vez a trança que estava em seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele virou o rosto ao ouvir Mira o chamar pelo seus primeiro nome querendo observá-la melhor. Ao vê-la jogar seus cabelos, agora soltos, para as costas, Matthew buscou uma sobriedade para se controlar. Estava cada vez mais difícil segurar a necessidade que seu corpo sentia em saber o sabor daquela pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor subir e descansar, amanhã teremos um dia longo antes de chegarmos, à noite, na cidade onde será o torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavalheiro dentro dele precisava que ela saísse de perto dele o mais rápido possível. Ele podia ver que se ele avançasse naquele momento até poderia ter o que queria, mas não como queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem assentiu e se levantou, deixando atrás um homem que a cada dia que passava a via como sua mulher. Ele sorriu enquanto a via subir as escadas e segurou firmemente os impulsos de ir atrás dela e arrasta-la tal qual animal toma sua fêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-se um animal muitas vezes, mas sabia que Deus fizera os homens daquele jeito com um propósito e não se envergonhava de suas necessidades. Era curiosa sua relação com o olfato inclusive. Muitos dos animais reconheciam uns aos outros pelo cheiro, inclusive sabendo se uma fêmea no cio estava por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mira estava no recinto, ele sentia seu cheiro invadindo-o e hipnotizando-o, algo de jasmim e sândalo com o perfume único de mulher que ela exalava. Era o único cheiro que ele conseguia lembrar de cabeça, algo que o excitava só de pensar de senti-lo no pescoço da dona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tivera isso com nenhuma mulher por quem eventualmente tivesse se apaixonado, ou só simplesmente sentido desejo.  Era algo único, novo, uma fome que não podia ser saciada, uma coceira que não podia ser coçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desgraça do sorriso dela, o cabelo vermelho que ocupava sua mente. Sentado no salão da taverna, ele olhava para o fogo tentando se acalmar e enxergando ali o jeito de sua amada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou adormecendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-3049815057952113584?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/3049815057952113584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=3049815057952113584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3049815057952113584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3049815057952113584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/08/viagem-durante-o-dia-foi-calma-tantos.html' title='Capítulo 15'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-2933383076291424205</id><published>2009-08-03T12:09:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T12:09:55.823-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 14'/><title type='text'>Capítulo 14</title><content type='html'>&lt;p&gt;As cores novas da manhã começavam a pintar o céu dando bom dia aos que já.se encontravam despertos. Um grupo de pessoas estava parado à frente de Hogwarts. Junto também estava uma carruagem com o brasão da escola e vários cavalos prontos para saírem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos as escolas de magia do continente europeu se encontravam em um torneio intercolegial para uma confraternização e também distribuição de prêmios e prestígio aos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença era que naquele ano acontecera uma mudança, malquista por alguns, bem vinda por outros. Nesse ano as alunas poderiam participar e não seria somente em disputas consideradas ‘de mulher’. Teriam torneios mistos, onde alunos e alunas competiriam em pé de igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns professores culparam Hogwarts, que no início daquele ano fizera algo parecido, dando mau exemplo para outras escolas. Outros aplaudiram, falando que a Escola de Magia da Inglaterra era pioneira, que tinha visão futurísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos que se encontravam naquela manhã no lado de fora do castelo, com suas bolsas de viagem prontas, não se preocupavam com isso. Os garotos não viam ameaça das garotas que iriam competir, menos ainda das de Hogwarts. Só três garotas quiseram ir e competir e dessas somente uma iria competir diretamente com os rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Hostila Griffyndor, responsável pelas alunas, parou no lado de fora do castelo olhando para a carruagem a sua frente. A ela não agradava em nada aquela viagem, mas a agradava menos ainda deixar aquelas meninas a mercê de idéias progressistas. Ela tinha a missão de preservar os ideais de Hogwarts na mente  das alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou em volta e viu que somente uma das alunas estava presente. Sabia que as outras tinham ainda cinco minutos para chegar e em resposta a segunda aluna parou ao seu lado cumprimento-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Falta Lady Barlow. Se ela se atrasar, não irá conosco. – Falou alto a professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da lufana chamou a atenção do professor responsável pelos rapazes, Matthew de Aldearan, Mestre de Esgrima. Ele olhou para a porta do castelo se perguntando onde estaria a ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que soube que garotas iriam participar do torneio e iriam na mesma viagem, ele fez questão de estar perto para cuidar daquela que um dia seria sua. Ele tinha a obrigação de salvaguardar a honra da sua futura mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto de Mira apareceu esbaforido ao lado da professora. Falando entrecortadamente ela cumprimentou a todos. Era visível que a lufana correra para chegar a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpem... o... atraso... – Ela falou colocando sua bolsa no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tuas desculpas não são suficientes, principalmente ao ver seu estado. Te recomponhas! E vocês duas me sigam. - Griffyndor falou rispidamente e andou até sua carruagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou atravessado para a professora e mais ainda para os rapazes que olhavam para ela e riam. Ela sabia que a maioria deles a criticava por ir e competir diretamente com eles. Não iriam admitir que se sentiam ameaçados com a possibilidade de perder para uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tentava arrumar seu cabelo com uma das mãos, ela abaixou a outras para pegar sua bolsa de roupas e levar até a carruagem, não esperava que alguém a ajudasse. Para sua surpresa a bolsa não estava mais no chão e sim na mão do seu professor de História Antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acredito que irás precisar das duas mãos para arrumar estes fios que estão caídos em teu rosto. - Matthew falou seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente de todos que ali estavam ele não iria expor Mira e mostrar o começo de intimidade que tinham. Desde que se percebera amando a ruiva, o modo de tratá-la mudou. O desejo que sentia cresceu a cada dia, mas ao mesmo tempo ele controlava mais seus instintos, principalmente na frente de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ultimo mês ele passou a respeitar também a esgrimista que ela se tornara. Matthew estava impressionado com a velocidade com que Mira aprendia o que ele ensinava. A vontade dela em sempre querer saber mais fazia com que eles ficassem horas juntos e ela não reclamava em nenhum momento, nem por sono nem por cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada. - Ela sorriu para ele agradecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contragosto a ruiva entrou na carruagem e se acomodou ao lado de uma aluna que pelas vestes era da corvinal. Até aquele momento nenhuma das três garotas tinham sido apresentadas uma a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora Hostila falou para que elas se comportassem e que obedecessem ao que o professor falasse. Para que não se preocupassem com a segurança, pois os alunos do mestre de esgrima eram os melhores e elas estariam seguras. Ao ouvir isso Mira sorriu ao imaginar o rosto de Griffyndor se ela a visse empunhando uma espada ao lado dos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prestem atenção agora. Eu não consigo viajar muito tempo que fico enjoada e como não é nada belo uma dama com o estômago fraco, irei tomar uma poção que me fará dormir e relaxar a viagem inteira. – Ela falou com o pequeno frasco na mão. – Só me acordem se for algo de extrema urgência. O Professor Aldearan já está ciente e irá ficar perto de nossa condução, nos guardando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três garotas somente assentiram com a cabeça. Nenhuma delas em sã consciência iria contradizer qualquer coisa falada por Hostila. As três não teriam como saber, mas ao mesmo tempo agradeceram pela poção que as daria um pouco de descanso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte minutos depois a corvinal ao lado de Mira falou com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que ela dormiu mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que sim. – Mira falou sem pensar se alguma das outras gostava ou não da professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três garotas sorriram e começaram a conversar, contando o que esperavam daquela viagem e se ganhariam ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algumas horas a carruagem parou para a surpresa das garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Irão sair e esticar as pernas para comer? – Matthew falou ao abrir a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um olhar do professor, um dos alunos rapidamente se colocou ao lado da carruagem, ajudando as jovens a sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira foi a última a descer e olhando pra trás perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Devemos acordar a professora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que seja uma boa idéia. Pedirei a um dos garotos que monte guarda na carruagem para que nada lhe perturbe o sono. – Matthew respondeu espiando para dentro do coche e em seguida oferecendo a mão para ajudar a sua garota a descer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-2933383076291424205?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/2933383076291424205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=2933383076291424205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/2933383076291424205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/2933383076291424205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/08/capitulo-14.html' title='Capítulo 14'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-3746071684028221345</id><published>2009-07-27T13:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T13:43:05.716-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 13'/><title type='text'>Capítulo 13</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Quando Mira entrou pela porta naquela quinta-feira, Matthew não conseguiu conter um suspiro de alívio. O professor não tinha certeza se ela iria aparecer naquela semana. Ou na próxima. Ou nas outras todas. Um sorriso apareceu nos lábios dele quando ela o cumprimentou normalmente e sentou-se na poltrona onde ela usualmente esperava que ele terminasse o que estava fazendo para a aula começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje... – ele respirou fundo. – nós vamos continuar o nosso treinamento de experiência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela perdeu o fôlego e deixou soltar um gemido frustrado ao ouvi-lo dizer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paciência, me deixe terminar milady. – ele apressou-se em dizer. – Eu não vou machucá-la hoje. – “Nem nunca mais, se eu puder evitar”, ele adicionou em pensamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pareceu visivelmente aliviada e Matthew deu um pequeno sorriso para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então o que vamos fazer hoje? – ela perguntou, timidamente, já levando a mão à espada que estava ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vai precisar da espada hoje. – o professor disse e a jovem imediatamente a largou, com um olhar confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não? – ela repetiu, um pouco incrédula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew pegou uma almofada e colocou no chão, sentando-se à frente de onde havia posto. Então, delicadamente apontou para ela, acompanhado de um convite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira abaixou-se, um pouco desconfortável e desconfiada. Depois da aula anterior, a ruiva já não tinha certeza do que o seu professor poderia ou não fazer. Ao colocar-se no lugar, cruzou as pernas e apoiou a cabeça numa das mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou ouvindo-o. – ela disse-lhe, baixinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem. – o professor retrucou e tirou algo do bolso das vestes. Era simples, cúbico e por um instante Mira pensou que fosse o mesmo dispositivo que causava choques elétricos da aula passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Matthew levantou-o á altura dos olhos e ela percebeu que era um dado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmm. – ela ainda estava desconfortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não te preocupes, não vamos apostar nada. Não vamos usar esse dado para qualquer outra cosia além de um fim lúdico. Não serás punida por causa disso e eu não vou contar à ninguém. Tens a minha palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estava se esforçando para que ela ficasse um pouco mais à vontade, e seu esforço foi recompensado com um pequeno suspiro. Ela voltou a focar nele e quando o professor sentiu que tinha sua atenção, recomeçou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É apenas um jogo. Eu jogo o dado primeiro e depois tu jogas. Se o meu número for maior do que o teu, eu marco um ponto. Se obtiveres um número maior do que o meu, nada acontece. Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. – ela afirmou com a cabeça e Matthew lançou o dado à sua frente. Cinco. Mira o pegou e atirou um quatro. Ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor lançou novamente e o tempo foi passando até que o placar estivesse 23 a 0, quando a ruiva começou a perder sua paciência, sem entender o verdadeiro propósito da atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor... – ela disse timidamente e Matthew deteve-se por um momento antes de jogar o dado. – Não deveria agora ser o meu turno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem balançou a cabeça e tirou um 5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouviste as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles continuaram o jogo por mais alguns minutos, quando a ruiva estava prestes a perder a cabeça e os nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me dê aqui! – e ela pegou o dado antes que ele pudesse buscar sua vez para jogar. Quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew permaneceu impassível e lançou um três. Então, para a surpresa dela, ele simplesmente anunciou calmamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ponto teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira, então, percebeu qual era o verdadeiro truque envolvido nesse jogo: se você não joga primeiro, não marca um ponto. Começou naquele momento, uma verdadeira batalha para ver quem pegava o dado primeiro e o lançava, para poder marcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ponto! – ela – Ponto. – ele. – Pontooo!! – ela – Ponto. – ele. – Ponto! Ponto de novo! – ela. – Ponto. – ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, numa breve rodada onde os dois estavam com os ânimos exaltados pelo resultado quase empatado – 62 x 61 para ele. – as mãos correram ao mesmo tempo para o tapete onde estava o dado e se encontraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva imediatamente recuou a mão, encolhendo-se em seu canto e Matthew, ao sentir um arrepio de prazer subir-lhe a espinha, decidiu que era hora de encerrar a prática por aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aprendemos com isso hoje, milady? – ele perguntou-lhe, guardando o dado dentro de uma gaveta em sua escrivaninha, enquanto ela apanhava sua bainha e guardava dentro das vestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem ataca primeiro, ganha? – ela arriscou para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rapidez mata. – ele retrucou, voltando-se para ela e pegando-lhe gentilmente o braço para acompanha-la até a porta. – Se és quem joga primeiro, estás sempre na melhor posição, porque o outro está apenas defendendo teu ataque. Ele tem duas opções: defender ou levar o dano. Cuidado para nunca acabar numa posição assim, porque não terás chance de ganhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela assentiu com a cabeça e sorriu para o professor enquanto ele segurava aberta a porta do alçapão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que... – ele começou, com uma voz estranha e respirou fundo. – Espero que não tenha sido uma aula tão ruim quanto a anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a jovem entendeu que esse era seu modo de se desculpar pelo que a havia feito sofrer na última aula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As duas aulas foram excelentes. – ela garantiu-lhe. – Algumas lições doem mais para ser aprendidas do que outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o professor entendeu que esse era o modo dela de dizer-lhe que estava perdoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. Fico feliz que tenhas compreendido esse fato. – Matthew assentiu com a cabeça, seriamente. – Até nossa próxima aula, Lady Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até, professor, senhor. – ela o cumprimentou com uma graciosa curvatura de vestido e saiu do recinto, deixando o homem sentado na sua escrivaninha, acompanhado de uma garrafa de firewhisky e boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descuuulpem!!! Julho foi fogo de conseguir abrir um computador... Sorry!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem ^^&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-3746071684028221345?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/3746071684028221345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=3746071684028221345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3746071684028221345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/3746071684028221345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/07/capitulo-13.html' title='Capítulo 13'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-4220044397653513439</id><published>2009-06-29T06:27:00.001-07:00</published><updated>2009-06-29T06:29:54.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 12'/><title type='text'>Capítulo 12</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Matthew deu um leve aceno com a cabeça quando Mira entrou na sala de aula, carregando sua espada e bainha. O professor não virou-se para falar com ela, continuou juntando o material que iria precisar para aquela aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina esperou pacientemente sentada numa das cadeiras do recinto, enquanto ele ajustava um pequeno dispositivo e murmurava algumas palavras mágicas. Depois, ele se levantou e deu um sorriso satisfeito para a ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que estejas preparada para uma aula bastante distinta, milady. – ele começou e a referida se encolheu um pouco na poltrona onde estava. – Hoje vamos trabalhar com algumas regras básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu imaginei que já estivesse fora do ciclo básico. – ela murmurou baixinho, mais para si mesmo do que para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, estás. – ele respondeu, sorrindo. – Mas esse é o treinamento de regras básicas de um guerreiro. Geralmente, os soldados acabam aprendendo isso em batalha, mas eu posso reproduzir algumas condições para atingir os efeitos desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira manteve-se calada e ficou pensando no que poderia estar por vir. Matthew se aproximou dela e estendeu sua mão para que levantasse. Então, sem jeito, demorou-se para decidir se ele mesmo iria prender o dispositivo ou se pediria para que ela o fizesse. O decoro venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu preciso que você ajuste essa caixinha em algum lugar do seu corpo, preferencialmente na parte de cima das suas vestes. – ele pediu, entregando-lhe cuidadosamente na palma da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um cubo preto e com um feitiço aderente numa das faces. A menina o olhou interrogativamente, mas ele não disse nada. Então, ela prendeu a pequena caixa ao lado de seu ombro direito e ele se colocou no outro lado do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa será sua primeira lição, Mira. – ele disse, deixando escapar o nome dela, que ele tanto gostava de falar. – Me machuque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva arregalou os olhos e respondeu com um sonoro ‘Quê?’ de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu me ouviste corretamente. – ele confirmou e repetiu. – A tua primeira lição consiste em me machucar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou para a espada em sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes utilizar sua varinha. – Matthew adicionou. – Aliás, podes utilizar tudo que estiver ao seu alcance, mas tu tens que me machucar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem ficou um instante muda. “Eu não quero machuca-lo. Ele nem está com qualquer tipo de arma! A varinha e a espada dele estão guardadas!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estou ficando impaciente, Mira. – ele avisou. – Ou me machucas ou vamos acabar com nossas aulas hoje mesmo. &lt;br /&gt;Ela suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, então, nossa aula acabou. Tu não tem o que precisa para ser um bom guerreiro e, portanto, não tem o menor sentido eu continuar te ensinando como lutar. Não sei por que perdi meu tempo. – ele falou e saiu da posição onde estava, descruzando os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espere... – ela falou subitamente. Estava tentando se acostumar com a idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Confie em mim. Me machuque. – o professor falou para ela e olhou diretamente em seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva deixou se perder nos olhos verdes daquele homem por um instante apenas e suspirou novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sem aviso, com uma vontade fora de si, Mira tentou dar uma estocada no ombro de seu professor. Naquele momento, um choque estranho partiu de seu ombro e atingiu no corpo inteiro. Ela parou, imobilizada, sem ar do susto e da dor. Não conseguiu gritar e ele a observou cair de joelhos, com o coração na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira?– ele a chamou, sem sair do lugar onde estava colocado. – Levante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ouviu o comando dele e tentou se colocar de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O... que... foi... isso? – disse, entre uma tomada de fôlego e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu ajustei a caixa para te dar um choque cada vez que você tentar investir contra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUÊ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. E a lição ainda não acabou. Tu precisas me atingir! – ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo soou muito cruel para a cabeça dela e dele. A jovem ficou extremamente indignada com seu professor, que a machucava enquanto tentava fazer com que ela o machucasse. Soava como uma brincadeira sadomasoquista. E ele sentiu-se mal por estar submetendo-a àquilo, mas era a primeira lição crucial que um guerreiro aprendia em batalha. Se ela não conseguisse sobreviver àquilo, bom, ela não seria nunca uma boa espadachim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raiva deu um novo ânimo de energia na disposição de Mira para machucar aquele homem à sua frente. Investiu novamente com fúria, dessa vez lançando seu corpo inteiro em cima dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- AAAAAH! – ela deixou escapar enquanto o choque percorria seu corpo, não menos pior do que na primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira, precisas te levantar. – ele a comandou novamente, enquanto a assistia voltar ao chão, depois do golpe que a caixinha lhe aplicara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tem que haver algum truque”, ela pensou consigo mesmo. “Algum jeito de atingi-lo que não faça isso me dar choque. Alguma coisa.”. E Matthew percebeu pelo jeito como a menina olhava ao seu redor no que ela estava pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existe. Vais me atacar e vais tomar choque. Tu precisas ser forte e agüentar como um... – ele ia dizer homem, mas trocou a palavra - ... guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira entendeu o que ele iria dizer e ficou ainda mais raivosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela situação se repetiu por ainda mais algumas vezes, até que o ódio que tomou conta do corpo dela venceu toda a dor que estava sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... – *choque* – VOU – *choque* – CONSEGUIR – *choque* – SEU BASTARDO! – *choque* – *choque* – *choque*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva tentou não cair quando a seqüência de choques tornou-se quase ininterrupta e avançou o mais rápido que pode para o homem que estava a sua frente, com o coração na boca e olhos esperançosos. Ela enfiou com tudo a espada no pé do homem e ele soltou um grunhido de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você conseguiu. – disse ele, enquanto parava para tomar ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva colapsou no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu enquanto arrancou com tudo a espada cravada em seu pé e foi até o armário para procurar os primeiros socorros que iriam estancar o fluxo de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira acordou deitada em cima de um monte de mantas acolchoadas no chão da sala de seu professor. Demorou alguns instantes para lembrar do que havia acontecido e sentiu a raiva queimar suas bochechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi tudo aquilo? – Ela perguntou, sentindo seu corpo doer, ao ver o professor sentado ao seu lado, observando-a. – Há quanto tempo estou aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma hora, mais ou menos. – ele respondeu e acrescentou, numa voz que mal disfarçava o orgulho em sua voz. – Parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu e Mira estendeu a mão para lhe dar um tapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisa, já me machucaste o suficiente hoje. Vês? – ele apontou para o pé, que estava enfaixado e ensangüentado. – Isso foi a sua espada e se fosse um inimigo você o teria debilitado seriamente com uma hemorragia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou por um instante para respirar e repetiu o “Parabéns”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns pelo quê? – ela perguntou, com a fúria contida na voz. – Por ter te machucado e me machucado? Por ter sido idiota de não ter parado antes de te acertar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a observou cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu podes ainda não ter racionalizado, mas acabou de aprender a primeira lição do guerreiro em batalha. – ele explicou. – A maior parte dos soldados entra em combate muito mais preocupado em não se machucar do que acertar alguém. O bom guerreiro SABE que vai se machucar, que vai doer. Mas ele não pára. Ele está lá para acertar alguém. E é esse seu objetivo. Machucar, não importa o quanto estás sendo machucado. E quando conseguiste fincar tua espada em meu pé, apesar de saber que levaria choques, teu corpo, teu coração e teu espírito entenderam isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew prendeu a respiração para ver como a menina reagiria ao que ele havia dito. Esperava que ela o compreendesse e perdoasse, mas sabia que estava fazendo a coisa certa, se ela quisesse continuar a aprender a lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... entendo. – Mira respirou fundo. Sua cabeça estava confusa. Ela havia entendido exatamente o que ele havia feito, mas não conseguia se impedir de estar com raiva. Ao mesmo tempo, não queria entender. Ele a havia machucado! Ela o havia ferido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei o que estás passando. – ele falou, suspirando. – Eu passei pela mesma lição. De uma forma pior. Eu estou tentando fazer com que seja menos doloroso com ti, mas não pude evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... preciso me recolher. – ela disse e ele, pela primeira vez desde que haviam começado esses encontros lúdicos, temeu que ela fosse abandoná-lo em suas lições. Matthew a ajudou a levantar e a levou até a porta, dando em sua mão um frasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tomes antes de deitar, vai acordar bem pela manhã. – ele recomendou, olhando para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada. – ela respondeu, também olhando para o chão. – Até a próxima, professor, nesse mesmo horário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu e acenou enquanto ela partia. Estava orgulhoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-4220044397653513439?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/4220044397653513439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=4220044397653513439&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/4220044397653513439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/4220044397653513439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/06/capitulo-12.html' title='Capítulo 12'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1141202690136530154</id><published>2009-06-22T08:04:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T08:11:26.616-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 11'/><title type='text'>Capítulo 11</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Havia se passado poucos dias desde que a ouvira chamar diretamente pelo nome e desde então ele quase não a vira mais. Matthew de Aldearan contava os momentos em que ficou sozinho com sua pupila e, para sua felicidade, aumentava cada vez mais e também pela vontade dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela seria a semana de provas na escola então ele achou mais sensato não marcarem nenhum treino até chegar o final da semana ou ela poderia adormecer em cima do pergaminho. O que não quer dizer que ele não sentisse falta de poder se dirigir a ela com mais intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite de quinta-feira e ainda faltava mais de um dia para poder finalmente voltar a dar aulas à Mira. O professor de historia não precisava se preocupar em descansar, pois, no dia seguinte, não teria classe nenhuma a dar, mas, para os padrões da sociedade, ainda era cedo para começar a beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, deve te recolher antes que algum aluno o veja neste estado. – o zelador da escola falou ao entrar na sala para entregar um recado do prof. Slytherin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estava na sua sala e até por isso não se preocupara com as aparências. Não acreditava que alguém fosse falar com ele na noite anterior as ultimas provas e por isso não se recolheu para experimentar a sua nova garrafa de firewisky, presente de um pai agradecido por ter ensinado disciplina ao filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco irritado por ter ouvido repreendas de alguém inferior e mais ainda por que não estava em estado mental para responder antes que o outro saísse da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saco! *ic* Melhor eu *ic* fica na paz da minha sala de aula, *ic* onde poderei ao menos imaginá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de já estar em um estagio onde muitos o chamariam de bêbado, Matthew não teve dificuldades em subir para a sala de treinamento de esgrima. O seu maior problema foi como levar sua garrafa e seu copo junto, mas uma bolsa bem presa foi uma solução rápida achada pelo mestre de esgrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso estampado no rosto ele se jogou na cadeira utilizada para estudo dos livros de esgrima, um local ultimamente utilizado somente por sua aluna, pois seus alunos preferiam aula pratica e somente poucos escolhidos tinham a honra de poder ler os livros de Matthew de Aldearan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Droga... A garrafa não vai durar nem uma hora e a outra está na sala abaixo... – Ele praguejou em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom, assim tu paras um pouco e respiras. – Uma voz em tom zangado falou atrás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira fora para a sala de esgrima para tentar estudar a parte teórica de poções, aula que não era muito boa. Ela se sentia bem naquela sala, mais relaxada e, aproveitando o silencio do local, ficou o final da noite toda lá estudando. Somente parou ao ouvir o dono da sala chegar e sentar na cadeira, colocando sua garrafa de bebida na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana o observou um pouco, pensando em como falaria que estava lá sem a permissão dele. Também tinha duvidas como ele a trataria, pois o seu estagio de bebedeira era claro e ela sempre ouviu que muitos homens bêbados perdiam noção de como tratar uma dama. Mas ao vê-lo beber de uma única vez um copo cheio de firewhisky Mira não se conteve e foi falar com ele, não gostou de vê-lo naquele estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O susto do professor fora tanto que, por alguns instantes, a sobriedade voltou-lhe à cabeça. Naqueles breves momentos, algumas perguntas muito claras passaram-lhe ao pensamento: “O que você está fazendo aqui? Por que não pediu minha permissão?” e, por fim, com o álcool voltando a fazer-se presente: “Por que não estou te beijando?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele limpou a vista para ter, primeiramente, certeza que não estava falando com uma de suas alucinações e decidiu que era conveniente perguntar-lhe apenas as duas primeiras questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que estas fazendo aqui sem minha permissão? – disse, orgulhoso por ter conseguido formular uma única frase sem um soluço de bêbado no meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira parou um pouco antes de responder. Estava pensando exatamente no que diria e ao mesmo tempo, decidia-se entre manter a linha zangada que estava fazendo ou então, baixar a cabeça como uma aluna subserviente deveria ser. Por um lado, conhecia Matthew o suficiente para dar-lhe um pouco mais de intimidade para abandonar a segunda opção. Por outro lado, seu professor estava completamente bêbado e ela sempre tivera o cuidado de evitá-lo nesses estados justamente por saber que não o conhecia suficientemente para prever seu comportamento quando estava fora de sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva abriu a boca para falar a primeira coisa que lhe veio à cabeça, mas descobriu que isso traduzia-se em nada. Parou, um tanto quanto como parva, com a boca aberta, como se à meio caminho de dizer algo que não deveria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou foi assim que Matthew entendeu seu comportamento e aquilo, como sempre fazia, aguçou sua curiosidade. Ao mesmo tempo em que percebia que poderia ficar extremamente irritado com o que ela diria, queria, desesperadamente, saber o que ela estava pensando. Não passava-lhe pela cabeça nem a mais leve idéia do que levaria sua aluna a estar ali, num dia em que não tinham aula, que ela não precisava arrumar a sala,e, principalmente, às vésperas de uma prova importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que a esperança de que ela pudesse estar ali para simplesmente vê-lo ficasse forte, o professor decidiu pressioná-la com um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, Milady?&lt;br /&gt;Mira começou a andar na direção do professor, que inspirou profundamente para se controlar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O castelo está todo desordenado, professor. – ela começou, tentando firmar as palavras que dizia. – Eu não estava conseguindo estudar. Então, eu pensei nessa sala para ficar com meus livros. Achei que o senhor não fosse se incomodar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew olhou para a ruiva e um pouco de frustração passou por seu olhar. Não adiantou tentar não pensar nisso: no fundo, acreditou que ela estivesse ali para vê-lo. Reprimiu o máximo que pode na voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah. – foi só o que conseguiu dizer. – Eu acho que está tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Matthew cambaleou para o lado, sem conseguir terminar a frase. Apoiou-se na mesa onde estava a bebida e o firewhisky quase tombou com o tremor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor? – Mira perguntou quando viu a cena. Sentiu seu coração apertado e a raiva que sentira no início voltando à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não respondeu ao chamado. Sua mente estava se anuviando novamente. “Bela hora para me falhar, fígado”, pensou consigo mesmo. “Justamente na frente dela. Obrigado mesmo!”. Ficou com raiva por ela estar ali e por ter bebido tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva ao ver que ele não se levantava da mesa onde se apoiara e empalidecia à olhos vistos, aproximou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vou lhe ajudar a sentar. – ela disse, e pegou-o pelo braço, vendo que este pesava muito, quase tanto quanto seu tio, a quem ela fora buscar deitado no chão uma noite. A primeira noite que o encontrara, coincidentemente – ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem sentiu-se envergonhado. Não conseguia nem sentar-se sozinho. Tudo lhe parecia falhar naquele momento: o fígado, o braço, que repentinamente voltava a doer com a ferida de anos atrás, as pernas, pela proximidade enorme com o corpo da jovem ruiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela apertou os lábios um contra o outro, talvez pela força que fizesse ou pelo desgosto que sentia na situação e, como nunca há tanto tempo, o professor sentiu vontade de se espancar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não preciso de... – começou a dizer ele, tarde demais. Ela não o deixou terminar e o ajudou a sentar-se na cadeira que havia perto da mesa, deixando-o completamente sem palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira suspirou, impaciente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não devias ficar tão bêbado, Matthew. – disse ela, com raiva contida na voz, mesclada a um pouco de preocupação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras dela o deixaram irado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não estou bêbado! – falou ele, com a voz alterada e engrolada. Levantou-se para provar seu ponto e cambaleou de novo, dessa vez, apoiando-se na estante que havia ao lado da cadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, as conseqüências foram piores: a estante não estava bem apoiada e pendia para frente por causa da quantidade de livros. Ao puxá-la pela prateleira para apoiar-se, o professor a fez tombar de vez para frente, derrubando livros, objetos, entre outros, em cima de sua aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira não teve tempo para pensar ou reagir, apenas viu o que ia acontecer em câmera lenta e ficou paralisada em seu lugar. Matthew, ao sentir que a estante caia e ao perceber que iria acertar a sua garota, teve uma resposta mais rápida: atirou-se em cima dela, cauteloso, porém certeiro, lançando-se contra o móvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apos ouvir o som dos objetos caídos Mira abriu devagar os olhos, surpresa por não ter sido acertada por nada. Ela ficou mais surpresa ainda a se ver envolta nos braços de Matthew que segurou a estante com suas costas, protegendo-a. O professor agüentara o peso do objeto e naquele momento forçava a estante de volta para o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber o que fazia, Mira virou de frente para Matthew e, focando na estante, colocou as mãos na madeira e fez força para endireitá-la. A ruiva não percebeu que ficara em uma posição bastante comprometedora, pois se preocupava se ele estava machucado. Em compensação o esgrimista se forçava em colocar sua força e atenção no objeto a suas costas e não no corpo praticamente colado ao seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após conseguirem colocar a estante em seu lugar Mira virou o rosto para o homem a sua frente e percebeu que um dos braços dele ainda a segurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada por me proteger. – Ela falou sem conseguir soltar os olhos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não a respondeu somente sentiu o calor do corpo dela, que não se afastara dele. Até aquele dia Matthew se conteve todas às vezes em que estivera tão próximo daquela que a cada dia que passava lhe dava a certeza que seria sua, mas naquele momento ele jogou toda a razão para o fundo da mente. Queria provar aqueles lábios, queria e iria saber o sabor daquela garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira viu o rosto dele se aproximar. Ficou fascinada pelo beleza do rosto de Matthew, mas o cheiro da bebida que vinha dele a despertou. Mesmo que por alguns minutos ele teve sobriedade para salva-la, ele ainda estava bêbado, não sabia o que estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare. – Ela falou colocando uma de suas mãos no peito de Matthew o empurrando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, uma dor agoniante na coluna atingiu o professor, que arquejou, sem conseguir evitar um “ai”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás bem? – disse a menina que arrependeu-se de ter empurrado-o, preocupada e Matthew percebeu que havia arruinado o momento. Ela desvencilhou-se de seu abraço e puxou-o para o lado, com um atencioso: "Deixe-me ver suas costas.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew a deixou passar a mão em suas costas de forma dócil, pensando que talvez o que acontecera fosse para o melhor. Não gostaria que o primeiro beijo entre os dois tivesse gosto de álcool para ela. Tampouco gostaria de perder o controle sobre a situação – o que claramente era algo que o álcool o deixava propenso a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É aqui que dói? – perguntou Mira o acordando de seus pensamentos. Ela apertou gentilmente o lugar e Matthew concordou com a cabeça e um muxoxo. – Bom, isso é porque deves ter uma área arroxeada imensa aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentiu ela o puxar em direção a porta, claramente desejava levá-lo a enfermaria. Mira estava mais preocupada com ele do que com o que poderiam falar ao vê-la naquela hora ao lado de um homem mais velho e bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um leve sorriso no rosto ele olhou para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficarei bem, é somente um ferimento superficial, nada que devas se preocupar. – Ele falou. – Deves ir e não se preocupes com a bagunça. Deves descansar para sua prova amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas... – Ela começou a falar, mas foi interrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obedeça-me. – Ele falou, mas ao contrario do que Mira esperava o tom não era de ordem, mas de uma suplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma leve reverência ela saiu sem entender direito o que acontecera. Matthew sentou-se na cadeira ao lado da estante, que agora parecia firme em seu lugar, e apoiou a cabeça para trás. “A culpa é dela. Sempre me tentando, com teu cheiro, teu sorriso! Tudo nela me faz esquecer que existe todo um mundo de regras e convenções ao meu redor...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele balançou a cabeça, com cuidado e tirou as vestes, olhando no espelho para ver o tamanho do estrago. Médio. “Aprendi que tudo passa tomando chá ou whisky”. Olhou ao seu redor. “E como não vejo nenhum bule por aqui...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew entornou a garrafa sem se preocupar com trivialidades como copo. Cambaleou até a cama e, sem sentir mais nada, caiu lá e ali ficou até a noite seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Oi pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descupem esses dias sem nova postagem, mas a preparação para as férias no trabalho está tomando mais do que tempo. A mente já está pedindo arrego... Mas não se preocupem porque eu e Raíssa escrevemos quase todos os capítulos já ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1141202690136530154?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1141202690136530154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1141202690136530154&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1141202690136530154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1141202690136530154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/06/capitulo-11.html' title='Capítulo 11'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1138611229450390341</id><published>2009-06-01T05:22:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T05:31:10.016-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 10'/><title type='text'>Capítulo 10</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Eram dez horas da manhã e Matthew de Aldearan caminhava pelos corredores de Hogwarts em direção aos jardins. Ele queria sentir o vento fresco bater-lhe no rosto, o acordando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho que tivera durante a noite fez com que naquela manhã o professor de história e esgrima de Hogwarts decidisse caminhar ao invés de ficar em seu gabinete curando sua ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentou no gramado um pouco distante, observando a paisagem. A imagem dos cabelos de fogo esvoaçando pelo campo enquanto corria... Ela sorria para ele, como em uma brincadeira de criança... Isso ficara marcada na mente de Matthew. Aquela fora mais uma noite onde ele sonhara com Mira, mais um sonho de muitos desde que a vira e desejara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que ele ficara devendo as aulas de esgrima, sim, agora era ele que devia aulas a ela. Algumas coisas mudaram entre eles. Durante as aulas de história ele a via observando-o e na última aula de esgrima o empenho dela aumentara e a ruiva aprendera em horas o que normalmente ele demoraria dias ensinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esgrimista não sabia dizer o que mudara, mas o ar entre eles era outro e ele sentia que a cada dia caminhava um passo em relação à conquista dela. Perguntava-se por que fazia tanta corte a uma menina quando o que deveria seria simplesmente acordar o dote e tê-la para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorriso que lhe fora dirigido em seu sonho era a resposta da pergunta, era algo que almejava receber da lufana, espontaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som de vozes femininas tirou o homem de seus pensamentos. Matthew virou o rosto e viu que várias alunas seguiam a professora Hostilia Gryffindor em direção ao estábulo. Ele reparou que ao final do grupo seguia a mesma jovem que dominou seus pensamentos pela manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto cabisbaixo e sério da garota mostrava que algo estava acontecendo e a contragosto dela. Ele se segurou para não ir até ela e perguntar o que pensava. Havia algo nos olhos negros de Mira que o atraíam, principalmente quando fazia o que acreditava ser certo e que contrariava as regras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos verdes do professor acompanharam a ruiva por todo o trajeto, observando cada movimento, cada passo. Ele viu em um momento ela dar um leve soco para baixo e soube que ela ia aprontar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem esperar para ver a distância o que aconteceria, ele se levantou e andou calmamente até onde estavam as alunas. Pelo burburinho pode ouvir que seria aula de etiqueta sob a cela e como domar um cavalo rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele observou Gryffindor sair primeiro e pouco a pouco as alunas a seguirem. Ouviu uma delas falando que estava com pena do cavalo branco de Mira, que era o alvo principal da rígida professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a última garota sair Matthew estranhou, pois a lufana que aguardava não aparecera. Sem se importar em ser visto ou não, ele entrou no estábulo. Para a surpresa do professor o que ele viu foram as costas da ruiva que, montada em Scadufax, saía pelos fundos do estábulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso matreiro no rosto, o professor montou em seu cavalo e, à distância, seguiu Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva andava em Scadufax silenciosamente e por isso evitava cavalgar. Não queria chamar a atenção de sua professora que deixara bem claro que seu cavalo seria o exemplo de como domar um animal rebelde. Ela preferia ficar em detenção depois a ver sua montaria ser machucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva andou pela floresta que conhecia bem. Iria ficar por ali um tempo, provavelmente a manhã toda. Perderia também mais uma aula, mas ela estava certa que era o melhor a ser feito. Queria e iria preservar Scadufax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao avistar uma clareira só um pouco mais para dentro da floresta, Mira direcionou sua montaria àquela direção. Ela reparou que estava a uma boa distância do castelo e que, onde estava, não seria um lugar fácil de achá-la. A ruiva desceu e deitou na grama, descansando. Enquanto estivesse ao lado de Scadufax, não precisava se preocupar. Ele a avisaria se alguém se aproximasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco afastado da clareira Matthew observou seu alvo descer do seu cavalo e deitar na relva. A cena da luz do sol batendo no corpo de Mira o fez decidir que ela saberia que ele estava ali presente. Não seria um mero expectador à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mestre de esgrima andou até onde estava a ruiva, mas parou ao ouvir o relinchar do cavalo dela. Scadufax avisava sua dona que alguém se aproximava, o que fez Mira sentar e ver o moreno se aproximar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Matthew... – Ela falou baixou, mais para si. Mas foi o suficiente para que o homem ouvisse que ela o chamara pelo seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um meio sorriso no rosto ele se aproximou e sentou ao lado de Mira que não se mexeu. Ela o observou, esperando entender o que ele fazia. A cada momento em que ela jurava que o conhecia, ele a surpreendia fazendo algo como aquilo, sentar ao lado dela ao invés de repreendê-la por cabular aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me seguiste? – Ela perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma pergunta direta, ele pensou. A diferença era que o rosto dela não o desafiava, era mais uma pergunta simples como “Está sol?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, estava passando quando a vi sair no sentido contrário das outras alunas. – Ele parou e deu um meio sorriso ao completar a fala. – Não acredito que aula de etiqueta seja algo que a agrade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é tão simples assim. Não é a aula de etiqueta, mas a imposição de coisas que não são úteis... – Ela pensou um pouco mais antes de continuar. – Qual a finalidade em saber que é a mão direita que deve ficar sobre a esquerda e não o contrário, senão é considerado algo grosseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem riu ao ouvir aquilo, não conseguia se imaginar perdendo seu precioso tempo com coisas inúteis como aquilo. Apesar de achar que tinham certas coisas que deveriam ser ensinadas as damas, principalmente como tratar um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deves aprender a se portar perante a sociedade e é para isso que as damas da escola devem fazer essa aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu que devo decidir como me portar. – Mira falou. – Junto com meu futuro marido, é claro... – Ela completou falando, diminuindo o tom de voz a cada sílaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há lugares que somente um homem pode te levar. E por homem, quero dizer um marido. - Ele disse e percebendo que ela o olhava um tanto quanto ressabiada, continuou. - E não o digo apenas em relação aos mistérios do casamento, mas sim em termos de sociedade, destaque, vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não que eu realmente me importe com a sociedade... - Ela falou jogando o cabelo para trás de uma forma que captou o olhar do professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas tu o és obrigada a fazer, pois, afinal, vives dentro dela, relaciona-se com ela e com todas as suas pequenas regras e convenções. - Ele continuou, mudando o foco dos ombros da garota para os olhos dela. - Deixe-me exemplificar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com tom professoral ele começou a discorrer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Imagine que um dia você se torne uma excelente espadachim, alguém muito superior ao atual campeão de torneios entre feudos, abaixo somente de mim e de Deus. Algo muito difícil de acontecer, mas não duvido de minhas capacidades de lhe ensinar o que sei. Enfim, vamos supor que isso um dia ocorra.&lt;br /&gt;Você nunca poderia entrar num torneio para competir. Talvez disfarçada como homem, como recentemente tornou-se moda entre as damas rebeldes, que, talvez até tenham seu charme, mas cujo fim é lendariamente triste – seus homens se apaixonam por elas, mas, como se recusam a casar, acabam abandonadas depois de usadas até a exaustão. Caprichos de mulher? Não, caprichos de homem.&lt;br /&gt;De qualquer modo, nunca lhe aceitariam que é melhor do que o campeão, nem vencendo numa luta justa. Alguma penalidade lhe teria sido imposta, atribuir-se-ia alguma fraqueza, alguma desonestidade acometeria ao homem e você seria uma rameira vil que teria maculado a santidade do torneio.&lt;br /&gt;Entretanto, caso se casasse – comigo, ele quase deixou escapar e corrigiu a linha de pensamento que viria a seguir. – você poderia exaltar a glória de seu marido, que teria uma mulher que poderia se defender e defender sua propriedade caso se encontrasse fora. Além do quê, valorizaria sua pureza, caso alguém tentasse lhe acometer um crime, estaria salva a honra. Poderia até entrar em algum torneio, e talvez fosse até reconhecida como uma espadachim de primeira, talvez não.&lt;br /&gt;Mas seria lhe dada uma chance honesta de tentar...”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele terminou seu pensamento abruptamente. Em sua cabeça, seria ele o marido orgulhoso de sua amada, que seria como o braço que lhe faltava – justo e impetuoso contra os inimigos, um instrumento de glória, uma constante fonte de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebia agora que amava Mira Barlow por tudo que ela era e pelo futuro brilhante que poderia ter. E por teu cheiro, cabelos ruivos, por teu corpo com o qual ele sonhava, por teu espírito tão parecido com o dele. Como lhe daria orgulho vê-la arrasando qualquer imbecil que se julgasse campeão de algo que não fosse bola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como vês casar não é de todo mau. - Ele complementou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Casar significa que deixo de ter voz com o resto do mundo, significa baixar a cabeça à vontade de alguém e... - Ela calou como se percebesse de repente com quem estava falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E? - Encorajou ele. - Não se reprima. Hoje não estamos como professor e aluna aqui, mas sim, como deveriam um homem e uma mulher poder conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E me entregar a alguém. - Ela baixou a cabeça. Seu rosto pareceu tão triste e angelical quanto podia, mostrando uma dualidade que atingiu o homem igualmente. Matthew quis abraçá-la e ao mesmo tempo mal pode conter de se atirar a ela, agarra-la e mostrá-la as vantagens imediatas do casamento... - De corpo, mas talvez não de alma. Não se eu não puder escolher com quem eu devo casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah. - Ele disse, sacudindo os instintos anteriores, satisfeito por ver que ela planejava escolher seu pretendente e não simplesmente acatar a decisão dos pais. Encaixava-se com seu plano de corte. - Nem todos os casamentos são arranjados, e nem todos são ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto a ter voz com alguém, isso tu não tens. Tu és mulher. Acate este fato e aceite-o com orgulho. É um fardo que alguém tem que carregar. Quando eu era menor e pensava que eu era o dono do mundo, desprezava meu pai por ter sido um homem fraco e se deixado vencer por outro ser humano - minha mãe. Entendo hoje o que ele quis dizer com: “o homem pode ser a cabeça de uma família, mas a mulher é o pescoço – que dobra a cabeça para o lado que bem entender.” Tu terás esse poder quando casar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como podes ter tanta certeza? - Mira perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele era meu pai e ele estava certo. Eu tenho seu sangue nas veias, logo, também devo estar. - Ele riu ao se ouvir falar aquilo. - As coisas simplesmente são assim. Tu te lembrarás disso quando casar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela calou-se e ele também. Por alguns segundos os dois somente se olharam, observando o que acabara de acontecer entre eles. Algo estava diferente e nem mesmo eles conseguiam definir o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scadufax relinchou e a égua montada por Matthew, Eva, também. O professor se levantou e esticando a mão para a menina, informou-a de que talvez fosse hora de voltar ao castelo. Poderiam achar que ela fugira, e não que fora convocada por seu professor de história para uma vistoria de rotina no braço que fora machucado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ele já sarou. – Ela disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me entendeu. - Ele respondeu e voltaram ao castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele à frente, ela depois, como bem convinha a um homem e a uma mulher. Mira precisava se reencontrar com sua turma e Matthew precisava urgentemente de um copo de seu whisky precioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gentem, fico tããão feliz quando leio um comentário!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que este capítulo tenha sido mais longo, já que o último foi curtinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Katchianya colocou um box de mensagens na lateral (comentários e sugestões sobre o blog e toda a históia) e também conseguiu habilitar para que pessoas conseguissem colocar comentários sem conta do gtalk ou affins, podendo ser anônimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Booom, por hoje é só pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijões&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1138611229450390341?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1138611229450390341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1138611229450390341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1138611229450390341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1138611229450390341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/06/capitulo-10.html' title='Capítulo 10'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-8712359644539710623</id><published>2009-05-25T18:00:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T18:02:32.829-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 09'/><title type='text'>Capítulo 09</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;center&gt;&lt;i&gt;Uma reflexão de Matthew.&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mulheres. Quanto mais penso eu que as conheço, menos as entendo. Mira Barlow. Mira Barlow. Minha Mira Barlow. Lady Mira de Aldearan, futuramente, sem dúvida alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há alguns meses é só no que consigo pensar. Essa ruiva tomou meus sonhos de assalto, me aguçou todos os sentidos: olfato (ah, aquele cheiro que me faz tomar tantos banhos gelados...), visão (não que esta precisasse de qualquer apuramento para perceber as vultosas formas da minha mulher), paladar e tato ainda estão por vir, mas audição teve que ser treinada para ouvir as respostas ferinas que eu não imaginava que ela pudesse me dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais importante que isso essa menina me aguçou a mente. É sabido que a maior parte das mulheres não passa de coisinhas efêmeras e que servem apenas para agradar nossos instintos corporais mais primitivos, mas existem algumas e apenas algumas que conseguem se igualar a bons homens em termos de conversa e sagacidade: Rowena Ravenclaw, por exemplo, sempre foi uma dessas. Helga Hufflepuff é uma boa senhora, mas... uma senhora apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E Mira Barlow. Mira de Aldearan. Ela precisa ser minha, não há ninguém no mundo mais digno do que eu para ela e ninguém que eu conheça mais digna de mim do que ela. Ela nasceu para acompanhar-me, para apoiar-me e eu nasci para elevá-la aonde nenhum outro homem a levaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Entre os homens de armas do Oriente, existe um provérbio que eu considero muito sensato. “Toda espada precisa de uma bainha, do contrário, em algum tempo ela se desgastará e se perderá.” E é verdade. Com o tempo exposto às intempéries do mundo, a espada perde seu corte, sua vitalidade e acaba por enferrujar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por mais que se use magia para limpa-la, para poli-la, nada substitui uma bainha bem preparada para guarda-la, protege-la, ampara-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E eu sou uma excelente espada que precisa da melhor bainha. Já perdi durante anos muito de meu corte, mas nunca perderei minha força e vitalidade para quem souber me usar – e eu sei que sou alguém com vida e esperteza para chegar onde cheguei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela é minha bainha, eu tenho certeza e eu a carregarei comigo até o inferno se for preciso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-8712359644539710623?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/8712359644539710623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=8712359644539710623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8712359644539710623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8712359644539710623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/05/capitulo-09.html' title='Capítulo 09'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-2839830738874583704</id><published>2009-05-18T19:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T19:10:04.940-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 08'/><title type='text'>Capítulo 08</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Enquanto todos os alunos da sala procuravam no livro de História a resposta para a pergunta escrita no quadro à frente da classe, uma aluna olhava para o vazio com os olhos quase fechando. Mira estava com tanto sono que não conseguia nem disfarçar que tentava fazer o trabalho dado em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes ela olhava para o pergaminho onde estava o título e somente três linhas escritas. Era só se concentrar para escrever que os olhos começavam a fechar e a cabeça caía de sono. E, para o azar da ruiva, essa ainda era a primeira matéria do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow observo que o teu trabalho está em branco faltando somente cinco minutos para acabar a aula. - O professor de História pegou o pergaminho enquanto falava com a lufana. - Ao final da aula tu ficarás para conversarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan virou de costas para a ruiva e retornou para a sua mesa, de onde observara sua pupila a aula toda. O que mais intrigava o professor não era o dever não feito, mas o que Mira fizera que a deixou naquele estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dever que ele passara para ela fazer na noite anterior ao final da aula de esgrima não fora tão longo e ela deixara os pergaminhos em sua mesa escritos e com as respostas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Nessa terceira aula tu irás estudar mais teoria que irás praticar. - O professor falou observando se Mira responderia e sorriu internamente ao vê-la se controlar. - Se, e somente se, eu achar que está bom, praticaremos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu ao falar aquilo no final. Naquele final de semana a aula de esgrima deles fora marcada para mais tarde e se ele a atiçasse bastante, ela poderia ficar com ele mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o professor não sabia era que Mira queria pegá-lo de surpresa. Ela não contara que a diretora Helga Huffpuff finalmente conseguira um ungüento feito para fechar o ferimento no braço da ruiva, que há duas semanas andava com a atadura feita por Matthew. Agora ela poderia mostrar o que aprendera nos últimos anos com seu braço bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mandado pelo professor, a ruiva sentou na cadeira e esperou o professor trazer os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estas esperando que eu faça o teu trabalho? A lista está a tua frente, ache os livros. - Ele falou sentando-se em uma cadeira mais a frente, esticando a perna e as cruzando. - O teu papel é de aluno e não de mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um olhar atravessado Mira se levantou com a lista na mão. A estante de livros dele era enorme e não havia nenhuma ordem, nada que a ajudasse a achar o que procurava. Alguns livros estavam virados, não mostrando o nome e outros estavam apoiados um em cima do outro. Achar cinco livros naquela bagunça demorou muito mais do que o esperado, para o deleite de Matthew que a observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor? Achei o último livro, mas vou precisar de ajuda. - Ela esticava o braço tentando alcançar a prateleira superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esgrimista deu um meio sorriso e se levantou. Ela era um ‘aluno’, mas subir em uma cadeira na frente de um homem era pedir muito. Não que ele não quisesse assistir a cena, mas Matthew sabia que seria forçar muito a jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira mostrou o livro que precisava tentando mais uma vez alcançá-lo. Matthew parou ao lado da ruiva e sem tirar os olhos dela, esticou o braço e pegou o livro. Ele percebeu que os olhos negros dela, vistos tão de perto, pareciam duas pérolas negras, preciosas e raras. Ela sentiu o rosto esquentar com a intensidade com que era olhada. A ruiva tentou desviar, mas a presença dele a fez esperar sem saber ao certo o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sentiu sua boca secar e uma de suas mãos começar a tomar vida própria. Achou mais sensato se afastar, ainda não era a hora certa para que ele soubesse o sabor daqueles lábios e daquela pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já que demoraste tanto para achar esses livros, faremos o que tanto quer. Mostre-me o que aprendeu utilizando seu braço direito. - Ele falou de costas para ela, controlando o calor que subia em suas veias. Teria que extravasar aquela energia e o faria em um duelo com sua aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já sabes então? - Mira falou ao colocar os livros na mesa, levemente ruborizada com o que acabara de ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Soube no mesmo momento em que ficara boa. - Ele falou pegando as duas espadas de madeira que utilizavam para treinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um leve sorriso no rosto Mira se aproximou de seu professor. Não sabia dizer por que, mas precisava que ele a respeitasse igualmente como fazia com seus alunos. Para ela era importante conquistar a opinião de Matthew sobre como tratar uma mulher. Ao segurar a espada de madeira, a ruiva tinha um olhar decidido sobre como seria aquele duelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o espanto do professor, ele demorara mais do que o esperado para desarmar Mira. Não só os movimentos dela foram diferentes, tinha algo mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Precisamos ver melhor esse seu modo aberto ao defender pela esquerda e sua postura ainda deixa muito a desejar. - Matthew falou sério enquanto andava em direção a saída. - Fora isso, foste bem... - Ele virou para Mira e completou. -... para uma mulher. Saia quando terminar o questionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar de falar, Matthew de Aldearan saiu para seus aposentos, sedento por um banho gelado e a companhia de sua adega. Na presença da jovem ele se controlara, mas não sabia por quanto tempo conseguiria segurar seus anseios se continuasse sentindo aquele perfume de tão perto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término da aula de História todos os alunos entregaram suas dissertações e saíram da sala, restando somente uma aluna ruiva sentada em sua carteira, esperando seu professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estranhou, pois nem sendo repreendida, mesmo que levemente, em frente à classe Mira demonstrou alguma reação. Ela estava naquele momento sentada, com os olhos semi-cerrados, sem falar nada. Ele se levantou e parou ao lado da lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pegue seu material e acompanhe-me! - O professor falou sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele observou que os movimentos dela foram lentos e automáticos. Estava claro que a garota não dormira a noite toda. O que o preocupava era que ela retornara sem companhia para sua sala comunal após a aula de esgrima. Matthew não achava possível que algo pudesse acontecer dentro dos muros de Hogwarts, mas uma ponta de preocupação ficou martelando em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele queria respostas, as teria. Mas o esgrimista sabia que deveria perguntá-las em sua sala, onde não seria interrompido indevidamente ou alguém pudesse ouvir sobre as aulas que dava para uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor abriu a porta de seu gabinete de esgrima, dando passagem para sua aluna. Ele abriu a boca para falar, mas ao se virar viu que Mira já terminava de subir a escada de corda para a sala de aula. Matthew olhou intrigado a cena, pois ela nem se importara de ir na frente dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dois passos ele subiu pela corda e chegou à sala, já virando para perguntar o que estava acontecendo com Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que pudesse falar qualquer coisa ele viu como estava a sua sala e entendeu o que ocorrera. Matthew olhava tudo sem achar palavras para se expressar, toda a sala estava limpa e arrumada. Todos os livros sem poeiras e em ordem alfabética, as almofadas e cadeiras nos devidos lugares. Ele se aproximou das espadas de uso dos alunos e viu que estavam arrumadas e limpas, o que o levou a se perguntar como ela aprendera a fazer aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não toquei nas suas espadas pois preciso que me ensine a polir... Pode-se dizer que já comecei a pagar pelas minhas aulas, certo? Agora quem me deves aula é o senhor... - Ela falou com um meio sorriso. – Agora tenho um tempo livre, posso me retirar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, deves ir e descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew ficara impressionado com o que acontecera. Ele achou que teria que cobrar o que fora a moeda de barganha pelas aulas ou que ela pegaria somente uma vassoura e falaria que estava pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essas mulheres nos surpreendem... - Coçando a cabeça ele saiu da sala com um leve sorriso no rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-2839830738874583704?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/2839830738874583704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=2839830738874583704&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/2839830738874583704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/2839830738874583704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/05/capitulo-08.html' title='Capítulo 08'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-743518223941286982</id><published>2009-05-13T07:48:00.000-07:00</published><updated>2009-05-13T08:01:31.583-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 07'/><title type='text'>Capítulo 07</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Matthew observou cuidadosamente os quinze garotos que se encontravam à sua frente, dispostos em três fileiras de cinco alunos. Alguns ainda tinham as feições de criança, outros já começavam a apresentar barba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham, em média, de quinze a dezessete anos. Eram os melhores alunos, que ele tão juntara numa única classe. Alguns já o conheciam há bastante tempo, desde o primeiro ano que entraram em Hogwarts: caso de Charles Trocken, que possuía um talento fora do comum. Outros ainda não tinham tido nem tempo de se acostumar às aulas do mestre de esgrima. Foram recomendados por Norman Huckle, que era o professor oficial de duelos. Segundo ele, esses eram o que tinham o maior potencial, pois demonstravam, além da técnica, calma de espírito e firmeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar aulas a uma mente brilhante como a de sua pequena Mira Barlow o deixara excitado com treinar os melhores. A idéia de criar um pequeno exército de alunos veio durante uma de suas aulas com ela e o deixara febril desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho certeza de ter pedido à Norman Huckle que me indicasse seus melhores homens. – ele começou falando em voz alta e apesar do tom severo em suas palavras, não conseguia esconder o seu orgulho e animação. – Mas será que aquele idiota se enganou e por isso me mandou um bando de mulherzinhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sentiu vontade de tossir em voz alta e indicar sua presença. Ela estava assistindo à aula de longe, seguindo as instruções de Matthew. Enquanto ela acontecia no gramado, a menina ficava encostada numa árvore, com um livro no colo, como se estivesse lendo-o, caso algum professor passasse e a indagasse do que fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mulherzinhas também sabem lutar, Matthew!”, sentiu vontade de gritar para ele. Sabia que tinha condições para estar entre os quinze que ele escorraçava, mas por ter nascido moça, estava ali, fingindo que nada estava acontecendo na aula ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de esgrima parecia empolgado demais para lembrar-se que sua aluna favorita estava por perto observando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês são mulherzinhas? – ele continuou, já quase gritando, mas ainda assim, extremamente feliz. – Eu fiz uma pergunta. Respondam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- NÃO! – os alunos gritaram em conjunto em resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, vão ter que me provar isso. – ele falou, satisfeito com a resposta firme dos rapazes que estava na sua frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira revirou os olhos. Detestava essas técnicas intimidadoras, mesmo que não pudesse negar que funcionavam com a maior parte dos rapazes. Todos ali pareciam animados com o evento que estava acontecendo. Ela bocejou discretamente. Queria poder participar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O nosso programa vai durar indefinidamente. Funcionará todas as vezes que eu convocar, quando eu tiver tempo e paciência. Vocês terão que arrumar seus horários sozinhos. Não quero ninguém faltando às minhas aulas. Se eu achar que algum de vocês não é digno de fazer parte desse grupo, eu o expulsarei sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os moços olhavam-no seriamente, pensando em como iriam programar-se para atender aos caprichos do mestre. Ninguém cogitava a idéia de sair daquele grupo: sabiam que era uma oportunidade única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero ver dedicação. Esse não é um treino para moleques. Todos vocês podem começar como crianças, mas não tenham dúvida que ao final, quem sobrar aqui, será um homem. E vocês sabem quais são as características mais importantes num homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles se mantiveram calados e Matthew esperava que assim o fizessem. Não era uma pergunta séria. Ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um homem precisa ter centro. Precisa ser rápido, forte e inteligente. Ter discernimento e raciocínio rápido. Saber que o seu inimigo é um ser humano normal. E como vocês vão alcançar isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes continuaram na posição de sentido, enquanto seu professor avançava neles e os observava cuidadosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês são frouxos. Não tem condições físicas. Alguns são magros demais e outros estão fora de forma porque apenas comem e dormem. O que falta à vocês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Treino? – perguntou um dos alunos, com a voz um pouco tremida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew olhou o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sable, é? – o professor perguntou, o encarando. – Você treina todo dia ao amanhecer. Seus músculos são fortes. E ainda assim, você não luta tão bem quanto a maior parte dos outros que aqui estão. Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew foi à frente da turma novamente e apoiou sua bainha no ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, senhores. Treino é uma parte fundamental do nosso programa. Eu os quero soldados. Quero homens que saibam lutar com a técnica mais perfeita possível. Eu os ensinarei tudo o que aprendi ao longo da minha vida. Quero que saibam cortar, quero que aprendam a usar feitiços com suas espadas e quero que sejam os melhores. Vocês vão passar por horas difíceis, vão desejar desistir ao ver o quão pesado vai ser esse treino para vocês. Mas vocês sairão fortalecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos entreolharam-se, embevecidos por terem sido escolhidos. Mira observava cautelosamente a situação. Feitiços com espada? Aquilo sim era uma novidade. Já havia visto Matthew usar esse tipo de truque uma vez, mas aprender como fazer aquilo parecia ser realmente interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entretanto, isso não será suficiente. Vocês ainda serão derrotados por muitos outros espadachins. Por quê? Eu pergunto. E eu quero uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se atreveu a sugerir um pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos! Quero alguém com colhões o suficiente para me responder à uma SIMPLES PERGUNTA! – ele esbravejou. – Comecem a agir como homens ou eu desmantelarei esse nosso pequeno exército agora mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles Trocken fechou os olhos e abriu a boca instintivamente para falar o que pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu um tanto quanto orgulhoso de um de seus melhores estudantes. “Esse promete. Um dia, preciso fazer uma espada decente para ele. Essa que ele usa é muito... pouco prática.”, pensou consigo mesmo e anotou essa tarefa na sua lista mental de “O que eu preciso fazer um dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, mais uma vez. Experiência. Vocês vão sentir muita falta dela no começo. Quando um de vocês entrar num campo de batalha de verdade, perceberão que tudo que treinamos aqui será posto a prova. Inimigos de verdade. Pessoas que REALMENTE estão querendo que você morra ali. Faz uma diferença impressionante. Por isso, treinem. Treinem o melhor que puderem. Porque essa pode ser a diferença de morrer ou viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos que estavam ali tremeram em suas bases. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora, existe um terceiro elemento que completa a Tríade do Guerreiro. – ele terminou. Seu coração acelerou ao pensar nela e ele esperava que ela o estivesse ouvindo bem. – E esse elemento é a Motivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As caras confusas mostraram-se ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você está arriscando a sua vida numa batalha? É essa a verdadeira chave do sucesso. O que faz de você um derrotado ou não. Alguém que não acredita pelo que está lutando sempre será um adversário mais fraco frente à um que tenha fé na sua motivação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira escutava atentamente o que o professor dizia, tomando nota mentalmente do que era importante e do que não. A maior parte da chamada “Tríade do Guerreiro” ela já conhecia, sem mesmo perguntar. Treino e Experiência vinham com tempo e força de vontade. A parte da motivação era sempre mais complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou para respirar, excitado demais com o discurso que estava fazendo. Aquilo era realmente tudo que acreditava, tudo que norteava sua moral e honra. Era a parte mais importante de seu exército. Precisava que eles aprendessem o que estava falando agora ou todo o resto seria inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa motivação provavelmente será a tarefa mais difícil de encontrar. Muitas vezes somos obrigados a lutar por pessoas que não confiamos, por causas que não acreditamos e por motivos pouco nobres. Existem três principais razões para as quais podemos guerrear com nossas vidas verdadeiramente. Algum palpite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos alunos, chamado Natanael, abriu a boca para dizer:&lt;br /&gt;- Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. A Fé é uma dessas razões. Quando digo essa palavra, não quero apenas dizer na fé por alguma divindade que vocês eventualmente cultuem. Uma fé numa causa. Numa pessoa. Lutar por justiça. Enfim, toda essa sorte de motivos. Algo mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos ficaram calados, cada um com seus motivos para pensar no porque lutariam até a morte. Mira em si filosofou até onde valeria a pena lutar e chegou a outra conclusão, que Matthew em seguida apresentaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Suas próprias vidas. Quando a sua vida está em jogo, a sua honra, sua dignidade e masculinidade, vocês serão capazes de lutar bem. Quando você está no desespero, no bico do corvo, vocês poderão se surpreender com suas capacidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não perguntou mais nada e parou apenas por um instante antes de por fim acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O último motivo pelo qual consigo pensar que lutaria até a morte, é por uma mulher. – ele completou, olhando de esguelha para onde sua ruiva estava sentada. Ele esperava que ela o ouvisse e percebesse seu gesto. Seu coração acelerou. – Não uma mulher qualquer; embora um verdadeiro homem sempre lute por uma dama;  mas aquela que vocês pretendem dedicar o resto de seus dias. Não necessariamente suas esposas, se me entendem. Encaixa-se naquela outra categoria de honra e masculinidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes riram e Mira Barlow novamente revirou os olhos. &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum comentário no post passado? Foi um lapso meu não te-lo postado na ordem certa, mas é um bom post... &lt;i&gt;*chora as pitangas*&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fa;cam algumas autoras felizes, comentem o que acharam da historia que leram... Vivemos para isso :D&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-743518223941286982?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/743518223941286982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=743518223941286982&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/743518223941286982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/743518223941286982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/05/matthew-observou-cuidadosamente-os.html' title='Capítulo 07'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-706243333103562844</id><published>2009-05-04T07:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T07:39:38.433-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 01 e meio'/><title type='text'>Capítulo 01 e meio</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Queridas pessoas que estão acompanhando esta história que eu a Raissa amamos escrever, eu pulei um capítulo sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog é a continuação de uma história que escrevemos no antigo Accio Past e decidimos continuar mesmo sem o blog. Uma leitora comentou que tinha um capítulo que ela adorou no Accio Past e não o viu aqui em Fogo e Gelo (Ana Clara, muuuito obrigada pelo aviso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse motivo este será um capítulo retroativo porque concordo com a Ana, é neste capítulo que o fogo entre Matt e Mira começa... Além de explicar o feitiço colocado no ferimento dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que gostem desta história e me desculpem por este lapso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitada em sua cama Mira olhava seu braço, pensativa. Fora ordenada que ficasse descansando, bebendo líquidos e não deveria fazer esforço algum e isso significava não participar do torneio de montaria, que era o principal para ela. No meio dos seus pensamentos, o rosto do seu professor de História Antiga que havia cuidado dela vinha à sua mente. Não sabia o porquê, mas isso a fez ter certeza que estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um leve sorriso no rosto a ruiva se levantou, fora bem cuidada. Tudo o que precisava era cavalgar usando seu braço esquerdo que não teria problemas, não estaria fazendo esforço algum com seu braço direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava só meia hora até o começo do torneio, e Mira sabia que ela não teria seu cavalo arrumado como dos outros competidores, fora que teria que colocar a terrível sela feminina. Andou rapidamente até chegar ao estábulo, não queria chamar atenção para si até o momento que dessem a largada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Scadufax, meu lindo, vou precisar que hoje tu entendas minha mente. Vou estar diferente quando te guiar... Vais me ajudar? - Mira falava com seu cavalo enquanto o celava. - Seria tão mais fácil sem cela alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discretamente ela o montou e puxou a manga de sua roupa, cobrindo o curativo que fora feito durante a manhã. Guiando com sua mão esquerda, Mira foi até o ponto onde seria dada a largada. Ela fez questão de não falar com ninguém, fingiu estar concentrada e esperava que não perguntassem sobre o incidente de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Mira tinha esperança que algumas coisas mudassem na escola no tratamento com as alunas caso Lavinia ganhasse na esgrima e ela ganhasse na montaria. Mesmo os bruxos se orgulhando tanto por serem melhores que os trouxas, o tratamento dado às mulheres ainda era 'ridículo', na opinião da ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa sorte, Lady Barlow. - Charles Trocken cumprimentava a garota que anteriormente o mostrara que teria uma disputa séria na competição. O rapaz parava ao lado da lufana e sorria. - Teu cavalo é realmente único, ele se destaca no meio de todos os que estão aqui. Se não for muito abuso de minha parte, gostaria de um dia poder montá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada Sir Trocken, mas eu creio que seja difícil isso acontecer. Como te disse anteriormente, ele somente aceita a mim como sua montaria. Mas se queres tanto tentar, podemos marcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi um sorriso vindo do grifinório, junto com um brilho discreto no olhar. Desde que ouvira a garota falar que ninguém além dela conseguia montar um cavalo tão lindo, ele viu um desafio a ser vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godric Gryffindor parou em frente a todos os competidores e os chamou para a linha de largada. Explicou a todos que deveriam correr até o marco que se encontrava no final da pista, contorná-lo e voltar. Que a corrida na verdade era mais que somente correr, mas também controlar o animal e fazê-lo obedecer corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor da família Grifinória parou na linha de largada e esperou todos tomarem suas posições. Mira olhou ao seu lado e viu Naheen tão concentrado para este e para o torneio de saltos, o qual ele participaria mais tarde, que achou melhor não atrapalha-lo. Seguindo seu amigo de casa, a lufana fez o mesmo. Trocou a rédea de mão, segurando com a esquerda e se ajeitou do modo mais confortável e que a machucasse menos em sua cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A largada foi praticamente poeira sendo deixada para trás pelos cavalos. As pistas eram largas o suficientes para evitarem colisões e não demorou para que os melhores cavaleiros tomassem a liderança. Charles Trocken, Mira Barlow e Naheen Aziz tentavam cortar Thomas Cole que ganhava a corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grifinório de olhos bicolores estava lado a lado com a lufana e os dois tentavam ultrapassar o que parecia ser o campeão. Para a surpresa dos dois, o que Gryffindor falara antes era verdade, um bom cavaleiro deveria saber comandar o animal. Cole não conseguiu fazer seu cavalo parar perto do retorno e acabou fazendo uma volta maior do que a necessária, deixando outros competidores ultrapassá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir fazer Scadufax parar no momento certo, Mira viu que precisaria trocar de braço, não teria força nem manejo com o braço que não estava acostumada. Na curva de retorno, a lufana usou seu braço direito para parar seu cavalo e não se surpreendeu quando ele empinou parar retornar. Com um inclinar de corpo a ruiva estava voltando para a linha de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao trocar a rédea de braço novamente Mira viu que tinha feito mais força que deveria e seu corte sangrava novamente. O susto momentâneo a fez diminuir a velocidade e não perceber que Charles e Naheeh a ultrapassaram, e que o primeiro ganhara a competição. Vendo a poeira levantada pelos cavalos de seus competidores a lufana tentou novamente correr mais, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez estava realmente preocupada, com o fato de ter reaberto a ferida e com a bronca que certamente levaria da curandeira da escola. Tentou não só chegar logo na linha de chegada, como se afastar da multidão que se formava em volta do vencedor. Pensava em deixar Scadufax no estábulo e discretamente ir até a Lady Skeat pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva não teve tempo de perceber que ficara em terceiro lugar e menos ainda tempo de descer do cavalo, o rosto de Matthew Aldearan olhando sério e zangado a fez parar seu cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que pensas que estás fazendo? Não falei que eras para ficar em repouso e não fazeres nenhum exercício? – o professor de História Antiga não elevou a voz. Não a humilharia na frente de todos, mas, ah, a menina sentiria sua ira por te-lo desobedecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não... - Mira não tinha muita opção, fora pega em flagrante e sabia que estava errada, dessa vez. - Eu tive que competir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu tinhas que me obedecer e ficar quieta. Onde já se viu uma garota competir em montaria e achar que ganharia? Desças agora e venhas comigo. – ele não admitia nenhuma desculpa, sabia que estava mais do que correto e, embora uma ligeira preocupação com o ferimento da menina passasse por sua cabeça, estava concentrado em como iria castigá-la por sua audácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos motivos que Mira detestava na cela feminina era que a ajuda masculina para descer era algo necessário, quando se queria descer discretamente e do modo correto, claro. Vendo a mão de seu professor na sua frente ela se viu sem opção. Matthew agarrou o braço bom da menina e não soltou quando ela finalmente havia descido da montaria. Scadufax pareceu pesaroso como sua cavaleira, e o professor não queria saber de ouvi-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu tenho todo o trabalho para ficar recolhendo ervas como um reles enfermeiro enquanto ela fica montando cavalos e desobedecendo-me... – ele resmungou para si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes Mira chegara a vê-lo tão irritado. Não parecia zangado ou coisa do gênero, ele estava indignado por ter sido desobedecido, e por uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, se é que posso sugerir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não podes sugerir nada! Tuas sugestões e teus achismos já te levaram em complicações, milady! Achei que era mais inteligente para perceber isso. Além de tu estares encrencada, eu terei que ouvir as reclamações da judia por ter feito um torniquete e não a ter deixado trata-la como ela achava que convinha e mantido-a presa no leito da enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se o professor sabe o que deve ser feito, não é melhor que faça o senhor mesmo o curativo em mim? – Ela arriscou falar, fechando os olhos esperando não ser ainda mais repreendida. Desconcertava-lhe a idéia de ser julgada e contestada por mais e mais pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou para refletir um instante. A proposta era vantajosa, ele teria a oportunidade de ficar sozinho por alguns momentos com a moça, não teria que prestar contas a ninguém. Era tentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venhas comigo. – Ele disse, e, tomando um caminho completamente diferente, andou com ela até o que seria a sua sala de professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira entrou com respeito e receio assim que ele a ordenou e fechou a porta atrás de si. Era um lugar meio escuro, lotado de livros e com várias espadas antigas expostas, uma delas, de bainha vermelha e prata, parecia recém usada e sempre bem polida. Lembrando-se de que antigamente Matthew de Aldearan fora um dos melhores esgrimistas da Europa, ela não chegou a se espantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-te na mesa milady. – Ele mandou, enquanto buscava em seu armário panos e as outras coisas necessárias para se fazer um novo torniquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha idéias, muitas idéias e seus instintos estavam aflorados. Sentia-se aliviado por suas vestes cobrirem-lhe o corpo inteiro, pois haviam coisas que ele ainda não queria que ela visse nele. Remexeu os armários e foi separando o que precisaria: panos, balde para esquentar a água, os vidros de ervas e várias coisas que Mira não sabia para que serviriam. Quando ele se virou, tinha o olhar penetrante, marcado com fogo, do qual a garota não conseguia desviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei o que te levou a pensar que poderia desobedecer minhas ordens... - Começou a falar, enquanto gentilmente tirava os panos ensangüentados da garota. – Mas tenhas certeza de que eu não estou disposto a deixar isso acontecer novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew desenrolava os panos enquanto sutilmente percorria a outra mão pelo corpo dela, e embora não fosse ético de sua parte fazer isso, o esgrimista nunca fora do tipo que se importava totalmente com o que chamavam de ‘moralmente aceitável.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu...não gosto de ser desobedecido – Disse ele pegando suavemente o queixo da jovem e fazendo-a encarar seus olhos. Ela não tinha medo, ele podia deduzir, mesmo assustada, confiava em sua honra de professor. Eram coisas assim que o faziam ter certeza de que ela, sim, seria perfeita para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posicionou o dedo na testa da menina, enquanto deixava-a sangrar pelo machucado e apertava sua mão firmemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que fazes? – Mira perguntou em reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algo que me permitirá saber todas as vezes que tu tentares me enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pressionou o dedo contra a fronte dela e fechou os olhos. Então, levou um pouco de sangue do ferimento à boca, engolindo o que se tornaria um laço de sangue entre eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto durar este corte, enquanto tu ainda estiveres enferma e o sangue contaminado correr nas suas veias, eu saberei todas as vezes que ameaçares forçar os limites que estabeleci. – Matthew respondeu depois de tudo isso feito, ao olhar para o rosto de Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não...! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poder? Eu, como seu professor, como pessoalmente interessado na sua saúde, tenho esse poder, sim, Lady Barlow. Não ouses achar que não posso ou não devo. – Ele complementou com um sorriso sarcástico. – Levantes o braço para eu poder fazer seu curativo com as ervas certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminaram o curativo em silêncio e Mira não sabia mais se estava agradecida ou não por ele não a ter levado para a enfermaria. Matthew fechou a porta atrás de si, e ainda sentindo o gosto metálico do sangue dela em sua boca, desejou que não fosse só isso que pudesse sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-706243333103562844?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/706243333103562844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=706243333103562844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/706243333103562844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/706243333103562844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/05/capitulo-01-e-meio.html' title='Capítulo 01 e meio'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1357160309290045640</id><published>2009-04-27T05:10:00.001-07:00</published><updated>2009-04-27T05:12:02.003-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 06'/><title type='text'>Capítulo 06</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava para a sala de aula de esgrima, Mira olhava na sua mão o pequeno pedaço de pergaminho que seu professor a passara discretamente durante a aula de História Antiga. Ela não podia deixar de aproveitar a chance de ter aula com um dos melhores esgrimistas ainda vivo, mas tinha receios, principalmente em relação ao pagamento que ele tinha pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Empregada, vou ser empregada para aprender esgrima... Ele não quer que os criados da escola arrumem suas coisas, mas uma aluna sim. Homens...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu os ombros, era um bom preço a pagar se ele realmente a ensinasse como faz com seus alunos. Ela já ouvira alguns rapazes comentando sobre a rigidez e a cobrança do professor e ao mesmo tempo elogiando o quão bom Matthew de Aldearan é. Com aulas particulares com ele, Mira tinha certeza que aprenderia muito e rapidamente. Iria adorar fazer com que ele admitisse que uma mulher poderia ser tão boa em esgrima quanto um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira bateu na porta devagar e, após ouvir a voz de seu professor, entrou. Aldearan marcara aula às seis da manhã, evitando assim que pessoas inconvinientes aparecessem e os vissem. Ele sabia que sábado tão cedo ninguém além dele e, agora, de sua nova aluna de esgrima estaria de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew estava com dor de cabeça. Passara a noite toda bebendo parte do estoque de sua adega particular, nervoso e ansioso com o fato de que na manhã seguinte encontraria ela em seus aposentos. Não deveria ter feito isso, é claro, mas logo sua ressaca passaria, já tomara a poção que ele mesmo preparava e engarrafava para essas ocasiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu ao vê-la entrar, cautelosa como uma gata em território alheio – seu território. O aposento estava uma mescla entre bagunça mal disfarçada e vários objetos que ele não tivera tempo de arrumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que tenhas te preparado adequadamente para a aula, Lady Barlow. – Ele disse-lhe à guisa de bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, senhor. – Ela respondeu, abaixando levemente a cabeça. – Tomei a liberdade de trazer minha própria espada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não respondeu e tomou a bainha das mãos dela, tirando delicadamente à espada. Estava zonzo, mas podia perceber que aquilo era um bom trabalho, embora as armas que ele tinha a disposição fossem, de longe, superiores. Sabia, entretanto, que se a jovem tivera coragem de trazer sua própria espada para a aula, ela deveria ter um significado especial e isso era algo que nenhuma outra poderia superar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Treinaremos na sala superior a este aposento milady e, de hoje em diante, tu sobes por esta escadaria em meu gabinete. – Matthew disse apontando para uma frágil escada de corda para ela. – Todo cuidado é pouco para manejar essa corda, mas como ensinou-me meu mestre: não basta saber destruir ao seu redor para um boa luta, mas respeitar e conservar o que é útil e bom é uma graça que não pode-se abrir mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira assentiu enquanto focava os olhos no professor que ainda parecia meio atordoado, embora não a ponto de não subir a corda com apenas dois passos largos e graciosos. Ele carregava a espada com a bainha verde água nas costas. Ela tentou seguir-lhe os passos, dando dois largos saltos e teve que ser segura pelas mãos calejadas de seu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O segredo, milady, não é imitar o mapa do sucesso de outrem, e sim, criar seu próprio, adaptado aos seus conhecimentos e suas limitações. – Ele aconselhou-a enquanto puxava-a para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aposento era razoavelmente grande. Havia nele várias almofadas cinzas espalhadas, estantes com livros, uma divisória com uma mesa e duas cadeiras – que despertaram em Mira a sensação de que suas aulas envolveriam muito mais do que simples combate. Vários modelos de espadas estavam dependurados nas quatro paredes, muito bem seguras por feitiços de proteção. Eram o amor de seu professor e provavelmente, suas mais fiéis companheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça olhou ao seu redor com um misto de respeito e orgulho. Queria fazer parte daquela sala, parte da história de aprendizes do mestre: como ela via em um canto o orgulho que o professor tinha em exibir seus ex-alunos campeões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew pigarreou e chamou a atenção dela para si, despertando-a do devaneio de quem poderia ter sido aquela primeira mulher a ser aprendiz do orgulhoso mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não espero ter que explicar-te como deves se comportar em minhas lições. Não quero que te distraias, prestes atenção em cada palavra, em cada movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem mais nem menos, cortou um pedaço de madeira ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vês?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela boquiabriu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como fez isso, senhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apenas com técnicas que aprenderas se superares minha expectativa. – ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não respondeu que se tratava de uma personificação de sua espada, não disse que era a combinação ideal e ilegal que se fazia entre espada e varinha. Quem disse que ele se importava com regras, de qualquer forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira olhou seriamente para Matthew e depois abaixou o rosto, humildemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que eu preciso fazer para aprender finalmente? – ela perguntou para ele, com um pouco de raiva de si por estar fazendo aquilo, mas sabia que valeria a pena segurar sua língua e seu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Matthew brilharam com as milhares de possibilidades de resposta que ele poderia dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Treinar, minha aprendiz. Treinar e treinar e dedicar-se de alma para com a espada. Que ela seja a extensão de seu braço, a reflexão de sua essência, à serviço de Deus. – Ele respondeu e, contendo-se para não adicionar outros tantos elementos, deu por encerrada a parte teórica da aula, passando a próxima uma hora com os exercícios básicos e aperfeiçoando a técnica mais simples de sua aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu, satisfeito consigo mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1357160309290045640?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1357160309290045640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1357160309290045640&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1357160309290045640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1357160309290045640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/04/capitulo-06.html' title='Capítulo 06'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-969926143682234113</id><published>2009-04-20T06:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T06:33:07.012-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 05'/><title type='text'>Capítulo 05</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mira fechava a porta da sala onde acabara de ter seu segundo encontro do clube de esgrima feminino. Como sempre, Lavinia falou que arrumaria tudo sozinha e que a amiga poderia ir para sua casa. A lufana sabia que era o modo da outra ficar um pouco sozinha, refletindo, ela sempre fez isso. Respeitando o pedido da sonserina, a ruiva somente saiu e andou devagar pelos corredores. Ela estava feliz, todas as garotas voltaram e estavam mais participativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no rosto Mira lembrou que estava começando a manejar a esgrima com a mão esquerda, não caiu nenhuma vez. Não queria ficar parada o tempo todo durante as aulas e achou que isso poderia ser algo bom para o futuro, quem sabe aprender a usar as duas mãos simultaneamente. Claro que algumas vezes teve que usar a mão direita, mas não tinha sido nada que forçasse muito e seu curativo estava intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da dali, Matthew de Aldearan sentiu um incômodo enquanto trabalhava na correção dos vários pergaminhos sobre a "Primeira Revolução Globiliana e as várias teorias de separação do que seria a raça dos goblins da mutação élfica doméstica". Não era uma dor comum, era um ponto em específico do seu corpo. O átrio direito ardia, como se estivesse a ponto de rasgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquela delinqüente está prestes a abrir o ferimento de novo.... - ele resmungou para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma conseqüência do feitiço de vigilância que colocara na infame Lady Barlow: seu coração doeria a níveis absurdos quando a vigiada estivesse tentando quebrar as regras pré-estabelecidas. Era um preço a se pagar por tirar a liberdade de ir e vir da pessoa: o feitiço consumiria a pessoa por dentro enquanto a cura da pessoa não fosse achada. Anos atrás, tal feitiço, chamado de 'Maldição de Arestes', era usado por reis desesperados com doenças incuráveis com seus médicos. Enquanto a doença do rei não passasse, o feitiço consumiria o coração de seus doutores, entretanto, o rei seria monitorado de perto por este. Muitos gênios morreram assim em eras perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew achava que era um preço justo a pagar pela saúde de sua 'protegida.' E por isso, não deveria ignorar aquela explosão em seu coração: parou o que estava fazendo e foi na direção que instintivamente sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou a encontrar a jovem responsável pela sua pequena dor andando com um sorriso no rosto. Estava claro que fizera algo irresponsável como da outra vez, quando teimou em participar do torneio de montaria, mas ele não pode deixar de pensar em como aquele sorriso deixava aquele rosto ainda mais encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva parou ao ver seu professor de História andando em sua direção e seu rosto aparentava algo que naquela distância não conseguia distinguir. Não conseguindo conter a pontada de preocupação que sentia Mira andou até ele que parecia estar sentindo dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow, que prazer em revê-la... - Matthew se aproximou de Mira com um meio-sorriso no rosto, apertando as mãos de dor. - Está saindo de alguma aula, menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde professor. Estava com uma amiga agora a pouco. Por quê? Precisa de algo? - A lufana imaginou se estava com o rosto vermelho ou algo que entregasse o que estivera fazendo realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vim perguntar-te como anda seu braço... - Ele respondeu, com os olhos faiscando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira instintivamente soube que ele a estava analisando e virou os olhos, certamente ele não estava sentindo nada se estava ali para inquisi-la. Estava querendo pedir para ele ser mais direto e não contornar na pergunta, mas sabia que poderia ser repreendida pelo modo de falar. Isso a fazia ter mais certeza que os pequenos encontros clandestinos poderiam se tornar algo útil para futuras alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem, como podes ver. - Mira estendeu o braço, mostrando a atadura feita por ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady então, está me chamando de cego. - Matthew respondeu, com um sorriso sacana. - Cego, Lady, só sua amiga Laila. Pelo que EU vejo, a Lady anda forçando demais esse braço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aimeumerlin... - A ruiva calou antes que continuasse. Iria ficar quieta, deixando ele falar o que quisesse e insinuando o que quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pergunto-me eu, com o quê. - Ele disse com sua língua de serpente. - Afinal, EU mesmo me encarreguei de pedir aos seus professores que não sobrecarregassem na carga de atividades físicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana levantou seu braço direito, ele estava perfeito. Não sentia latejar, doer e nem via uma gota de sangue no pano. Não entendia como ele poderia saber algo. Mesmo com o feitiço que ele colocara, ela não sentia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vês de errado? - Ela perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu vejo de errado? - O professor perguntou, sarcástico. - Tudo. Eu vejo que você andou usando seu braço para movimentos repetidos, porque, quando anda, ele não fica na inclinação perfeita normal, ele se estende ao máximo, exausto. Eu vejo que o ferimento parece se fechar de fora pra dentro e provavelmente, você terá uma hemorragia interna se continuar lutando com ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina arrepiou-se toda quando ele usou a palavra lutar. Ele sabia do Clube?! Mas como? Ninguém poderia ter vazado com a informação, ninguém. Ainda mais tão cedo, não fazia nem duas semanas que começaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu ao ver que sua semente produzia resultados: ela se inquietara com sua última fala, que não fora, de longe verdadeira. Não poderia contar-lhe que sentia uma dor no coração toda vez que ela estava prestes a romper seu corte, mas poderia, sim, manipulá-la para que ela contasse o que, afinal, estava fazendo para destruir seus curativos tão perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que honestamente ele se importasse, Tanto mais vezes tivesse que refazer o curativo, mais vezes ficaria sozinho com aquela que ele pretendia chamar de sua, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, Lady Barlow, que me diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que queres de mim para que não fales nada? - Ela o olhou esperando uma resposta tão direta quanto sua pergunta. - Se vieste falar direto comigo e não com nenhum diretor, é porque tens algo em mente. Diga-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew ia responder quando ouviu um burburinho de alunos não muito atrás de onde eles estavam. Ele pode perceber que ela estava quase entregando o que andara fazendo, mas se qualquer aluno passasse Mira poderia escapar. Pegou a aluna pelo braço e a levou para a primeira sala vazia que encontrou, fechando a porta no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, Lady Barlow, agora que estamos só nós dois, pode me contar que anda fazendo que não quer que ninguém saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o olhou incrédula, tentando entender como sempre acabava ficando a sua mercê. A ruiva repetiu o que tinha dito no corredor, queria saber o que ele pretendia com aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Lady sabe que tenho fama de homem inteligente, e eu sei que o és também. O que eu ganharia entregando uma das minhas melhores alunas na mão de mestre Salazar Slytherin? - ele respondeu - Prefiro eu dar as cartas ao jogo, Lady. A menos que você prefira que mestre Salazar o faça. Espero que me conte o que virei a saber, cedo ou tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sabia que Salazar Slytherin leria a mente dela sem pensar duas vezes. Se vendo sem opção a lufana jogou seu corpo em cadeira, pensando em como somente ela entraria na encrenca. Seu professor não precisava saber de suas amigas. Procurando as palavras certas, ela contou o que estivera fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava treinando esgrima e, antes que reclame, eu estava tentando aprender com o braço esquerdo, para não forçar o direito. Acho que troquei de braço somente duas vezes, para tentar algo mais complicado. - Mira olhou para seu professor tentando descobrir o que ele faria, além do sermão. - Pronto, podes falar. Estou esperando sua repreensão. - A ruiva o encarou, esperando a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou por um instante ao vê-la enfrentando-o com força para tomar o esporro. Via a dedicação no olhar dela, e via que ela escondia ainda pessoas atrás de sua saia. Com o pouco de legilimência que sabia, era o que ele podia descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso afinou-se em seus lábios quando ele preparou-se para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Repreensão? - Ele disse, com modos suaves e perigosos. - Difícil repreender alguém que sofre do mesmo mal que eu: amar a espada com todas as suas forças... Mesmo que seja uma mulher, mesmo que esteja com o braço a ponto de atrofiar e nunca mais ser usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira parou por um instante. Não conseguia acreditar nas palavras do professor, Não teria nenhuma bordoada para levar? Ele estava realmente a entendedo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que você nunca chegará aos pés dos grandes esgrimistas homens. O jovem Santiago, por exemplo, luta como o anjo Michael fará ao descer para o Apocalipse. Você, apesar do rosto angelical, poderá ser muito boa, o suficiente para defender-se da média comum, se treinar. - Matthew ponderou, mais para si mesmo do que para ela. - E obviamente, não será nada se estiver sem um braço, como pode ver no que eu me tornei... - Ele respondeu, com raiva. - E portanto, deve parar de desobedecer aos meus cuidados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de Mira não falar nenhuma palavra ou esboçar nada em seu rosto o fez pensar se ela estava ainda pensando sobre aceitar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A menos que não queiras ser treinada como se deve, pois, afinal, quem confiaria num treino dado por uma mulher, quando se pode treinar com Matthew de Aldearan, aquele que já foi o maior esgrimista de toda Europa? - Ele disse, enquanto insinuava o corpo para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor me treinaria? - Mira perguntou baixo, boquiaberta com o fato de sua bronca ter sido muito mais leve do que pensara, na verdade praticamente nenhuma. Sua mente ainda estava trabalhando nas milhares de possibilidades que viriam do treinamento com o próprio professor de esgrima de Hogwarts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que não sairá de graça para a Lady, mas questões de pagamento podemos acertar em outra hora. - Matthew respondeu. - E assim, eu posso controlar como e quanto a Lady usa o braço direito, além de ministrar-lhe nas técnicas da luta com o braço esquerdo que, como vê, fui obrigado a ser mestre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pagamento? -A ruiva engasgou, não tinha como pagar alguém do calibre de Matthew de Aldearan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coisa miúda, preciso de gente para me ajudar no departamento pessoal e mulheres que saibam arrumar um quarto cheio de raridades. Não confio no pessoal do castelo para fazer isso, e, ultimamente, não tenho paciência ou estimulo para arrumar minhas coisas. - Ele respondeu, emendando com um - Não acredito que ensinarei uma mulher nas minhas artes..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira não conseguia acreditar que ele se dispusera a ensinar esgrima! Mesmo que, parecendo a contra-gosto, era uma oportunidade que muitos homens matariam por ter. Aquela situação toda estava sendo fora da realidade para ela. Para Matthew, entretanto era largamente vantajoso. Teria uma mucama para arrumar seu quarto, passaria horas e horas com sua protegida, ensinando-a, não só esgrima, mas, esperava, como se preparar para tornar-se mulher de Matthew de Aldearan: o porte, ela já tinha, o resto ele, não se importaria, nem um pouco, de ensinar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de tom, ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porém, garota, fique avisada de que não, eu não gosto de ser contrariado. Se alguma vez abusar, tenha certeza de que eu não sou de perdoar. Não falte às minhas aulas, ou aos meus compromissos, e posso te ensinar durante anos e anos e anos, o suficiente para competir em torneios e desafiar vários ratos que se acham homens aqui na escola. Se, por algum acaso, a informação de que lhe ensino esgrima vazar, eu nunca mais a deixarei encostar numa espada. Quero total lealdade, dedicação e firmeza, pois foi assim que meu mestre ensinou-me e é assim que ensinarei a você. Estamos entendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira entendeu a solenidade do que ele dizia: estava de pé, em sua frente. Ela se levantou e ficou olhando fixo nos seus olhos, quando disse que sim, que se comprometeria com isso até quando ele julgasse que estava pronta para seguir com seus próprios pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo.- Ele respondeu e,com um sorriso excitado por toda a situação, ele complementou - Está dispensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mira fechou a porta atrás de si, Matthew percebeu que começava ali, o verdadeiro jogo e que passaria ainda muitas noites em claros, com 'problemas' que nem banhos frios e somente um corpo quente, resolveriam....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-969926143682234113?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/969926143682234113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=969926143682234113&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/969926143682234113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/969926143682234113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/04/capitulo-05.html' title='Capítulo 05'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-8174103016467543367</id><published>2009-04-14T06:30:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T06:39:04.686-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 04'/><title type='text'>Capítulo 04</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lavínia acabou de colocar os feitiços acústicos na sala do segundo andar com um suspiro. Sentou-se em uma cadeira apoiando a cabeça nas mãos finas. Enquanto esperava Mira, a sonserina pôs-se a pensar na carta que recebera de seu pai hoje pela manhã. Ele tinha recebido no castelo um pretendente para a jovem que segundo suas próprias palavras era: " Bem apessoado, com um dote muitíssimo bom, além de ser um respeitado mágico na sociedade". E Lavínia sabia melhor que ninguém que aquelas palavras realmente significavam: pomposo, esnobe e um rapaz fútil que vivia de aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava a essa conclusão lembrava-se mentalmente que tinha sorte de ter podido rejeitar tantos pretendentes até agora. Ela vivia em uma época em que a opinião feminina não era levada em consideração para assuntos de real importância, e casamento não tinha geralmente nada a ver com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da porta rangendo a acordou, viu Mira entrar pela porta e ao notar pelo muxoxo que esta fez, ainda não tinham conseguido descobrir como fechar o corte dela, seu braço ainda tinha a tala de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada? - Lavínia queria confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada... Não posso fazer nenhum esforço. A profª Hufflepuff entrou em contato com um criador desse bichos que deve mandar algo, espero. - Mira suspirou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se quiseres eu posso tentar fazer uma poção... - ela sorriu gentilmente - Não garanto nada, mas pior do que está, bom, eu realmente acho que não fica - ela falou fazendo uma careta - No mais, eu posso tentar fazer algo para a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem dói tanto... O chato é ficar quietinha mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina sabia o que isso queria dizer, a ruiva não poderia treinar esgrima com ela. E a reunião que iria começar em alguns minutos, seria só teorica para a amiga. Lavinia estava contando em usar Mira em alguns momentos, mas acabou se vendo na posição de professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas garotas chamaste? - A loira perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não muitas - Tranquilizou-a a ruiva - Umas cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinco é muito Mira! - A sonserina falou preocupada - Eu não sei como ensinar esgrima, quer dizer, não sei o que falar, e se eu gaguejar ou pior...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lavínia, se acalme. - A amiga falou. - Vai dar tudo certo, tu só tens que falar pra elas o que me falou... Como empunhar o florete, como mexer os pés, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa das duas foi interrompida pelo bater na porta, entraram por ela Hilde e e Rosette. Pouco depois entraram mais 3 outras garotas, todas da mesma turma de Mira e Lavinia. Quando as cinco sentaram, as duas que as chamaram foram o centro da atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, quando eu as chamei, falei sobre o que era não é um segredo entre nós. Gostamos de esgrima e não achamos justo não termos aula nem podermos participar do clube de duelo. - Mira falou e viu as outras assentindo. - A Lavinia me ensinou e sei que a Rosette não precisa de aula. Eu acho que devemos praticar e podemos uma ajudar a outra. Eu, por exemplo, preciso aprender a usar o braço esquerdo. - A ruiva brincou, descontraindo o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que a Mira realmente falou tudo - Lavínia sorriu um pouco embarassada - Não sou uma professora realmente, então, desculpem qualquer coisa, já em adiantamento - Ela riu - E se a Lady Elrid pudesse me auxiliar já que sabes mais, eu ficaria muito agradecida. - ela sorriu - No mais, eu acho que é isso, então... Vamos começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia e Rosette treinaram duas garotas cada uma, enquanto Mira ensinava a outra, o básico da esgrima. Como pegar o florete, qual é o objetivo, enfim, deram uma aula sobre o básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, quase todas elas estavam com os rostos vermelhos e suando, menos Mira que acabou sendo mais cicerone. Ela levou água para todas e ficaram conversando enquanto descansavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que está bom por hoje - Lavínia sorriu recuperando o fôlego - Provavelmente vamos nos reunir novamente semana que vem, se estiver tudo bem para todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas combinaram o horário da próxima semana e as meninas saíram, ficando apenas Mira e Lavínia na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes deixar que eu acabo aqui Mira - a sonserina sorriu – Terás aula de etiqueta agora e sabes o que irá acontecer se chegar atrasada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás certa, devo apressar-me. - a lufana despediu-se, acenando por cima do ombro enquanto saía porta a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva correu pelos corredores até o ponto onde estava sozinha. Sabia que se sua professora a visse daquele modo seria repreendida, principalmente antes de uma aula tão importante como aprender como uma dama deve se portar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um leve suspiro demonstrava que aquela aula estava sendo longa demais para Mira. Não que desgostasse das aulas de Etiqueta e Postura, achava que certas coisas eram realmente necessárias aprender, mas queria que houvesse mais espaço para discussões. A professora Hostilia Gryffindor estava ensinando os modos em que os cabelos deveriam ficar presos e em qual ocasião deveria-se usar cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por exemplo, ao cozinhar deveis prender seus cabelos e ao terminar deveis procurar um espelho e se recompor para seu marido. - A professora falava e analisava os rostos de suas alunas. - Agora que terminamos a parte teórica vamos para a prática. Aos seus lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma começou um burburinho que foi logo silenciado pelo olhar atravessado da professora. As alunas se levantaram e seguiram até uma parte onde vários espelhos flutuavam e várias escovas e pentes estavam em uma mesa no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos começar com um coque básico e que serve para quase todas as ocasiões. Precisarei de uma modelo, alguém se habilita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de olhares e a falta de palavras entregavam que nenhuma garota queria ser o foco da atenção da severa professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow, poderia vir aqui? O seu cabelo é um bom exemplo de longas e rebeldes madeixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana andou até a professora tentando controlar sua respiração e seus olhos, sabia que Hostilia perceberia algo. Mira sentiu que até o final da aula iria usar toda a sua paciência e que ouviria muitos comentários sobre sua aparência. Sentou na cadeira e sentiu seu rabo-de-cavalo sendo desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma coisa muito importante: prender o cabelo em rabo-de-cavalo é algo que deve ser evitado ao máximo. É sinal de jovens rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira virou os olhos, o que fez as outras alunas rirem um pouco. Em resposta Gryffindor puxou as madeixas ruivas de sua aluna com força, passando a escova para desembaraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reparem que todos os fios devem ser puxados para trás e não devem deixar divisões nenhuma na cabeça, nenhum caminho. Mesmo que tenham que puxar com força. Façam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento foi imediato, ninguém queria que a professora ajeitasse ou consertasse seu penteado. Na cadeira central Mira lutava contra suas mãos, queria afrouxar o pano que prendia seu cabelo apertadamente. Enquanto isso Hostilia passeava pela sala e via o resultdo de suas alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas? Amy, estas com alguns fios soltos. Mesmo o teu cabelo sendo liso, use água com o feitiço ponderosus concretum ius com mais força de vontade. Deixe-me fazer para mostrar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória se viu sem opção e teve que deixar sua professora arrumar seu cabelo. Todas as outras alunas prenderam o ar ao ver o rosto de sofrimento da pobre garota Hostilia retornou até Mira. Ainda faltava mostrar como terminar o penteado, para a infelicidade da lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vós deveis torcer o cabelo para dar uma aparência mais alinhada. Torcer também evita fios soltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto da ruiva se contorceu. Não conseguiu segurar um gemido de dor quando seu cabelo foi preso pela professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas vós deveis aceitar que a postura e o comportamento corretos vêm com um pouco de sacrifício. Alguns tipos de cabelos podem ficar com aparências feias depois de soltos, mas, como disse antes, são sacrifícios necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Mira lutava com a dor que sentia na cabeça, as outras alunas lutavam com seus cabelos para alcançar o nível de exigência de sua rígida professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito importante é não deixar nem um fio solto. Quando fizerdes tem que estar impecável. O cabelo assim pode ser uma salvação, pois vós ficais prontas para todo e qualquer tipo de situação e evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira se levantava da cadeira quando sentiu as mãos firmes de sua professora a colocar de volta, sentada. Sentiu um frio na barriga, pensando o que mais poderia acontecer. Só faltava falar que tinha que pintar o cabelo de preto, pois era mais comportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para fecharmos a aula, irei mostrar rapidamente a pintura facial ideal. Nós que somos brancas, devemos colocar um pouco de cor em nossas faces, mas sem exageros. Esse pó vermelho que está no centro da sala deve ser passado com a ponta dos dedos e levemente. Observeis como eu faço na Lady Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hostilia deu leves batidas na maçã do rosto de sua modelo, que contorceu a face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Controla-te Lady Como pretende ser um bom exemplo de mulher assim? Mantenha o rosto impassível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdão professora. - Mira tentou relaxar o rosto se imaginando fora daquelas quatro paredes, que naquele momento estavam parecendo uma sala de tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo, rosto totalmente relaxado... Pronto! Vejais como ficou bela e singela, nossa querida Mira Barlow. Ninguém falaria que ela pensa que pode subir em um cavalo como um homem e desafia-lo. - Hostilia virou para as outras alunas e continuou. - Que essa aula seja um bom exemplo a todas em como se portar. Assim vós ireis desistir destas idéias tolas e vos colocareis no lugar de mulheres, sendo admirada e cortejada pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas alunas riram baixinho ao ouvir aquilo, outras viraram os olhos e tinham as que concordavam com o rosto. Mesmo entre as alunas, o papel dado às mulheres era algo que dividia as opiniões e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término da aula Mira saiu direto para a biblioteca, precisava pegar um livro para a próxima aula. Não pode desfazer o cabelo e a maquiagem, fora uma ordem de sua professora, ficar assim o dia todo. Queria que suas alunas sentissem o resultado e exatamente isso aconteceu com a lufana assim passou pelo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes, ao passarem por Mira, lançavam olhares cobiçosos e respeitosos ao mesmo tempo, sem ousar, entretanto, fazer qualquer tipo de comentário, embora ela tivesse certeza de que ouvira Thomas Staples sussurrando que acabara de ver um milagre “Uma bárbara se transformando numa princesa.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, porém, tinha coragem de fazer uma gracinha com aquela ‘dama’ que reagia tão mal a esse tipo de coisa. Ninguém com uma pitada de bom senso, o que, é claro, não se aplicava ao jovem Jake de Malvoisin, o Vesgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Barlow! - Ele exclamou ao vê-la no corredor, ainda longe. - Como estás elegante, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira fechou a cara para ele, mas a educação a fez parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora não, senhor Vesgo. - Ela respondeu, com um tom negro na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é a pura verdade que meus olhos tortos dizem! Parece-me que nunca a vi tão arrumada, tão bonita... Deixe-me adivinhar, a Lady Gryffindor é quem deu um jeito em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- .... A professora Gryffindor é quem dá as aulas de etiqueta e postura, lembra-te?-– Mira respondeu, amarga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem parece que a Lady tem uma veia masculina em seu corpo. – Vesgo respondeu. – Embora, eu deva confessar que goste mais do seu eu-natural-rebelde, não posso negar que estás deslumbrante com esse coque. Aceitarias, portanto, dar uma volta comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos aulas hoje, senhor Jake. – Ela não queria prolongar o assunto, pois temia que virasse um tapa na cara dele e isso seria motivo para muitas sessões detenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como quiser, Lady, mas se mudar de idéia, procure-me! – e com um beijo na ponta dos dedos dela, ele foi-se, para a felicidade geral da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva estava pasma com o que um simples mudar de cabelo e um pó vermelho no rosto faziam. Como se algo mudado externamente fosse realmente alterar o que ela era ou o que pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria receber algum trabalho extra com certeza, mas não iria conseguir agüentar os comentários o dia todo. Sem se importar com o que sua professora poderia falar ou não, Mira levou as mãos ao cabelo e os soltou. Se fosse para ser repreendida, que fosse pro ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;---&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boooom, estou mais do que atrasada... Realmente já percebi que sábado não é um dia fácil para eu postar. Então mudarei o dia para todas segundas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil desculpas pelo atraso!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijocas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-8174103016467543367?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/8174103016467543367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=8174103016467543367&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8174103016467543367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/8174103016467543367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/04/capitulo-04.html' title='Capítulo 04'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-150791101125860301</id><published>2009-04-04T20:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-04T20:40:56.533-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 03'/><title type='text'>Capítulo 03 - Land of Ice and Snow</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;The land of ice and snow&lt;br /&gt;Where the midnight sun blows&lt;br /&gt;Hundred thousand lakes glow&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nothern lights guide our way&lt;br /&gt;Come whatever may&lt;br /&gt;Forest god protects our day&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where Koskenkorva flows&lt;br /&gt;Where the freezing wind blows&lt;br /&gt;Summer nights are white and warm&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some night say that we are cold&lt;br /&gt;Don’t believe all that’s been told&lt;br /&gt;Our hearts are made of gold&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We didn’t bow under oppression&lt;br /&gt;We fought and we died&lt;br /&gt;Redeemed in blood&lt;br /&gt;The land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here I was born and here I’ve lived&lt;br /&gt;And one day here I will die&lt;br /&gt;Under nothern starry sky&lt;br /&gt;In the land of ice and snow...&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não queria acordar novamente no meio da noite, por isso bebeu mais uma dose do uísque preparado que ele deixava na cabeceira. Não gostava dessas interrupções, especialmente em sonhos tão bons quanto o que ele atualmente estivera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhara com a primeira vez que vira Mira Barlow como mulher e não como aluna. Sonhara com o perfume que ela tinha e que ele conseguia reproduzir em sua mente mesmo quando ela estava longe. Tinha em sua mente gravada a cena dela por sobre o corpo de seu tio naquela noite. O cabelo caindo por sobre o rosto, a tentação que ele sentira de toma-la ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As decisões que ele tomara mudariam profundamente o rumo de sua vida, e ele tinha consciência disso. Não escolhera uma mulher qualquer, até porque, não era um homem qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que deveria tomar como esposa outra, apenas por que a que queria era sua aluna? E quem ligava para isso? Tantas outras, mais novas já estavam noivas de homens sem nenhuma vivência ou barba. Por que ele que fora um dos maiores esgrimistas da europa não poderia ter a quem queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria contra a vontade dela, não mesmo. Conhecia até onde uma mulher poderia estar disposta a ir se realmente achasse que valia a pena, e talvez fora isso que encantara em Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, a partir daquele momento, era parte de seus ideais, por isso, não havia nenhuma razão para não lutar por ela com unhas e dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan era aquele que merecia, aquele que já fora um dos maiores homens do mundo e caíra do topo por sabe-se lá arrogância, inveja dos outros ou abuso de suas condições físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha suas posses, tinha seus subordinados e era mestre numa das primeiras escolas de magia da sociedade. Quem poderia contestar-lhe o prestígio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocara mais campeões do Torneio de Deus que qualquer um e tinha plena certeza de que muitos de seus iriam ser colocados na tropa do Anjo Michael quando este descesse à Terra para o Apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dos poucos que mantinham-se como uma rocha dentre a corrupção de uma nobreza falida por Deus. Queria ter ido para as Cruzadas como todo homem honrado deveria ter feito, mas não pôde. Deus algum dia o perdoaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia e não se preocupava, pois fazia seu melhor para treinar tantos quantos pudessem servi-lo no seu ofício de guerra. E teria orgulho em conquistar aquela jovem, teria orgulho de viver com ela até o fim de seus dias e trazê-la para sua proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus ideais – com eles nascera, alguns aprendera, com todos, morreria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-150791101125860301?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/150791101125860301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=150791101125860301&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/150791101125860301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/150791101125860301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/04/capitulo-03-land-of-ice-and-snow.html' title='Capítulo 03 - Land of Ice and Snow'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-6056267745258897170</id><published>2009-03-28T05:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T06:16:25.542-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capítulo 02'/><title type='text'>Capítulo 02</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Festival de Abertura da Hogwarts chegava ao seu fim e o esperado Baile de Outono, o último evento do Festival, começava. Muitos contavam como foram suas participações nos torneios, outros, que somente aproveitaram a folga, agora comiam e bebiam a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos casais presentes no baile eram de namorados ou de futuros pretendentes, mas alguns também eram de amigos, como era Mira e Naheeh. A lufana aceitara o convite do rapaz, pois gostava de sua companhia e sabia que não havia interesse amoroso em nenhum dos lados. Ela estava ciente disse, mas um par de olhos verde escuros que a acompanhava desde que entrara no Salão, não sabia e não gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ter ganhado nenhum prêmio e ter se machucado no braço, a menina tinha se divertido bastante. E aquela comemoração final era algo que a fazia sorrir mais, chamando a atenção de certos rapazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o seu par a chamou para dançar, uma música animada para descontrair mais o ambiente, Mira sentiu algo atrás de si. Não sabia dizer o que era e teve que olhar para saber. Sentado, afastado da mesa onde alguns professores estavam, Matthew de Aldearan, o mestre de História Antiga e Esgrima, a observava. Quando ele a viu se levantar para dançar com seu par, imediatamente encheu seu copo de vinho e o bebeu de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando disfarçar que o vira, a ruiva continuou se divertindo com Naheeh. Os dois ficaram um bom tempo conversando até que o moreno pediu licença por alguns momentos. Mira assentiu e andava em direção a uma mesa quando sentiu seu braço sendo segurado. Antes que virasse para ver quem tinha feito isso, ouviu uma voz conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vestida assim tu matas o velho do coração.... mas eu dou o troco se recusares dançar comigo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva virou o rosto e o encarou, mordendo o lábio para não o responder desaforadamente, afinal Matthew era um professor e devia ser respeitado como tal. Ele reparou no ato da garota a sua frente e sorriu, ela queria falar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes falar o que pensaste. Não serás repreendida. – provocou de volta. Gostava do gênio forte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primero, tu não és velho para ter problemas no coração e segundo, não sou inclinada a aceitar ameaças. - Mira falou soltando seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi uma ameaça. Se não queres considerar um convite para uma dança, podes considerar isso uma ordem. - Matthew estendeu a mão e ficou esperando a resposta com um sorriso cínico estampado em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sentiu seu rosto ficar vermelho e não era de vergonha como usualmente acontecia com as mulheres, era de raiva pois não via opção. Estendeu a mão e o acompanhou para a pista. O professor espertamente esperara o estilo de música mudar para convida-la, a melodia que era tocada pedia a proximidade dos corpos em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentido que estavam próximos demais, Mira deu um passo para trás, não deveria ficar tão perto. Ele percebeu o movimento e aproximou seu rosto do cabelo dela, guardando aquele cheiro de sândalo, jasmin e gotas de chuva que o enfeitiçara antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dançavam, a ruiva pensava no que tinha acontecido no final das férias, quando a linha aluna-professor mudara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Era tarde, principalmente para uma garota de 15 anos andar desacompanhada pelas ruelas de Hogsmeade. Mira cortava o vilarejo à noite preocupada, seu tio tinha saído para resolver negócios e não tinha retornado, o que era um mau sinal. Nina ficou tomando conta de sua tia que estava passando mal enquanto a ruiva saiu a procura de Horace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ignorou todos os homens que falaram algo e passou rapidamente por eles, sem dar atenção a ninguém. Sem que percebesse, um deles a seguiu. Matthew ficara intrigado com a mulher com capa preta que passava quase correndo e foi atrás para ver quem era e se conseguiria algo de bom para a sua noite, tinha acabado de sair da taverna e não tinha nada mais para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver seu tio caído no chão com uma mancha de sangue na testa Mira correu até ele, preocupada. Ela se abaixou, procurando a respiração dele e sorriu levemente ao sentir que era forte. Passou a mão no machucado e pode ver que a pancada fora forte, mas não tinha nenhum corte profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância, o homem de cabelos negros e olhos preocupantemente verdes olhava toda a cena intrigado. O pensamento dele mudou ao vê-la baixar o capuz da capa, ficara fascinado com o rosto delicado que viu envolto em longos cabelos de fogo. Apesar de parecer uma garota ainda, a coragem de andar à noite e a atitude de cuidar daquele homem caído demonstrava a maturidade dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não resistiu, respirando profundamente e tentando parecer o mais sóbrio possível ele se aproximou. Ia falar algo mas se calou ao ver de perto quem era a jovem. Não sabia exatamente o nome, mas tinha certeza que era sua aluna. Não que tivesse essas travas morais, só precisava mudar o modo de aproximar na garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira tinha ouvido passos e virou preocupada com quem poderia ser, provavelmente era alguém querendo incomodá-la.Preparada para expulsar quem quer que fosse, a jovem se levantou já com uma das mãos em sua adaga e se surpreendeu ao ver o professor de História Antiga da escola se aproximar. Ele tinha fama de beber bastante e o seu estado mostrava que provavelmente era isso que estivera fazendo a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para surpresa da ruiva, ele se abaixou pegando seu tio e falou que indicasse o caminho que deveriam seguir. Pelo curto caminho até a casa dela eles ficaram calados, somente alguns olhares trocados. Ela ficara impressionada com a atitude dele e ele procurava controlar seus instintos e não deitar aquela jovem ali mesmo no chão. Não quando ela demonstrava tanta maturidade, não, ele não iria se comportar feito um garoto. O cheiro que vinha dela o enlouquecia e ele desejava ardentemente saber se combinava com o gosto de seus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem, Matthew colocou o homem na porta da casa e se virou para receber o que achou que poderia ser sua recompensa. Parada atrás dele estava Mira, com algumas mexas de cabelo solta no rosto, dividida entre aliviada por estar em casa e preocupada com aquele homem tão perto dela. Ao ver aqueles olhos verdes perguntando o que queria, ele viu que não faria nada naquele momento. O homem somente se aproximou dela e tirou alguns dos fios do rosto. Sentiu um cheiro agradável que o fez se sentir vivo e sóbrio, para variar, e foi embora para a sua casa."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira foi retirada das suas lembranças ao término da música, quase não se lembrava que fora dançar com Matthew a contragosto. Antes de se separarem, o homem se aproximou novamente do ouvido dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu és mesmo linda. - Ele sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber, Mira deixou escapar um meio sorriso ao ouvir aquilo. Ela fez uma mesura em agradecimento à dança e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passou despercebido, contudo, ao professor, que imaginou ter conseguido avançar mais um passo em sua relação. “Estranhas loucuras que fazemos por mulheres.”, pensou para si mesmo. Até aquele dia se indagava porque ele a estava cortejando daquela forma, porque não a tomara e saciara seu desejo logo na primeira oportunidade – e, ah, não faltaram oportunidades... – por que se dava ao trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando nos cabelos cor-de-fogo dela e aspirando seu perfume exótico, Matthew tinha certeza: nenhuma mulher valia mais a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente!! Ganhamos um presente na nossa primeira semana de vida!! Estou tão feliz!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/Sc4iTn5WKoI/AAAAAAAAAAM/gdOV2cxbWKM/s1600-h/expressopast.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318225930493504130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/Sc4iTn5WKoI/AAAAAAAAAAM/gdOV2cxbWKM/s320/expressopast.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liv, eu e a Raissa amamos! É como se eu estivesse vendo a Mira e o Matthew! Muito obrigada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jujub &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-6056267745258897170?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/6056267745258897170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=6056267745258897170&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/6056267745258897170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/6056267745258897170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/03/capitulo-02.html' title='Capítulo 02'/><author><name>Juju</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02084575904647366903</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/THbWfoiLEcI/AAAAAAAAAAk/GGKN6R6mPyA/S220/watashi+manga.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EBJpa_XVySI/Sc4iTn5WKoI/AAAAAAAAAAM/gdOV2cxbWKM/s72-c/expressopast.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1812506928981489342</id><published>2009-03-10T17:42:00.001-07:00</published><updated>2009-03-23T17:16:39.938-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitulo 01'/><title type='text'>Capítulo 01</title><content type='html'>&lt;p&gt;O grande evento de Hogwarts estava começando e todo o corpo docente e discente da escola estava em alvoroço. Teriam exposições, competições e o Grande Baile de Outono esperado por todos. Seriam dois dias de diversão, confraternização e, alguns diriam sorrindo, de bagunça.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Após o discurso de abertura feito pelos fundadores, os alunos se dispersaram. Uns foram treinar para suas competições, outros foram somente sentar e aproveitar a folga das aulas. Aconteceriam mostras e oficinas também, e grupos de alunos olhavam entretidos o pergaminho com todos os eventos e seus horários. Algumas das moças se dirigiam para a tenda onde aconteceria a primeira competição, o Torneio de  Culinária.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A professora de culinária estava andando entre as alunas, vendo se estava tudo em ordem para começarem, tinham tempo marcado para ficar tudo pronto. Ao sinal de Ariadne, todas as garotas começaram a misturar, bater e mexer. O cheiro levantado já fazia vários curiosos entrarem se perguntando se iriam poder provar algo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mira Barlow estava entre as alunas que iria participar, sempre gostara muito de cozinhar e experimentar novos sabores. Aquela competição era um ótimo lugar para aprender receitas novas, se as cozinheiras colaborassem, claro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aos poucos começaram aparecer tortas grandiosas, empadões e outros pratos que não se sabiam o nome, todos no meio da produção, mas que o cheiro e a aparência já eram apetitosos. A ruiva olhou para o lado e viu um aceno de mão discreto, Lavinia estava torcendo por sua amiga. Um sorriso apareceu no seu rosto e depois voltou para o que tinha que fazer, faltava pouco para o término.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não muito longe da tenda onde estava acontecendo o concurso de culinária, estava sendo montado o local onde seriam exibidos os animais exóticos. No local estavam somente às pessoas contratadas para arrumar e o professor responsável Norman Hukle, já que a professora de Animais Mágicos, Helga Hufflepuff, estava junto com os outros diretores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O movimento de homens carregando ou arrastando as jaulas era grande e a montagem estava sendo trabalhosa. Nem todos os animais que estavam preso eram dóceis e, volta e meia, tentava escapar de seu cativeiro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um dos homens que carregava uma jaula tropeçou e deixou cair um desses animais, que parecia um amasso de um cachorro azul, que se libertou de sua grade. Hukle, que viu tudo a distância não se preocupou tanto, achou que o homem já iria pegar o animal. Para seu azar, ele viu o bicho começar a se mover rapidamente, mais que o reflexo das mãos das pessoas em volta. O professor de duelos não teve tempo de pegar sua varinha, pois o animal já se dirigia para o local de onde vinha o cheiro de comida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Concentrada no que fazia, Mira não ouviu os gritos que vinham de fora do local onde estava. Somente foi desperta ao ver o tecido da tenda ser rasgado e um bicho aparecer. A ruiva se viu sem opção, estava entre o animal e a saída, assim como muitas das garotas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O animal se movia rapidamente por entre as mesas, fazendo com que os poucos professores presentes não conseguissem acertá-lo. Suas garras cortavam facilmente as cadeiras e objeto jogados, e sua pele parecia ser resistente aos poucos feitiços que o acertavam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Que raios de animal é este? - Hukle chegou no local e ficou surpreso ao acertar feitiços estuporantes e não ver resultado nenhum.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- É um stitch, muito raro e muito resistente. Normalmente dóceis... Não sei o que há com esse. - Helga já estava no local tentando segurar o animal que fugira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O bicho conseguiu finalmente chegar até onde queria, a comida. Uma das alunas tentou salvar seu prato das mãos do stitch e a reação do animal foi imediata, assim como de Mira que estava ao lado. Ela puxou a corvinal e se colocou entre a garota e o animal. A ruiva não teve muito tempo para se proteger, estava perto demais. Ela conseguiu colocar a tempo seu braço na frente do rosto quando o stitch a atacou e a cortou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mira deu um grito de dor e se encolheu para debaixo de uma das mesas, tentando se afastar mais do animal que já a esquecera. Ela pegou um dos panos a sua volta e envolveu seu braço que sangrava. Sentia o ferimento arder, mas não iria se mover até a enfermaria até que o stitch estivesse dominado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Logo Helga Hufflepuff conseguiu dominar o animal, que comera alguns poucos pratos e se cansara de lutar contra domadores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Minha querida, estás bem? Venha comigo, veremos este braço. – Miriam, a judia professora de medicinas avançadas, ajudava Mira a se levantar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Do lado de fora, Lavínia correu até sua amiga ao vê-la com um pano ensanguentado no braço. Mira a acalmou falando que estava bem, que era só um corte, mas a loira quis ir junto e ver como estava.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao chegarem na enfermaria da escola, Rebecca Skeat, a curandeira, foi até elas e olhou preocupadamente para o corte. Sem cerimônia, falou que a sonserina deveria sair para que pudessem cuidar de Mira sem interrupções.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O que ocorreste, Miriam? - Rebecca pegava unguentos no armário. - Alguma arma?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não. Um dos animais que serão expostos se soltou e acabou atacando o Torneio de Culinária, esta jovem se feriu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Miriam pegou a varinha para fechar o ferimento e, para sua surpresa, não conseguiu. Ia tentar outro feitiço, mas foi interrompida pela aluna.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Está queimando... Não sei o que fizeste, mas esta ardendo e muito... Não estava antes. - Mira segurava a vontade de puxar o braço das mãos da enfermeira.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A curandeira achou melhor dar uma poção para que a lufana não sentisse nada no braço, a sua experiência mostrava que aquilo não era algo tão simples de cuidar. Miriam pegou sua varinha e fez outro feitiço que fez o corte fechar. Para a surpresa das duas curandeiras, o machucado reabriu e continuou a sangrar.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Miriam, pegarei algo mais forte. Não sei o que houve, mas não podemos deixa-la assim. - Rebecca saiu.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Milady, estás sentindo alguma coisa? Tonteira?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Professora, se eu não estivesse vendo, não diria que tenho nada. Só doeu no momento em que usaste tua magia. - Mira tentava ficar calma, mas a visão de sua roupa ficando cada vez mais suja com o seu sangue não ajudava.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;*****&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Enquanto na sala de enfermaria Miriam e Rebecca procuravam identificar como tratar melhor o ferimento de Mira, as pessoas do lado de fora estavam em polvorosa. O local onde ocorria o concurso de culinária estava sendo limpo e logo a competição deveria ser retomada. Algumas garotas ainda estavam assustadas com o ocorrido e uma delas, chorava copiosamente no colo de Helga Hufflepuff.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Vamos, vamos, minha querida, não fiques assim. Foi só um animalzinho inofensivo, Lady Barlow deve estar bem a essa hora já. – disse tentando tranqüilizar a criança.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Lady Barlow foi machucada? – perguntou uma voz atrás da lufana, com a respiração entrecortada e um tom negro em sua fala.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Receio que sim, professor Aldearan. – respondeu ela, voltando-se para o mestre de História Antiga e lendário esgrimista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Matthew de Aldearan não era uma figura muito querida dentro da escola. Embora seus alunos o admirassem e, &lt;i&gt;sem dúvida, &lt;/i&gt;o respeitassem muito, não era do tipo que eles realmente gostassem. Seus rapazes em especial, eram fervorosamente dedicados ao que já fora um esgrimista da mais alta classe, e agora, graças a uma falha no braço, tivera que se dedicar à uma segunda paixão: História.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era alto, de cabelos negros caindo pelo rosto, desgrenhados, olhos verdes e, para a surpresa de Helga, estava sóbrio. O famoso professor era conhecido por ser um grande apreciador de bebidas. Naquele momento, parecia possesso com o fato de uma de suas alunas ter se machucado, e a diretora não duvidava sobre quem a culpa recairia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- HUKLE! – ele gritou, e saiu pisando duro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O atual mestre de duelos na escola era o alvo preferido de Matthew. Por terem sido contemporâneos em vários torneios e Norman Hukle ter sido várias vezes humilhado por ele, era natural que este fosse sistematicamente rebaixado pelo professor de História.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O que aconteceu por aqui? – ele perguntou, com um olhar reprovador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Um dos stitchs se soltou e atacou uma aluna, que estava mexendo com comida doce. – ele respondeu, sem atenção enquanto ordenava capatazes para transportar algumas gaiolas e o recém capturado animal.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Olhes para mim quando falo contigo, Hukle! – Matthew respondeu virando com uma bofetada na cara dele. – O ferimento é sério?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O outro levou a mão na cara vermelha e arranhada por Aldearan. Não importava muito, ele tinha esse direito: sempre fora o melhor entre os dois. De toda a escola, somente três pessoas tinham o poder de conter o espírito fanfarrão de Norman: uma delas, certamente, era o homem que estava parado na sua frente, esperando respostas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Não conheço muito desses bichos pra saber se é grave, mas a menina parecia bem. Aquela &lt;i&gt;judia&lt;/i&gt; &lt;i&gt;imunda&lt;/i&gt; levou-a para a enfermaria e, apesar de judia, ela conhece bastante sobre técnicas de cura. – retrucou, cuspindo no chão ao mencionar Miriam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Se alguma coisa dessas acontecer em qualquer outro torneio, Hukle, podes ter certeza de que arranco teu coração e ofereço-o aos corvos. – avisou Matthew e, sem mais uma palavra, saiu andando até a sala onde Mira Barlow, a única aluna por quem ele realmente dava uma moeda de ouro, estava sendo tratada.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não chegou a entrar, preferiu ficar ouvindo os fragmentos de conversa que escapavam da sala. Parecia não haver sinal de choro, nem resmungos ou gemidos de dor. Ele apoiou sua espada no ombro, como fazia quando estava nervoso e queria acalmar-se.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Andou por alguns instantes, até ouvir a judia dizendo que precisariam fazer algo para estancar todo aquele sangue. Não se conteve e adentrou a porta da sala sem ao menos bater.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Me pediram para verificar como está a aluna ferida. – ele disse de supetão, sem esperar que as outras falassem algo. Olhava diretamente nos olhos negros de Mira e ela podia senti-los queimando seu interior, invadindo-a, possuindo-a. E, internamente, ela admitia que não chegava a ser uma sensação de toda ruim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seu vestido e corpete pareciam empapados de sangue viscoso e Aldearan, embora soubesse que não estava doendo, percebeu a importância de se fechar aquele ferimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ela precisa ter o corte fechado, mas afora isso, não vejo outros problemas, não fizemos ainda análise mais profunda nem testamos o sangue, professor. – respondeu Miriam, abaixando a cabeça frente a ele. - Por algum motivo, nenhum feitiço está funcionando.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Se as técnicas normais de cura não funcionam, eu posso fazer um estanque que se costumava fazer nos soldados que caiam ao longo da batalha. – ele respondeu, firmemente. – Ela no entanto, precisará beber muito líquido e não poderá fazer nenhum exercício pesado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Professor, se o senhor está falando da técnica de enfaixe, torção e tala, eu posso aplicar na aluna, já a fiz em vários soldados que me vieram em estado de semi-consciência com ferimentos feitos por cimitarras envenenadas. – Rebecca ousadamente tomou a fala.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- E como a senhora certamente deve ter percebido, a técnica é melhor aplicada por homens, em virtude da sua força. – ele respondeu, perspicaz.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mira assistiu a toda discussão ficando lívida pois achavam uma solução para a perda de sangue, mas nem isso a impediu de pensar num comentário, que poderia ter provocado a ira do professor. “Como se um homem sozinho tivesse mais força do que as duas enfermeiras juntas.”.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Matthew conhecia o olhar de quem pensara algo que não poderia falar e anotou mentalmente para pressionar a garota sobre o que fora. Agora, entretanto, não poderia perder tempo, visto que ela empalidecia a olhos vistos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Miriam, panos quentes. Lady Skeat, segure as costas da aluna. Milady se mover-te poderás perder para sempre o uso do braço. Eu preciso acertar o ponto de enfaixe. – ele ordenou.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O processo todo durou mais ou menos uma reza de terço. Ao final disso, o professor estava satisfeito consigo mesmo: tinha tido excelente oportunidade de estar perto da sua &lt;i&gt;aluna favorita&lt;/i&gt; e ainda conseguira exercitar seus velhos conhecimentos de guerra.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mira estava ótima e saiu da enfermaria, acompanhada por Matthew que cumprimentou o excelente trabalho de Miriam e Rebecca com um aceno de cabeça, e mais nada.&lt;/p&gt;&lt;!-- end story --&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1812506928981489342?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1812506928981489342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1812506928981489342&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1812506928981489342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1812506928981489342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/03/o-grande-evento-de-hogwarts-estava.html' title='Capítulo 01'/><author><name>artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935063061053455952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4380676989422377110.post-1819412335403156414</id><published>2009-03-10T17:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T17:16:06.356-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Capitulo 00'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>Há não tanto tempo atrás, num site não tão distante, existia na cabeça de algumas pessoas a idéia de criar um blog de fanfiction coletiva que se passasse na época dos fundadores de Hogwarts. A idéia maturou e deu-se início ao Accio Past, blog afiliado ao extinto Accio Cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog não chegou a vingar por muito tempo, mas produziu personagens e parcerias que se tornariam inesquecíveis. Uma dessas parecerias era a das autoras de “Matthew de Aldearan” e “Mira Barlow”, respectivamente, a Raíssa/Deusa/Arlequina [que escrevia no Accio Cérebro, no Magic Spell e no Magic Past], e a Ju [que escreve para o Expresso e Amaterasu e escrevia para o Accio e os Magics, também].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan é professor de História da Magia e também leciona Esgrima para os alunos [do sexo masculino, deixando claro], enquanto Mira Barlow é uma lufana já no meio de seu aprendizado na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew é bebedor inveterado, galanteador e ranzinza por ter perdido a habilidade de um dos braços, já que uma doença e um nervo cortado o impedem. Mira é uma boa moça, aprendendo seu papel na sociedade, mas um tanto quanto frustrada com o que ele representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apegadas a esses personagens, decidimos que mesmo com o fim do blog, iríamos continuar ‘escrevinhando’. O convite para postar aqui foi uma surpresa para nós duas, e ficamos muito felizes com ele. Tão felizes que cá estamos. =P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns personagens do falecido blog são usados nesta saga, mas com autorização, e sem malícia envolvida, apenas para prestarmos homenagem a um momento importante de nossas vidas. Charlie Trocken [escrito pelo Rod, que participou de vários blogs], Lavínia Caldwell [que quem escrevia era a Deh]...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=) Esperamos que gostem das desventuras do casal tanto quanto gostamos de escrever sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ele achou que fosse um anjo ou um delírio da bebida que consumira aquela noite. Depois, ele percebeu que era, simplesmente, sua aluna. Simplesmente? A menina tinha cabelos ruivos e um perfume hipnótico que o enfeitiçara desde o primeiro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan não percebera que a mulher perfeita estava à sua frente. Mira Barlow ainda não percebera que o seu futuro homem estava ali, dia sim, dia não, ensinando-lhe sobre as guerras passadas e a história da magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não perderia mais tempo. Era ela a única digna dele e ele, uma vez tendo-a escolhido, não pretendia abrir mão de seus direitos. Cabia, apenas, conquista-la de uma vez por todas e partirem logo para o Felizes Para Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4380676989422377110-1819412335403156414?l=expressohogwartspast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/feeds/1819412335403156414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4380676989422377110&amp;postID=1819412335403156414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1819412335403156414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4380676989422377110/posts/default/1819412335403156414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://expressohogwartspast.blogspot.com/2009/03/ha-nao-tanto-tempo-atras-num-site-nao.html' title='Apresentação'/><author><name>artista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09935063061053455952</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
